Publicação
Construção, leitura e interpretração de gráficos estatísticos por alunos do 9º ano escolaridade
| Resumo: | Este estudo teve como principal objectivo descrever, compreender e comparar a realização de alunos do 9.º ano de escolaridade na resolução de tarefas sobre a construção, leitura e interpretação de gráficos estatísticos. Nesse sentido, estabeleceram-se as seguintes questões de investigação: (1) Na representação de dados estatísticos, que tipo de gráficos constroem os alunos? Qual a sua adequação às situações propostas? Que erros e dificuldades revelam?; (2) Na leitura e interpretação dos gráficos estatísticos, que nível de conclusões extraem os alunos desses gráficos? Que erros e dificuldades revelam?; (3) Verifica-se alguma influência entre o nível de desempenho a Matemática e a construção, leitura e interpretação de gráficos estatísticos? Para dar resposta a estas questões, adoptou-se uma metodologia fundamentalmente quantitativa, com carácter descritivo e comparativo. Participaram no estudo 108 alunos do 9.º ano de escolaridade, de uma escola básica e secundária do distrito de Braga, a quem foi aplicado um teste. O teste, que constituiu o instrumento de recolha de dados, é constituído por três partes: a primeira parte destina-se à obtenção de dados pessoais; a segunda parte inclui três questões sobre concepções dos alunos de Estatística e gráficos seus conhecidos; e a terceira parte incluiu cinco tarefas, com várias questões, sobre a construção e a leitura e interpretação de gráficos estatísticos. As tarefas relacionadas com a leitura e interpretação de gráficos foram construídas com base nos níveis de compreensão de Curcio (1989). Em termos de resultados obtidos, verificou-se que os alunos apresentaram algumas dificuldades e erros na construção de gráficos estatísticos, designadamente no que se refere à escolha do gráfico adequado à situação apresentada nas tarefas e em ralação aos elementos considerados essenciais na sua construção. Relativamente à leitura e interpretação de gráficos estatísticos, tendo por referência os níveis de compreensão de Curcio (1989), constatou-se que a grande maioria dos alunos se situou no nível 1 e apenas cerca de um terço dos alunos se situaram nos níveis 2 e 3. Finalmente, verificou-se que ao melhor desempenho dos alunos em Matemática correspondeu uma melhor realização ao nível da construção, da leitura e interpretação de gráficos e da globalidade do teste, obtendo-se em todos os casos diferenças estatisticamente significativas. Observou-se ainda uma tendência moderada de aumento de desempenho na construção de gráficos com o desempenho na leitura e interpretação de gráficos. |
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| Autores principais: | Morais, Paula Cardeal |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Este estudo teve como principal objectivo descrever, compreender e comparar a realização de alunos do 9.º ano de escolaridade na resolução de tarefas sobre a construção, leitura e interpretação de gráficos estatísticos. Nesse sentido, estabeleceram-se as seguintes questões de investigação: (1) Na representação de dados estatísticos, que tipo de gráficos constroem os alunos? Qual a sua adequação às situações propostas? Que erros e dificuldades revelam?; (2) Na leitura e interpretação dos gráficos estatísticos, que nível de conclusões extraem os alunos desses gráficos? Que erros e dificuldades revelam?; (3) Verifica-se alguma influência entre o nível de desempenho a Matemática e a construção, leitura e interpretação de gráficos estatísticos? Para dar resposta a estas questões, adoptou-se uma metodologia fundamentalmente quantitativa, com carácter descritivo e comparativo. Participaram no estudo 108 alunos do 9.º ano de escolaridade, de uma escola básica e secundária do distrito de Braga, a quem foi aplicado um teste. O teste, que constituiu o instrumento de recolha de dados, é constituído por três partes: a primeira parte destina-se à obtenção de dados pessoais; a segunda parte inclui três questões sobre concepções dos alunos de Estatística e gráficos seus conhecidos; e a terceira parte incluiu cinco tarefas, com várias questões, sobre a construção e a leitura e interpretação de gráficos estatísticos. As tarefas relacionadas com a leitura e interpretação de gráficos foram construídas com base nos níveis de compreensão de Curcio (1989). Em termos de resultados obtidos, verificou-se que os alunos apresentaram algumas dificuldades e erros na construção de gráficos estatísticos, designadamente no que se refere à escolha do gráfico adequado à situação apresentada nas tarefas e em ralação aos elementos considerados essenciais na sua construção. Relativamente à leitura e interpretação de gráficos estatísticos, tendo por referência os níveis de compreensão de Curcio (1989), constatou-se que a grande maioria dos alunos se situou no nível 1 e apenas cerca de um terço dos alunos se situaram nos níveis 2 e 3. Finalmente, verificou-se que ao melhor desempenho dos alunos em Matemática correspondeu uma melhor realização ao nível da construção, da leitura e interpretação de gráficos e da globalidade do teste, obtendo-se em todos os casos diferenças estatisticamente significativas. Observou-se ainda uma tendência moderada de aumento de desempenho na construção de gráficos com o desempenho na leitura e interpretação de gráficos. |
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