Publicação
Sistemas de Informação Geográfica nos Manuais Escolares como ferramenta para desenvolver o spatial thinking - exploração de exemplos de manuais de diferentes países
| Resumo: | A presente comunicação tem por objetivo apresentar alguns dos resultados de uma pesquisa de pós-doutoramento na qual foram analisados e comparados manuais escolares de Geografia de 25 países (45 manuais escolares analisados) de nível básico e secundário. Foram analisados nestes manuais a sua capacidade de desenvolver um spatial thinking (ou pensamento espacial), classificando o nível em que cada manual escolar analisado o desenvolvia. De sublinhar o próprio conceito de spatial thinking não está completamente estabilizado pela comunidade científica internacional. Deste modo, existe um grande conjunto de definições deste conceito por parte de diferentes autores. Contudo, é unânime em os vários autores em considerar que o spatial thinking é um tipo de pensamento que envolve três dimensões: tipo de conceito espacial desenvolvido; uso de formas de representação gráfica e/ou cartográfica e tipo de raciocínio cognitivo. A metodologia utilizada para realizar esta pesquisa baseou-se nas seguintes etapas: pesquisa e digitalização dos manuais escolares a serem analisados na biblioteca do Georg-Eckert-Institut for International Textbook Research (escolhendo os manuais mais recentes para os países que na biblioteca apresentavam manuais escolares de Geografia dos últimos cinco anos e para os dois níveis de ensino (“Sekundarstufe I” e “Sekundarstufe II” – divisões dos ciclos de ensino seguidas na biblioteca pelo sistema alemão que correspondem, sensivelmente, ao nosso 2.º e 3.º ciclo do ensino básico e ensino secundário); classificação do nível de spatial thinking de todas as atividades práticas dos diferentes manuais escolares analisados usando a taxonomia de spatial thinking de Jo e Bednarz (para as línguas que não se tinha proficiência linguística foram contratados tradutores); análise estatística e de conteúdo desta classificação do spatial thinking nas atividades práticas (com recurso à construção de um base de dados em FileMaker); seleção das atividades específicas dos diferentes manuais que sugerem a utilização de SIG e sua análise de conteúdo. Após esta pesquisa, verificou-se que os manuais escolares com maior capacidade de desenvolver o spatial thinking nos alunos eram aqueles que propunham uma maior quantidade de atividades práticas nas quais solicitam aos alunos o trabalho com Sistemas de Informação Geográfica (SIG) e outras TIG (Tecnologias de Informação Geográfica). Assim, procedeu-se à análise detalhada da forma como esses manuais apresentavam os conteúdos de SIG do ponto de vista teórico como também o tipo de atividades práticas e plataformas digitais que sugeriam aos alunos. Verificou-se que a utilização dos SIG é nestes manuais escolares frequentemente apresentada como uma ferramenta ao serviço da “resolução de problemas” geográficos pelos alunos. Além disso, verificou-se que se em alguns países as referências são a plataformas comuns de webSIG, noutros manuais são apresentadas plataformas específicas de SIG desenvolvidas pelas editoras adaptadas aos currículos e línguas do país a que se destinam. A partilha e discussão destes dados poderá ajudar ao desenvolvimento do currículo e dos manuais escolares de outros países no sentido de melhor integrarem os SIG e as TIG nos seus currículos e manuais escolares. |
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| Autores principais: | Abay, Cristiana Martinha Maia Oliveira Fonseca Costa |
| Assunto: | Sistemas de Informação Geográfica SIG Spatial Thinking Pensamento Espacial Manuais Escolares Geografia Tecnologias de Informação Geográfica Ensino de Geografia Educação Geográfica |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | outro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A presente comunicação tem por objetivo apresentar alguns dos resultados de uma pesquisa de pós-doutoramento na qual foram analisados e comparados manuais escolares de Geografia de 25 países (45 manuais escolares analisados) de nível básico e secundário. Foram analisados nestes manuais a sua capacidade de desenvolver um spatial thinking (ou pensamento espacial), classificando o nível em que cada manual escolar analisado o desenvolvia. De sublinhar o próprio conceito de spatial thinking não está completamente estabilizado pela comunidade científica internacional. Deste modo, existe um grande conjunto de definições deste conceito por parte de diferentes autores. Contudo, é unânime em os vários autores em considerar que o spatial thinking é um tipo de pensamento que envolve três dimensões: tipo de conceito espacial desenvolvido; uso de formas de representação gráfica e/ou cartográfica e tipo de raciocínio cognitivo. A metodologia utilizada para realizar esta pesquisa baseou-se nas seguintes etapas: pesquisa e digitalização dos manuais escolares a serem analisados na biblioteca do Georg-Eckert-Institut for International Textbook Research (escolhendo os manuais mais recentes para os países que na biblioteca apresentavam manuais escolares de Geografia dos últimos cinco anos e para os dois níveis de ensino (“Sekundarstufe I” e “Sekundarstufe II” – divisões dos ciclos de ensino seguidas na biblioteca pelo sistema alemão que correspondem, sensivelmente, ao nosso 2.º e 3.º ciclo do ensino básico e ensino secundário); classificação do nível de spatial thinking de todas as atividades práticas dos diferentes manuais escolares analisados usando a taxonomia de spatial thinking de Jo e Bednarz (para as línguas que não se tinha proficiência linguística foram contratados tradutores); análise estatística e de conteúdo desta classificação do spatial thinking nas atividades práticas (com recurso à construção de um base de dados em FileMaker); seleção das atividades específicas dos diferentes manuais que sugerem a utilização de SIG e sua análise de conteúdo. Após esta pesquisa, verificou-se que os manuais escolares com maior capacidade de desenvolver o spatial thinking nos alunos eram aqueles que propunham uma maior quantidade de atividades práticas nas quais solicitam aos alunos o trabalho com Sistemas de Informação Geográfica (SIG) e outras TIG (Tecnologias de Informação Geográfica). Assim, procedeu-se à análise detalhada da forma como esses manuais apresentavam os conteúdos de SIG do ponto de vista teórico como também o tipo de atividades práticas e plataformas digitais que sugeriam aos alunos. Verificou-se que a utilização dos SIG é nestes manuais escolares frequentemente apresentada como uma ferramenta ao serviço da “resolução de problemas” geográficos pelos alunos. Além disso, verificou-se que se em alguns países as referências são a plataformas comuns de webSIG, noutros manuais são apresentadas plataformas específicas de SIG desenvolvidas pelas editoras adaptadas aos currículos e línguas do país a que se destinam. A partilha e discussão destes dados poderá ajudar ao desenvolvimento do currículo e dos manuais escolares de outros países no sentido de melhor integrarem os SIG e as TIG nos seus currículos e manuais escolares. |
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