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Modelação de governo electrónico para países emergentes: O caso de São Tomé e Príncipe

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Resumo:O Governo Electrónico é assumido, nos tempos que correm, como preocupação comum e transversal a todos os Estados modernos e via para garantir a desmaterialização de serviços públicos, proporcionar mais-valia aos cidadãos e reduzir gastos do Governo. Esta preocupação traduz-se num processo de reengenharia da liderança do Estado e da Administração Pública (AP), apoiada pelas Tecnologias de Informação e de Comunicação (TIC), que não se afigura tarefa fácil, pela especificidade da organização da AP, muito caracterizada por uma multiplicidade e complexidade de serviços público, que muito difere do sector privado. A especificidade acima referida faz com que os diversos métodos existentes sejam limitados ou inadequados ao planeamento global de Sistemas de Informação (SI) da AP, pelo que afigurou pensar-se na modelação de um método de planeamento global de SI capaz de suportar sistemas complexos e heterogéneos, como os da AP, uma vez que os existentes estão vocacionados para o sector privado com o objectivo único de criar vantagens competitivas das empresas junto à concorrência, além de que, o ambiente envolvente, os objectivos, o modus operandi, o modus vivendi, se diferirem da realidade estatal. O termo método ou metodologia é apresentado ao longo da Tese para expressar de forma genérica “ o modo de fazer as coisas” [Olle et al 1988a]. Foram seleccionados 3 (três) Métodos de Planeamento de Sistema de Informação (PSI) que apresentam uma certa continuidade no desenvolvimento, cujo entendimento não está subjacente a um conhecimento muito técnico, nomeadamente: Business Systems Planning (BSP); Framework for Information System Architecture, também, conhecido como estrutura Zachman; Enterprise Architecture Planning (EAP); e, 1 (um) de gestão estratégica denominado de Balanced Scorecard (BSC). Como abordagem, procurou-se afunilar, ou seja, fundir os quatro métodos supramencionados num único capaz de definir uma arquitectura global para e-government, por via de conciliação dos seus pontos fortes. Com a fusão dos 3 (três) métodos de PSI, nomeadamente: BSP, estrutura Zachman e EAP, o alcance do processo de PSI é desenvolvido desde a arquitectura de informação, aplicações, tecnologias, até o plano de implementação. Porém, fica por conhecer-se a relação entre os gastos em Tecnologias de Informação (TI) e o retorno causado por estes investimentos, numa perspectiva de acções futuras, tendo-se, conciliado, por conseguinte, ao Balanced Scorecard, formalizando deste modo a consolidação de um Método de Planeamento Global de SI da AP, referenciado ao longo da Tese sob a sigla MPGAP_e-gov. Trata-se de um método simples, flexível, de fácil uso, aplicável ao planeamento integrado de SI na AP que se identifica pelos atributos simplicidade, flexibilidade, usabilidade e aplicabilidade, respectivamente, e que se supõe impulsionar os governantes a assumirem a responsabilidade de maior envolvimento na elaboração e manutenção de arquitectura de informações da AP, e do seu plano de implementação a médio e longo prazos. Porém, como o que se pretende é a modelação do Governo Electrónico, conciliou-se, ao MPGAP_e-gov, referências de políticas integradas de SI para a integração horizontal e vertical dos SI e a centralização dos sistemas informáticos. Com vista a validar as valências do MPGAP_e-gov, aplicou-se ao contexto da AP de São Tomé e Príncipe, enquanto factor motivador para sua divulgação e adopção. Os constrangimentos da insularidade e pequenez do país constituíram ponto forte para se ter uma visão sistémica da AP são-tomense, uma vez que criou um espaço para diálogo com os diversos responsáveis da Administração do Estado, enquanto o factor atraso, associado ao facto do país ter quase tudo por fazer em matéria de e-government, proporcionaram oportunidades para se apoiar nas experiências dos mais avançados e evitar erros de planeamento e de implementação. Todavia, há necessidade de implementação de políticas públicas claras e que estejam em articulação com outras políticas, como por exemplo as de educação, da “Sociedade de Informação”, dado que o desenvolvimento se faz com uma política activa e integrada, em que os factores institucionais se mostrem capazes de manter um quadro que permita aos cidadãos, empresas e visitantes encontrarem os necessários ajustamentos de integração na sociedade. Os principais resultados deste trabalho foram: compreensão e fundamentação conceitual do Estado à AP electrónica; apresentação de abordagens metodológicas de PSI; desenvolvimento de uma Metodologia de Planeamento Global da AP (MPGAP_e-gov); aplicação da metodologia proposta ao caso da AP são-tomense; e, apresentação de algumas referências de políticas integradas e unificadas de SI.
