Publicação
Arte e feminismo em Portugal no contexto pós-Revolução
| Resumo: | Arte e Feminismo em Portugal no período pós-Revolução constitui-se como um estudo diacrónico da produção artística no feminino em Portugal nas décadas de 1960 e 1970, centrando-se no trabalho de artistas com actividade desenvolvida no período delimitado por duas datas: 1956, ano de criação da Fundação Calouste Gulbenkian, e 1977, ano em que ocorreram as exposições Alternativa Zero: Tendências Polémicas na Arte Portuguesa (Galeria Nacional de Arte Moderna, Lisboa) e Artistas Portuguesas (SNBA, Lisboa). Tratando-se esta de uma época de extraordinárias revoluções em termos de paradigmas artísticos a nível global, o facto é que esta se tratou também de uma altura marcante no que concerne à participação das artistas portuguesas na cena artística nacional, sendo que estas protagonizaram uma notável movimentação das margens para o centro da mesma. Esta investigação pretende pôr em contacto todas estas “revoluções”, ancorando-se numa discussão informada por pressupostos teóricos dos estudos feministas e da estética, procurando encontrar através de diversos cruzamentos entre prática e teoria uma linhagem de efeitos feministas na arte portuguesa da neo-vanguarda. Depois de esboçada uma contextualização da arte feminista circa 1970, bem como uma necessária descrição da cena artística nacional do período em questão, apresentamos uma argumentação construída a partir das obras de arte em concreto e de um conjunto de conceitos operativos que nos permitirão concluir acerca dos efeitos feministas que as mesmas encerram. A pesquisa que ora apresentamos baseou-se numa discussão dialógica das obras e dos seus processos, questionando temas e paradigmas como o cânone, a relação entre feminismo e estética, a figuração e a abstracção, o feminismo enquanto micro e macro-política ou diversas noções de espaço que se engendram em torno de uma obra de arte, quer em termos formais, quer em termos conceptuais. No geral, apresenta-se uma releitura da neo-vanguarda portuguesa, profundamente marcada pela radical alteração do papel e da posição das artistas no contexto nacional, do qual emerge uma rede de traços, afectos e efeitos (políticos e estéticos) que designamos como feministas. No cerne desta análise, encontram-se obras de Paula Rego, Maria José Aguiar, Graça Pereira Coutinho, Salette Tavares, Helena Lapas, Isabel Laginhas, Helena Almeida, Ana Vieira, Ana Hatherly, Clara Menéres, Lourdes Castro, Túlia Saldanha, Emília Nadal e Marina Mesquita. |
|---|---|
| Autores principais: | Oliveira, Márcia |
| Assunto: | Feminismo Portugal Artes plásticas Neo-vanguarda Feminism Visual arts Neo-avant-garde |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Arte e Feminismo em Portugal no período pós-Revolução constitui-se como um estudo diacrónico da produção artística no feminino em Portugal nas décadas de 1960 e 1970, centrando-se no trabalho de artistas com actividade desenvolvida no período delimitado por duas datas: 1956, ano de criação da Fundação Calouste Gulbenkian, e 1977, ano em que ocorreram as exposições Alternativa Zero: Tendências Polémicas na Arte Portuguesa (Galeria Nacional de Arte Moderna, Lisboa) e Artistas Portuguesas (SNBA, Lisboa). Tratando-se esta de uma época de extraordinárias revoluções em termos de paradigmas artísticos a nível global, o facto é que esta se tratou também de uma altura marcante no que concerne à participação das artistas portuguesas na cena artística nacional, sendo que estas protagonizaram uma notável movimentação das margens para o centro da mesma. Esta investigação pretende pôr em contacto todas estas “revoluções”, ancorando-se numa discussão informada por pressupostos teóricos dos estudos feministas e da estética, procurando encontrar através de diversos cruzamentos entre prática e teoria uma linhagem de efeitos feministas na arte portuguesa da neo-vanguarda. Depois de esboçada uma contextualização da arte feminista circa 1970, bem como uma necessária descrição da cena artística nacional do período em questão, apresentamos uma argumentação construída a partir das obras de arte em concreto e de um conjunto de conceitos operativos que nos permitirão concluir acerca dos efeitos feministas que as mesmas encerram. A pesquisa que ora apresentamos baseou-se numa discussão dialógica das obras e dos seus processos, questionando temas e paradigmas como o cânone, a relação entre feminismo e estética, a figuração e a abstracção, o feminismo enquanto micro e macro-política ou diversas noções de espaço que se engendram em torno de uma obra de arte, quer em termos formais, quer em termos conceptuais. No geral, apresenta-se uma releitura da neo-vanguarda portuguesa, profundamente marcada pela radical alteração do papel e da posição das artistas no contexto nacional, do qual emerge uma rede de traços, afectos e efeitos (políticos e estéticos) que designamos como feministas. No cerne desta análise, encontram-se obras de Paula Rego, Maria José Aguiar, Graça Pereira Coutinho, Salette Tavares, Helena Lapas, Isabel Laginhas, Helena Almeida, Ana Vieira, Ana Hatherly, Clara Menéres, Lourdes Castro, Túlia Saldanha, Emília Nadal e Marina Mesquita. |
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