Publicação
A socialização para a excelência na escola pública portuguesa
| Resumo: | Assistimos hoje, no campo educativo, ao agudizar de uma tensão entre dois pólos de difícil conciliação: por um lado, a necessidade de realizar o projeto da escola de massas conducente à democratização da educação; por outro lado, a pressão política e social para a produção de resultados e para o desenvolvimento do pólo meritocrático. Muitas escolas públicas têm pendido para este último pólo, reatualizando práticas de distinção académica e convergindo para a afirmação de uma narrativa de excelência, de competitividade e de performatividade. O objetivo central desta comunicação passa pela compreensão das especificidades do processo de socialização resultante da articulação entre as culturas de escola quotidianamente vivenciadas e as disposições inerentes aos distintos percursos escolares dos alunos enquanto jovens. Os dados empíricos que nos propomos discutir resultam de um projecto de investigação em curso numa escola secundária do litoral-norte de Portugal, que desde 2003 instituiu o quadro de excelência. A pesquisa empírica caracterizou-se pela análise dos registos biográficos de todos os alunos laureados, pela realização de entrevistas a alunos e professores e pela administração de um inquérito por questionário a 210 alunos que integraram o quadro de excelência. A triangulação desta informação permitiu problematizar os sentidos actuais da socialização escolar, jogando aqui a transversalidade das condições sociais dos alunos distinguidos um papel relevante na consolidação da ideologia meritocrática. |
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| Autores principais: | Torres, Leonor Lima |
| Outros Autores: | Palhares, José Augusto |
| Assunto: | Excelência escolar Socialização Cultura escolar |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | comunicação em conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Assistimos hoje, no campo educativo, ao agudizar de uma tensão entre dois pólos de difícil conciliação: por um lado, a necessidade de realizar o projeto da escola de massas conducente à democratização da educação; por outro lado, a pressão política e social para a produção de resultados e para o desenvolvimento do pólo meritocrático. Muitas escolas públicas têm pendido para este último pólo, reatualizando práticas de distinção académica e convergindo para a afirmação de uma narrativa de excelência, de competitividade e de performatividade. O objetivo central desta comunicação passa pela compreensão das especificidades do processo de socialização resultante da articulação entre as culturas de escola quotidianamente vivenciadas e as disposições inerentes aos distintos percursos escolares dos alunos enquanto jovens. Os dados empíricos que nos propomos discutir resultam de um projecto de investigação em curso numa escola secundária do litoral-norte de Portugal, que desde 2003 instituiu o quadro de excelência. A pesquisa empírica caracterizou-se pela análise dos registos biográficos de todos os alunos laureados, pela realização de entrevistas a alunos e professores e pela administração de um inquérito por questionário a 210 alunos que integraram o quadro de excelência. A triangulação desta informação permitiu problematizar os sentidos actuais da socialização escolar, jogando aqui a transversalidade das condições sociais dos alunos distinguidos um papel relevante na consolidação da ideologia meritocrática. |
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