Publicação
The impact of financial literacy and behavioral biases on financial behavior
| Resumo: | Esta dissertação estuda o comportamento financeiro dos indivíduos portugueses, nomeadamente a sua participação no mercado e a tendência para o efeito disposição (preferência para vender ativos com ganhos e manter em carteira ativos com perdas). Para tal, investiga de que forma a literacia financeira e enviesamentos comportamentais (aversão a perdas e excesso de confiança) afetam esses comportamentos. Primeiramente é explicada a literacia financeira e os seus determinantes. Posteriormente é estudado o comportamento financeiro (participação no mercado e efeito disposição), tal como outras dimensões do comportamento como é o caso da composição da carteira e a disparidade entre as preferências declaradas e o comportamento real. Para tal, são usadas como variáveis explicativas a experiência, importância dos valores mobiliários no património total, perfil de risco, aspetos cognitivos e enviesamentos comportamentais, tal como variáveis sociodemográficas, sendo que no caso dos comportamentos financeiros é também utilizada uma medida de literacia financeira. Por último é observado de que forma os resultados mudam em função da medida de literacia financeira adotada. Os dados utilizados foram recolhidos pela CMVM – Comissão de Mercado de Valores Mobiliários em 2021 através de um questionário online respondido por 1850 indivíduos portugueses com mais de 18 anos. Para a análise são usadas regressões probit e probit ordenado dada a natureza das variáveis dependentes. Os resultados sugerem que a literacia financeira apresenta uma relação positiva com experiência, importância do investimento, enquanto ambos os enviesamentos comportamentais (aversão a perdas e excesso de confiança) apresentam uma relação negativa com a literacia financeira. Os indivíduos do sexo masculino são mais propensos a ter maior literacia financeira (mesmo quando contabilizadas as diferenças de excesso de confiança entre géneros). Existe uma maior disponibilidade a participar entre os indivíduos que são mais instruídos financeiramente e mais confiantes, demonstrando assim a importância da perceção que o indivíduo tem das suas capacidades. Quando observado o nível de diversificação da carteira, indivíduos com maior literacia financeira são também mais prováveis de apresentar maiores níveis de diversificação. Por último, o excesso de confiança, atua como um dissuasor ao envolvimento do investidor no efeito disposição (contudo ao utilizar-se uma medida alternativa para o efeito disposição isto deixa de ser observável). É também testado o impacto de diferentes medidas de literacia financeira nos resultados, sendo que a magnitude dos efeitos diminui consideravelmente aquando da inclusão de uma nova dimensão na definição de literacia financeira. |
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| Autores principais: | Pereira, Maria Helena Santos |
| Assunto: | Literacia financeira Comportamento financeiro Enviesamentos comportamentais Participação no mercado Efeito disposição Behavioral biases Disposition effect Financial literacy Market participation |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Esta dissertação estuda o comportamento financeiro dos indivíduos portugueses, nomeadamente a sua participação no mercado e a tendência para o efeito disposição (preferência para vender ativos com ganhos e manter em carteira ativos com perdas). Para tal, investiga de que forma a literacia financeira e enviesamentos comportamentais (aversão a perdas e excesso de confiança) afetam esses comportamentos. Primeiramente é explicada a literacia financeira e os seus determinantes. Posteriormente é estudado o comportamento financeiro (participação no mercado e efeito disposição), tal como outras dimensões do comportamento como é o caso da composição da carteira e a disparidade entre as preferências declaradas e o comportamento real. Para tal, são usadas como variáveis explicativas a experiência, importância dos valores mobiliários no património total, perfil de risco, aspetos cognitivos e enviesamentos comportamentais, tal como variáveis sociodemográficas, sendo que no caso dos comportamentos financeiros é também utilizada uma medida de literacia financeira. Por último é observado de que forma os resultados mudam em função da medida de literacia financeira adotada. Os dados utilizados foram recolhidos pela CMVM – Comissão de Mercado de Valores Mobiliários em 2021 através de um questionário online respondido por 1850 indivíduos portugueses com mais de 18 anos. Para a análise são usadas regressões probit e probit ordenado dada a natureza das variáveis dependentes. Os resultados sugerem que a literacia financeira apresenta uma relação positiva com experiência, importância do investimento, enquanto ambos os enviesamentos comportamentais (aversão a perdas e excesso de confiança) apresentam uma relação negativa com a literacia financeira. Os indivíduos do sexo masculino são mais propensos a ter maior literacia financeira (mesmo quando contabilizadas as diferenças de excesso de confiança entre géneros). Existe uma maior disponibilidade a participar entre os indivíduos que são mais instruídos financeiramente e mais confiantes, demonstrando assim a importância da perceção que o indivíduo tem das suas capacidades. Quando observado o nível de diversificação da carteira, indivíduos com maior literacia financeira são também mais prováveis de apresentar maiores níveis de diversificação. Por último, o excesso de confiança, atua como um dissuasor ao envolvimento do investidor no efeito disposição (contudo ao utilizar-se uma medida alternativa para o efeito disposição isto deixa de ser observável). É também testado o impacto de diferentes medidas de literacia financeira nos resultados, sendo que a magnitude dos efeitos diminui consideravelmente aquando da inclusão de uma nova dimensão na definição de literacia financeira. |
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