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Fiabilidade da refração subjetiva com um algoritmo automático em usuários de lentes de contacto esclerais e hidrofílicas tóricas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os métodos de refração baseados em algoritmos visam melhorar a repetibilidade da determinação da refração, diminuindo a variabilidade entre examinadores e, eventualmente, o tempo em contexto clínico. O presente trabalho teve como principal objetivo avaliar a concordância entre a sobre-refração (sobre-rx) convencional subjetiva e uma sobre-rx semi-automática baseada em algoritmos em pacientes com córneas regulares e com irregularidades primárias ou secundárias da córnea sem e com a adaptação de uma lente escleral (LE, parte I) e em pacientes adaptados com lentes de contacto hidrofílicas tóricas (LCHT, parte II). Na parte I do estudo (20 voluntários com córneas regulares e 10 voluntários com córneas irregulares) foi realizado um exame refrativo (retinoscopia seguida da refração subjetiva convencional), aberrometria de frente de onda Hartmann-Shack seguida da refração semi automática baseada num algoritmo medida com o Vision-R 800, topografia e acuidade visual (AV) de alto e baixo contraste. Na parte II (13 voluntários adaptados com LCHT) foi feita sobre-rx objetiva no aberrómetro seguida de uma sobre-rx semi-automática no Vision-R 800 e, posterior avaliação das AVs de alto e baixo contraste. Os resultados do equivalente esférico, componentes astigmáticas e as AVs de alto e baixo contraste foram comparadas entre as duas medições (Refração Convencional e Vision-R 800). No Grupo de Córneas Regulares obteve-se, em média, tanto sem como com lente, valores refrativos mais positivos com a Refração Convencional, com valores de AV de alto e baixo contraste comparáveis aos obtidos com o Vision-R 800. No Grupo de Córneas Irregulares, o Vision-R 800 foi o que teve um melhor desempenho. Obteve-se em média, valores refrativos mais positivos e valores de AV de alto e baixo contraste melhores. Porém, no caso das LCHTs, verificou-se que com o Vision-R 800 existiram melhorias da AV com a sobre rx em apenas 2/3 casos dos 20 analisados. Em conclusão, apesar das diferenças existentes entre os grupos adaptados com LEs, o Vision-R 800 mostra ser um procedimento alternativo para uma consulta de contactologia especializada neste tipo de lentes. No grupo adaptado com LCHTs, o sistema semi-automático ainda não permite na maior parte dos casos bons resultados de sobre-rx.
Autores principais:Carvalho, Rafaela da Silva Alves de
Assunto:Algoritmo semi-automático Córnea irregular Córnea regular Lentes de contacto hidrofílicas tóricas Lentes esclerais Irregular cornea Regular cornea Scleral lenses Semi-automatic algorithm Toric hydrophilic contact lenses
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Os métodos de refração baseados em algoritmos visam melhorar a repetibilidade da determinação da refração, diminuindo a variabilidade entre examinadores e, eventualmente, o tempo em contexto clínico. O presente trabalho teve como principal objetivo avaliar a concordância entre a sobre-refração (sobre-rx) convencional subjetiva e uma sobre-rx semi-automática baseada em algoritmos em pacientes com córneas regulares e com irregularidades primárias ou secundárias da córnea sem e com a adaptação de uma lente escleral (LE, parte I) e em pacientes adaptados com lentes de contacto hidrofílicas tóricas (LCHT, parte II). Na parte I do estudo (20 voluntários com córneas regulares e 10 voluntários com córneas irregulares) foi realizado um exame refrativo (retinoscopia seguida da refração subjetiva convencional), aberrometria de frente de onda Hartmann-Shack seguida da refração semi automática baseada num algoritmo medida com o Vision-R 800, topografia e acuidade visual (AV) de alto e baixo contraste. Na parte II (13 voluntários adaptados com LCHT) foi feita sobre-rx objetiva no aberrómetro seguida de uma sobre-rx semi-automática no Vision-R 800 e, posterior avaliação das AVs de alto e baixo contraste. Os resultados do equivalente esférico, componentes astigmáticas e as AVs de alto e baixo contraste foram comparadas entre as duas medições (Refração Convencional e Vision-R 800). No Grupo de Córneas Regulares obteve-se, em média, tanto sem como com lente, valores refrativos mais positivos com a Refração Convencional, com valores de AV de alto e baixo contraste comparáveis aos obtidos com o Vision-R 800. No Grupo de Córneas Irregulares, o Vision-R 800 foi o que teve um melhor desempenho. Obteve-se em média, valores refrativos mais positivos e valores de AV de alto e baixo contraste melhores. Porém, no caso das LCHTs, verificou-se que com o Vision-R 800 existiram melhorias da AV com a sobre rx em apenas 2/3 casos dos 20 analisados. Em conclusão, apesar das diferenças existentes entre os grupos adaptados com LEs, o Vision-R 800 mostra ser um procedimento alternativo para uma consulta de contactologia especializada neste tipo de lentes. No grupo adaptado com LCHTs, o sistema semi-automático ainda não permite na maior parte dos casos bons resultados de sobre-rx.