Publicação
Participação cívica e cidadania na infância: explorando as vozes das crianças de 3 a 6 anos através de inquirição direta
| Resumo: | Este estudo analisa empiricamente as relações entre participação infantil em decisões familiares e quotidianas, bem-estar emocional e relacional e condições socioeconómicas do agregado familiar em crianças dos três aos seis anos a frequentar jardins de infância situados em contextos urbanos socialmente vulneráveis. O enquadramento teórico articula contributos da Sociologia da Infância, da Psicologia do Desenvolvimento, da investigação educacional e da Economia Social, em particular da economia do bem-estar e da abordagem das capacidades, que enfatizam cidadania, inclusão, desigualdades e o papel das instituições comunitárias desde a primeira infância. Adota-se um desenho quantitativo de natureza exploratória, com aplicação de questionários aos encarregados de educação e de guiões adaptados às crianças com recurso a suportes visuais. Foram construídos três índices analíticos: participação cívica infantil, bem-estar emocional e relacional e condições socioeconómicas do agregado familiar. A análise incluiu estatística descritiva e testes de associação não paramétricos. Os resultados evidenciam níveis elevados de bem-estar autorreportado, com presença de efeito teto, bem como padrões diferenciados de participação nas esferas do quotidiano familiar. Observa-se uma associação positiva marginal entre participação e bem-estar e uma associação estatisticamente significativa entre idade e bem-estar, enquanto as relações com as condições socioeconómicas não se revelam robustas nesta amostra. Os achados são interpretados com prudência, atendendo ao caráter exploratório do desenho e à amostragem não probabilística. O estudo sublinha a relevância da participação infantil como dimensão substantiva da cidadania desde cedo e destaca o papel das escolas e das instituições da Economia Social em contextos urbanos vulneráveis na promoção do bem-estar, da inclusão e da agência das crianças, apontando implicações para práticas educativas e comunitárias e para investigação futura. |
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| Autores principais: | Silva, João Miguel de Basto e Vasconcelos Ribeiro da |
| Assunto: | Bem-estar emocional Cidadania infantil Economia social Educação pré-escolar Participação infantil Children’s citizenship Children’s participation Early childhood education Emotional well-being Social economy |
| Ano: | 2026 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Este estudo analisa empiricamente as relações entre participação infantil em decisões familiares e quotidianas, bem-estar emocional e relacional e condições socioeconómicas do agregado familiar em crianças dos três aos seis anos a frequentar jardins de infância situados em contextos urbanos socialmente vulneráveis. O enquadramento teórico articula contributos da Sociologia da Infância, da Psicologia do Desenvolvimento, da investigação educacional e da Economia Social, em particular da economia do bem-estar e da abordagem das capacidades, que enfatizam cidadania, inclusão, desigualdades e o papel das instituições comunitárias desde a primeira infância. Adota-se um desenho quantitativo de natureza exploratória, com aplicação de questionários aos encarregados de educação e de guiões adaptados às crianças com recurso a suportes visuais. Foram construídos três índices analíticos: participação cívica infantil, bem-estar emocional e relacional e condições socioeconómicas do agregado familiar. A análise incluiu estatística descritiva e testes de associação não paramétricos. Os resultados evidenciam níveis elevados de bem-estar autorreportado, com presença de efeito teto, bem como padrões diferenciados de participação nas esferas do quotidiano familiar. Observa-se uma associação positiva marginal entre participação e bem-estar e uma associação estatisticamente significativa entre idade e bem-estar, enquanto as relações com as condições socioeconómicas não se revelam robustas nesta amostra. Os achados são interpretados com prudência, atendendo ao caráter exploratório do desenho e à amostragem não probabilística. O estudo sublinha a relevância da participação infantil como dimensão substantiva da cidadania desde cedo e destaca o papel das escolas e das instituições da Economia Social em contextos urbanos vulneráveis na promoção do bem-estar, da inclusão e da agência das crianças, apontando implicações para práticas educativas e comunitárias e para investigação futura. |
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