Publicação
Avaliação da distorção luminosa em condições de baixa iluminação com a idade
| Resumo: | A presença de reflexos, a degradação da imagem e a perda de sensibilidade ao contraste, podem ser considerados distúrbios de visão noturna, que podem ocorrer em pacientes que, por outro lado, possuem uma excelente visão durante o dia. No entanto, a distorção luminosa torna-se mais significativa se existirem fatores como uma ametropia não corrigida, presença de patologias no segmento anterior ou posterior, tratamentos refrativos corneais ou intraoculares, ou alterações que limitam a transparência dos meios oculares. Neste sentido, estudos realizados acerca da distorção luminosa relacionaram alguns fatores de risco, mas desconhece-se o efeito da idade nestas variáveis. Deste modo, a presente tese foi proposta com a finalidade de conhecer como a distorção luminosa em condições de baixa iluminação varia com a idade, quando avaliada mediante um inquérito que permite a avaliação da qualidade de visão, desenvolvido por McAlinden et al (2010), e um dispositivo experimental para a sua medição desenvolvido no Laboratório de Investigação em Optometria Clínica e Experimental (CEORLab) do Centro de Física da Universidade do Minho. Assim, foram avaliados 204 olhos de 102 pacientes de diferentes faixas etárias, aos quais se realizaram para além dos testes de qualidade de visão mediante um inquérito e a medição da DL, a medição da acuidade visual de alto e baixo contraste, a FSC e na presença de catarata a qual foi classificada a partir da escala LOCS III. Todos estes procedimentos foram realizados com o paciente corrigido para a melhor acuidade visual de longe. Os principais resultados obtidos permitem afirmar que distorção luminosa, em condições de baixa iluminação, aumenta com a idade, sendo estatisticamente superior para os indivíduos com mais de 54 anos. Verificou-se também que a catarata é um dos fatores responsáveis pelo aumento da distorção luminosa e que grau desta distorção aumenta consoante o aumento do grau de catarata. Por fim, verificou-se que não existe uma relação significativa entre as queixas subjetivas do paciente apresentadas pelo questionário e o valor de distorção luminosa, e desse modo o dispositivo experimental usado permitiu mostrar a existência destes distúrbios mesmo quando o paciente ainda não apresenta queixas subjetivas. |
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| Autores principais: | Penas, Teresa Sofia Pereira da Costa Nunes |
| Assunto: | Distorção luminosa Idade Catarata Halo Distúrbios de visão noturna Light distortion Age Cataract Halo Night vision disturbances |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A presença de reflexos, a degradação da imagem e a perda de sensibilidade ao contraste, podem ser considerados distúrbios de visão noturna, que podem ocorrer em pacientes que, por outro lado, possuem uma excelente visão durante o dia. No entanto, a distorção luminosa torna-se mais significativa se existirem fatores como uma ametropia não corrigida, presença de patologias no segmento anterior ou posterior, tratamentos refrativos corneais ou intraoculares, ou alterações que limitam a transparência dos meios oculares. Neste sentido, estudos realizados acerca da distorção luminosa relacionaram alguns fatores de risco, mas desconhece-se o efeito da idade nestas variáveis. Deste modo, a presente tese foi proposta com a finalidade de conhecer como a distorção luminosa em condições de baixa iluminação varia com a idade, quando avaliada mediante um inquérito que permite a avaliação da qualidade de visão, desenvolvido por McAlinden et al (2010), e um dispositivo experimental para a sua medição desenvolvido no Laboratório de Investigação em Optometria Clínica e Experimental (CEORLab) do Centro de Física da Universidade do Minho. Assim, foram avaliados 204 olhos de 102 pacientes de diferentes faixas etárias, aos quais se realizaram para além dos testes de qualidade de visão mediante um inquérito e a medição da DL, a medição da acuidade visual de alto e baixo contraste, a FSC e na presença de catarata a qual foi classificada a partir da escala LOCS III. Todos estes procedimentos foram realizados com o paciente corrigido para a melhor acuidade visual de longe. Os principais resultados obtidos permitem afirmar que distorção luminosa, em condições de baixa iluminação, aumenta com a idade, sendo estatisticamente superior para os indivíduos com mais de 54 anos. Verificou-se também que a catarata é um dos fatores responsáveis pelo aumento da distorção luminosa e que grau desta distorção aumenta consoante o aumento do grau de catarata. Por fim, verificou-se que não existe uma relação significativa entre as queixas subjetivas do paciente apresentadas pelo questionário e o valor de distorção luminosa, e desse modo o dispositivo experimental usado permitiu mostrar a existência destes distúrbios mesmo quando o paciente ainda não apresenta queixas subjetivas. |
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