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Ruído de baixa frequência proveniente da indústria e o impacte na qualidade de vida da população exposta

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Resumo:A presente dissertação tem como principal objetivo a avaliação da incomodidade causada pelo ruído de baixas frequência de origem industrial, na população que habita na proximidade de duas áreas de acolhimento empresarial em Pevidém e Ponte, concelho de Guimarães. Para isso, foram realizadas medições in situ dos níveis sonoros em três pontos em cada uma dessas áreas. A metodologia utilizada na avaliação do ruído consistiu nos seguintes pontos: i) comparação dos níveis sonoros com a curva de critério DEFRA; ii) cálculo da avaliação da flutuabilidade L10-L90; iii) cálculo da diferença entre dB(C) e dB(A); e iv) avaliação das características tonais do ruído de forma a perceber se o ruído pode ser ainda mais incomodativo. Para complementar a avaliação anterior realizaram-se inquéritos aos residentes nas imediações desses locais (recetores sensíveis). Com base na abordagem i) e ii) concluiu-se que todos os pontos apresentam níveis sonoros elevados registados, principalmente, nas faixas de frequência de 31,5 Hz a 160 Hz, sendo todos eles audíveis na maior parte do tempo (características flutuantes). Verificou-se que o Ponto 1 é o mais incomodativo, por apresentar, ainda, características tonais. Estes valores devem-se ao tipo de fonte industrial, aos equipamentos contidos nas fábricas e à envolvente das mesmas. Verificou-se ainda que na avaliação de ruído ambiental, o isolamento da fonte torna-se uma tarefa difícil, podendo influenciar os resultados; iii) todos os pontos se apresentaram abaixo do limite de incomodidade, o que permite concluir, pelos dados analisados, que este método é inadequado, já que os níveis dB(A), são mais baixos que os reiais, diminuindo o incómodo causado. Da segunda abordagem conclui-se que os Pontos 1, 5 e 6 são os mais incomodativos tanto pelo tipo da fonte sonora (tipo de indústria), como pela proximidade dos recetores sensíveis (os residentes) à fonte. A realização dos inquéritos veio corroborar o que foi investigado na primeira abordagem, ou seja, os inquiridos confirmaram que sentem incomodidade com o ruído proveniente das indústrias. Conclui-se ainda que a utilização de filtro de ponderação A subestima as baixas frequências. Finalmente, considera-se que em termos de planeamento futuro, o acautelamento da conflitualidade de usos pode em muito mitigar este problema.
Autores principais:Magalhães, Alda Filipa Ribalonga
Assunto:Ruído de baixa frequência Ruído industrial Incómodo Efeitos não auditivos Ruído ambiental Low frequency noise Industrial noise Annoyance Non-auditive effects Environmental noise
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A presente dissertação tem como principal objetivo a avaliação da incomodidade causada pelo ruído de baixas frequência de origem industrial, na população que habita na proximidade de duas áreas de acolhimento empresarial em Pevidém e Ponte, concelho de Guimarães. Para isso, foram realizadas medições in situ dos níveis sonoros em três pontos em cada uma dessas áreas. A metodologia utilizada na avaliação do ruído consistiu nos seguintes pontos: i) comparação dos níveis sonoros com a curva de critério DEFRA; ii) cálculo da avaliação da flutuabilidade L10-L90; iii) cálculo da diferença entre dB(C) e dB(A); e iv) avaliação das características tonais do ruído de forma a perceber se o ruído pode ser ainda mais incomodativo. Para complementar a avaliação anterior realizaram-se inquéritos aos residentes nas imediações desses locais (recetores sensíveis). Com base na abordagem i) e ii) concluiu-se que todos os pontos apresentam níveis sonoros elevados registados, principalmente, nas faixas de frequência de 31,5 Hz a 160 Hz, sendo todos eles audíveis na maior parte do tempo (características flutuantes). Verificou-se que o Ponto 1 é o mais incomodativo, por apresentar, ainda, características tonais. Estes valores devem-se ao tipo de fonte industrial, aos equipamentos contidos nas fábricas e à envolvente das mesmas. Verificou-se ainda que na avaliação de ruído ambiental, o isolamento da fonte torna-se uma tarefa difícil, podendo influenciar os resultados; iii) todos os pontos se apresentaram abaixo do limite de incomodidade, o que permite concluir, pelos dados analisados, que este método é inadequado, já que os níveis dB(A), são mais baixos que os reiais, diminuindo o incómodo causado. Da segunda abordagem conclui-se que os Pontos 1, 5 e 6 são os mais incomodativos tanto pelo tipo da fonte sonora (tipo de indústria), como pela proximidade dos recetores sensíveis (os residentes) à fonte. A realização dos inquéritos veio corroborar o que foi investigado na primeira abordagem, ou seja, os inquiridos confirmaram que sentem incomodidade com o ruído proveniente das indústrias. Conclui-se ainda que a utilização de filtro de ponderação A subestima as baixas frequências. Finalmente, considera-se que em termos de planeamento futuro, o acautelamento da conflitualidade de usos pode em muito mitigar este problema.