Publicação
Atividade física e desportiva e a natureza: retornar à totalidade que nos humaniza
| Resumo: | O objetivo central desta reflexão foi procurar olhar para a atividade física e desportiva e a (na) natureza como possibilidade de retornar à totalidade que nos humaniza. Para o desenvolvimento deste exercício teórico, vamos situá-lo em cinco patamares: Representações sobre a Natureza; Os relatos bíblicos, a mitologia grega e a modernidade; Temos hoje, uma relação ambígua com a natureza; O medo da morte; O Todo como perpetuação da vida; A atividade física e desportiva na natureza: retornar à totalidade que nos humaniza. Consideramos que a natureza… original, pronta, fechada, real (natural), real (artificial), objetiva, aberta, subjetiva, construída, modificada? É muita, a literatura futurista que nos mostra um futuro apocalíptico, na qual a natureza se encontra praticamente destruída. A supressão do natural pelo artificial costuma visualizar-se como a perda do mais original do ser humano. Mas o que seria original? Qual seria a verdadeira natureza que deveríamos resguardar? Espósito (2010, 2011) propõe-nos, então, pensar o ser humano como o único ser, cuja natureza consiste em estar a toda a hora a transformar a sua própria natureza. Somos parte de um todo que nos excede e nos contém, mas trata-se sempre de um todo aberto, assim como devem ser as boas totalidades para não se tornarem totalitárias. A atividade física e desportiva na natureza, para além de todas as dimensões que que conhecemos ela diz-nos que existe algo natural neste mundo, e que tudo muda. Mas uma mudança que não nos retire do humano (valores, afeto, emoção, pensamento, sentimento), pois o humano faz parte dessa totalidade infinita que se transforma sem se degenerar. Mesmo na natureza artificial - técnica e tecnologia - o humano deverá estar lá! Será que esta conceção de natureza estão a ocupar as práticas corporais/desportivas de aventura junto à natureza? Estão a humanizar os humanos? |
|---|---|
| Autores principais: | Cunha, António Camilo |
| Outros Autores: | Galvão, Zenaide; Costa, Andrize Ramires; Medeiros, Francisco Emílio de |
| Assunto: | Atividade física Desporto Natureza Humanização |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | comunicação em conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O objetivo central desta reflexão foi procurar olhar para a atividade física e desportiva e a (na) natureza como possibilidade de retornar à totalidade que nos humaniza. Para o desenvolvimento deste exercício teórico, vamos situá-lo em cinco patamares: Representações sobre a Natureza; Os relatos bíblicos, a mitologia grega e a modernidade; Temos hoje, uma relação ambígua com a natureza; O medo da morte; O Todo como perpetuação da vida; A atividade física e desportiva na natureza: retornar à totalidade que nos humaniza. Consideramos que a natureza… original, pronta, fechada, real (natural), real (artificial), objetiva, aberta, subjetiva, construída, modificada? É muita, a literatura futurista que nos mostra um futuro apocalíptico, na qual a natureza se encontra praticamente destruída. A supressão do natural pelo artificial costuma visualizar-se como a perda do mais original do ser humano. Mas o que seria original? Qual seria a verdadeira natureza que deveríamos resguardar? Espósito (2010, 2011) propõe-nos, então, pensar o ser humano como o único ser, cuja natureza consiste em estar a toda a hora a transformar a sua própria natureza. Somos parte de um todo que nos excede e nos contém, mas trata-se sempre de um todo aberto, assim como devem ser as boas totalidades para não se tornarem totalitárias. A atividade física e desportiva na natureza, para além de todas as dimensões que que conhecemos ela diz-nos que existe algo natural neste mundo, e que tudo muda. Mas uma mudança que não nos retire do humano (valores, afeto, emoção, pensamento, sentimento), pois o humano faz parte dessa totalidade infinita que se transforma sem se degenerar. Mesmo na natureza artificial - técnica e tecnologia - o humano deverá estar lá! Será que esta conceção de natureza estão a ocupar as práticas corporais/desportivas de aventura junto à natureza? Estão a humanizar os humanos? |
|---|