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A contabilidade e a gestão dos intangíveis no Setor Público Brasileiro: o caso do Comando da Aeronáutica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O objetivo central da pesquisa é analisar a gestão dos intangíveis no setor público brasileiro, utilizando para o método de estudo de caso o Comando da Aeronáutica (COMAER) do Brasil. A inquietação principal do pesquisador residiu precípuamente na crescente importância dos intangíveis para o setor público, bem como no modelo de gestão adotado no COMAER, no qual houve claro realce no trato dos ativos fixos tangíveis, em detrimento dos intangíveis. Como pano de fundo, considerou-se o impacto trazido pela tecnologia e pela globalização que, dentre outros motivos, levou aos Estados à necessidade de alterarem a sua forma de gerir os recursos públicos. Foi nesse contexto que emergiu a contabilidade como ferramenta estratégica e central, que em associação com as novas ideias difundidas pela New Public Management e accountability, culminou no processo de harmonização contabilística no setor público internacional, sendo esse o contexto envolvente ao estudo, com destaque para seu alcance na contabilidade pública brasileira, nomeadamente no COMAER. Quanto aos procedimentos metodológicos, esses estão orientados dentro de uma perspectiva qualitativa, utilizando-se a análise documental, na pesquisa dos principais normativos contabilísticos relacionados ao assunto, bem como o inquérito por entrevista, a fim de averiguar a percepção dos principais agentes organizacionais do órgão central de contabilidade da Força Aérea Brasileira (FAB), relativamente à gestão dos intangíveis no COMAER. As principais conclusões apontam que o normativo interno do COMAER está minimamente alinhado com a IPSAS 31, notadamente silente no que se refere ao reconhecimento e mensuração de ativos intangíveis. Nesse contexto, os agentes organizacionais enxergaram a necessidade de aprimoramentos no MCA 172-3. Entenderam ainda que o COMAER é uma organização intensiva em conhecimento, potencialmente geradora de intangíveis, entretanto, verificou-se não existir controle analítico dos ativos intangíveis, que dentre outros fatores, levam a necessidade de ajustes na gestão dos intangíveis no COMAER.
Autores principais:Almeida, Anderson da Silva
Assunto:Intangíveis Gestão Setor público Força Aérea Brasileira Intangibles Management Public sector Brazilian Air Force Ciências Sociais::Outras Ciências Sociais
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O objetivo central da pesquisa é analisar a gestão dos intangíveis no setor público brasileiro, utilizando para o método de estudo de caso o Comando da Aeronáutica (COMAER) do Brasil. A inquietação principal do pesquisador residiu precípuamente na crescente importância dos intangíveis para o setor público, bem como no modelo de gestão adotado no COMAER, no qual houve claro realce no trato dos ativos fixos tangíveis, em detrimento dos intangíveis. Como pano de fundo, considerou-se o impacto trazido pela tecnologia e pela globalização que, dentre outros motivos, levou aos Estados à necessidade de alterarem a sua forma de gerir os recursos públicos. Foi nesse contexto que emergiu a contabilidade como ferramenta estratégica e central, que em associação com as novas ideias difundidas pela New Public Management e accountability, culminou no processo de harmonização contabilística no setor público internacional, sendo esse o contexto envolvente ao estudo, com destaque para seu alcance na contabilidade pública brasileira, nomeadamente no COMAER. Quanto aos procedimentos metodológicos, esses estão orientados dentro de uma perspectiva qualitativa, utilizando-se a análise documental, na pesquisa dos principais normativos contabilísticos relacionados ao assunto, bem como o inquérito por entrevista, a fim de averiguar a percepção dos principais agentes organizacionais do órgão central de contabilidade da Força Aérea Brasileira (FAB), relativamente à gestão dos intangíveis no COMAER. As principais conclusões apontam que o normativo interno do COMAER está minimamente alinhado com a IPSAS 31, notadamente silente no que se refere ao reconhecimento e mensuração de ativos intangíveis. Nesse contexto, os agentes organizacionais enxergaram a necessidade de aprimoramentos no MCA 172-3. Entenderam ainda que o COMAER é uma organização intensiva em conhecimento, potencialmente geradora de intangíveis, entretanto, verificou-se não existir controle analítico dos ativos intangíveis, que dentre outros fatores, levam a necessidade de ajustes na gestão dos intangíveis no COMAER.