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O papel da emocionalidade da informação na memória de destino: um estudo com frases positivas, negativas e neutras

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A memória de destino refere-se à capacidade de recordarmos a quem dissemos algo. As suas falhas devem-se ao facto de, ao transmitirmos uma informação, focarmos a nossa atenção em nós próprios e nos processos de transmissão dessa informação e não na pessoa a quem a destinamos. A emocionalidade do material parece torná-lo mais saliente, aumentando a atenção da pessoa para a informação, diminuindo consequentemente os recursos atencionais disponíveis para a associação face-facto. Este estudo pretendeu analisar o efeito da emocionalidade da informação na memória de destino. Quarenta participantes disseram frases neutras (e.g., “a janela é de madeira”), positivas (e.g., “a noiva está deslumbrante”) e negativas (e.g., “o funeral é amanhã”) a faces de desconhecidos. Posteriormente, realizaram dois testes de reconhecimento: um de memória de itens e outro de memória associativa. Os resultados mostraram melhor memória de destino quando as frases são emocionais em comparação com frases neutras. Quanto à memória de itens, verificamos que não existem diferenças no reconhecimento de frases emocionais (positivas e negativas) e frases neutras. Estes resultados contrariam as explicações da memória de destino que se baseiam no foco da atenção: a emocionalidade da informação favorece a memória de destino, mas não influencia a memória de itens.
Autores principais:Hintze, Marina Moita
Assunto:Faces de desconhecidos Frases emocionais Memória de destino Reconhecimento Destination memory Emotional sentences Recognition Unknown faces
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A memória de destino refere-se à capacidade de recordarmos a quem dissemos algo. As suas falhas devem-se ao facto de, ao transmitirmos uma informação, focarmos a nossa atenção em nós próprios e nos processos de transmissão dessa informação e não na pessoa a quem a destinamos. A emocionalidade do material parece torná-lo mais saliente, aumentando a atenção da pessoa para a informação, diminuindo consequentemente os recursos atencionais disponíveis para a associação face-facto. Este estudo pretendeu analisar o efeito da emocionalidade da informação na memória de destino. Quarenta participantes disseram frases neutras (e.g., “a janela é de madeira”), positivas (e.g., “a noiva está deslumbrante”) e negativas (e.g., “o funeral é amanhã”) a faces de desconhecidos. Posteriormente, realizaram dois testes de reconhecimento: um de memória de itens e outro de memória associativa. Os resultados mostraram melhor memória de destino quando as frases são emocionais em comparação com frases neutras. Quanto à memória de itens, verificamos que não existem diferenças no reconhecimento de frases emocionais (positivas e negativas) e frases neutras. Estes resultados contrariam as explicações da memória de destino que se baseiam no foco da atenção: a emocionalidade da informação favorece a memória de destino, mas não influencia a memória de itens.