Publicação
Desenvolvimento de um novo produto na área de vinhos, com a utilização de matérias primas da sub-região do Cávado
| Resumo: | Pretende-se desenvolver um vinho licoroso obtido pela interrupção da fermentação das uvas da casta Loureiro pela aguardente vínica, que esteve previamente em contacto com as cascas da laranja de Amares. Previu-se que o contacto das cascas da laranja transferisse compostos aromáticos para a aguardente vínica, intensificando o seu aroma com odores cítricos e, posteriormente, o aroma do vinho. Neste trabalho foi analisada a extração dos compostos aromáticos da casca da laranja de Amares para a aguardente vínica, para 3 concentrações diferentes de casca de laranja: 15 % (m/m), 30 % (m/m) e 45 % (m/m), ao longo do tempo (sensivelmente 2 meses). Através da microextração líquido-líquido e da cromatografia gasosa acoplada à espetrometria de massas, foi possível identificar e quantificar os compostos aromáticos. O cálculo dos valores da atividade odorífera (OAV) permitiu identificar os compostos que têm maior impacto odorífero do que os restantes, contribuindo, numa certa medida, para o aroma da amostra em análise. Também foram analisadas amostras da aguardente vínica sem adição de casca de laranja de Amares, e do Vinho VG01 (o vinho licoroso desenvolvido). Verificou-se que o contacto com as cascas permitiu uma maior extração dos compostos voláteis da casca da laranja de Amares para a aguardente vínica, quadruplicando, no mínimo, a concentração total dos compostos extraídos. Nas 3 concentrações de casca em análise foram identificados 81 compostos voláteis, quase o triplo dos compostos identificados sem o contacto da aguardente vínica com as cascas (34 compostos). Consequentemente, este contacto intensificou os aromas cítricos na aguardente vínica. Das 3 concentrações de casca analisadas, a concentração de 30 % maximizou a extração dos compostos ao nível da concentração total (1,36 g/L), sendo que esta se manteve sensivelmente constante ao longo das 9 semanas analisadas. No Vinho VG01 foram identificados e quantificados 88 compostos aromáticos, totalizando cerca de 73,33 mg/L, e 9 compostos foram identificados como possíveis contribuidores do seu aroma. A aguardente vínica (sem o contacto com a casca) totalizou aproximadamente 221,04 mg/L e identificaram-se 10 compostos aromáticos como possíveis contribuidores do aroma. |
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| Autores principais: | Fernandes, Inês Ferreira |
| Assunto: | Compostos aromáticos Casca da laranja de Amares Aguardente vínica Vinho licoroso Aromatic compounds Amares orange peel Wine spirit Fortified wine |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Pretende-se desenvolver um vinho licoroso obtido pela interrupção da fermentação das uvas da casta Loureiro pela aguardente vínica, que esteve previamente em contacto com as cascas da laranja de Amares. Previu-se que o contacto das cascas da laranja transferisse compostos aromáticos para a aguardente vínica, intensificando o seu aroma com odores cítricos e, posteriormente, o aroma do vinho. Neste trabalho foi analisada a extração dos compostos aromáticos da casca da laranja de Amares para a aguardente vínica, para 3 concentrações diferentes de casca de laranja: 15 % (m/m), 30 % (m/m) e 45 % (m/m), ao longo do tempo (sensivelmente 2 meses). Através da microextração líquido-líquido e da cromatografia gasosa acoplada à espetrometria de massas, foi possível identificar e quantificar os compostos aromáticos. O cálculo dos valores da atividade odorífera (OAV) permitiu identificar os compostos que têm maior impacto odorífero do que os restantes, contribuindo, numa certa medida, para o aroma da amostra em análise. Também foram analisadas amostras da aguardente vínica sem adição de casca de laranja de Amares, e do Vinho VG01 (o vinho licoroso desenvolvido). Verificou-se que o contacto com as cascas permitiu uma maior extração dos compostos voláteis da casca da laranja de Amares para a aguardente vínica, quadruplicando, no mínimo, a concentração total dos compostos extraídos. Nas 3 concentrações de casca em análise foram identificados 81 compostos voláteis, quase o triplo dos compostos identificados sem o contacto da aguardente vínica com as cascas (34 compostos). Consequentemente, este contacto intensificou os aromas cítricos na aguardente vínica. Das 3 concentrações de casca analisadas, a concentração de 30 % maximizou a extração dos compostos ao nível da concentração total (1,36 g/L), sendo que esta se manteve sensivelmente constante ao longo das 9 semanas analisadas. No Vinho VG01 foram identificados e quantificados 88 compostos aromáticos, totalizando cerca de 73,33 mg/L, e 9 compostos foram identificados como possíveis contribuidores do seu aroma. A aguardente vínica (sem o contacto com a casca) totalizou aproximadamente 221,04 mg/L e identificaram-se 10 compostos aromáticos como possíveis contribuidores do aroma. |
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