Autores principais:Cruz, Artur Celestino Lopes de Ceita da Vera
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O Governo Electrónico é assumido, nos tempos que correm, como preocupação comum e transversal a todos os Estados modernos e via para garantir a desmaterialização de serviços públicos, proporcionar mais-valia aos cidadãos e reduzir gastos do Governo. Esta preocupação traduz-se num processo de reengenharia da liderança do Estado e da Administração Pública (AP), apoiada pelas Tecnologias de Informação e de Comunicação (TIC), que não se afigura tarefa fácil, pela especificidade da organização da AP, muito caracterizada por uma multiplicidade e complexidade de serviços público, que muito difere do sector privado. A especificidade acima referida faz com que os diversos métodos existentes sejam limitados ou inadequados ao planeamento global de Sistemas de Informação (SI) da AP, pelo que afigurou pensar-se na modelação de um método de planeamento global de SI capaz de suportar sistemas complexos e heterogéneos, como os da AP, uma vez que os existentes estão vocacionados para o sector privado com o objectivo único de criar vantagens competitivas das empresas junto à concorrência, além de que, o ambiente envolvente, os objectivos, o modus operandi, o modus vivendi, se diferirem da realidade estatal. O termo método ou metodologia é apresentado ao longo da Tese para expressar de forma genérica “ o modo de fazer as coisas” [Olle et al 1988a]. Foram seleccionados 3 (três) Métodos de Planeamento de Sistema de Informação (PSI) que apresentam uma certa continuidade no desenvolvimento, cujo entendimento não está subjacente a um conhecimento muito técnico, nomeadamente: Business Systems Planning (BSP); Framework for Information System Architecture, também, conhecido como estrutura Zachman; Enterprise Architecture Planning (EAP); e, 1 (um) de gestão estratégica denominado de Balanced Scorecard (BSC). Como abordagem, procurou-se afunilar, ou seja, fundir os quatro métodos supramencionados num único capaz de definir uma arquitectura global para e-government, por via de conciliação dos seus pontos fortes. Com a fusão dos 3 (três) métodos de PSI, nomeadamente: BSP, estrutura Zachman e EAP, o alcance do processo de PSI é desenvolvido desde a arquitectura de informação, aplicações, tecnologias, até o plano de implementação. Porém, fica por conhecer-se a relação entre os gastos em Tecnologias de Informação (TI) e o retorno causado por estes investimentos, numa perspectiva de acções futuras, tendo-se, conciliado, por conseguinte, ao Balanced Scorecard, formalizando deste modo a consolidação de um Método de Planeamento Global de SI da AP, referenciado ao longo da Tese sob a sigla MPGAP_e-gov. Trata-se de um método simples, flexível, de fácil uso, aplicável ao planeamento integrado de SI na AP que se identifica pelos atributos simplicidade, flexibilidade, usabilidade e aplicabilidade, respectivamente, e que se supõe impulsionar os governantes a assumirem a responsabilidade de maior envolvimento na elaboração e manutenção de arquitectura de informações da AP, e do seu plano de implementação a médio e longo prazos. Porém, como o que se pretende é a modelação do Governo Electrónico, conciliou-se, ao MPGAP_e-gov, referências de políticas integradas de SI para a integração horizontal e vertical dos SI e a centralização dos sistemas informáticos. Com vista a validar as valências do MPGAP_e-gov, aplicou-se ao contexto da AP de São Tomé e Príncipe, enquanto factor motivador para sua divulgação e adopção. Os constrangimentos da insularidade e pequenez do país constituíram ponto forte para se ter uma visão sistémica da AP são-tomense, uma vez que criou um espaço para diálogo com os diversos responsáveis da Administração do Estado, enquanto o factor atraso, associado ao facto do país ter quase tudo por fazer em matéria de e-government, proporcionaram oportunidades para se apoiar nas experiências dos mais avançados e evitar erros de planeamento e de implementação. Todavia, há necessidade de implementação de políticas públicas claras e que estejam em articulação com outras políticas, como por exemplo as de educação, da “Sociedade de Informação”, dado que o desenvolvimento se faz com uma política activa e integrada, em que os factores institucionais se mostrem capazes de manter um quadro que permita aos cidadãos, empresas e visitantes encontrarem os necessários ajustamentos de integração na sociedade. Os principais resultados deste trabalho foram: compreensão e fundamentação conceitual do Estado à AP electrónica; apresentação de abordagens metodológicas de PSI; desenvolvimento de uma Metodologia de Planeamento Global da AP (MPGAP_e-gov); aplicação da metodologia proposta ao caso da AP são-tomense; e, apresentação de algumas referências de políticas integradas e unificadas de SI.