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Povoamento, espaço e gentilitates no 1º milénio a.C., no Nordeste transmontano.

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Em textos anteriores (Lemos 1993a, p. 75-139; 1995a, p. 298-299) desenhámos os traços essenciais do espaço nordestino, enquanto cenário geomorfológico onde se instalaram e viveram as comunidades proto-históricas. É uma região de largos horizontes, amplas montanhas, extensos planaltos, profundos vales e depressões de origem tectónica. Devido à especificidade da sua história geológica e relevo (Ribeiro 1974) e à situação, no quadro da Península, confrontam-se, em Trás-os-Montes Oriental, influências atlânticas, continentais e mediterrânicas, o que resulta numa acentuada diversidade micro-regional a qual, por sua vez, condiciona a densidade e distribuição dos habitats. Desde as montanhas do extremo norte (pluviosidade superior a 1200 mm ; clima muito húmido) até ao vale do rio Douro (pluviosidade inferior a 400 mm; clima seco) registam-se assinaláveis variantes nos contextos ecológicos, nos solos e na paisagem (para uma análise mais profunda podem consultar-se diversas obras de conjunto sobre Portugal, designadamente a Geografia de Portugal de H. Lautensach e Orlando Ribeiro, artigos de Suzanne Daveau (Daveau et alii 1983; 1990), ou regionais, como a monografia de Vergílio Taborda, as Memórias de introdução à Carta dos Solos, editada pela UTAD, a par de diversos textos de J. Alves Ribeiro (ver bibliografia).
Autores principais:Lemos, Francisco Manuel Salgueiro Sande
Assunto:Povoamento espaço Nordeste transmontano
Ano:1996
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Em textos anteriores (Lemos 1993a, p. 75-139; 1995a, p. 298-299) desenhámos os traços essenciais do espaço nordestino, enquanto cenário geomorfológico onde se instalaram e viveram as comunidades proto-históricas. É uma região de largos horizontes, amplas montanhas, extensos planaltos, profundos vales e depressões de origem tectónica. Devido à especificidade da sua história geológica e relevo (Ribeiro 1974) e à situação, no quadro da Península, confrontam-se, em Trás-os-Montes Oriental, influências atlânticas, continentais e mediterrânicas, o que resulta numa acentuada diversidade micro-regional a qual, por sua vez, condiciona a densidade e distribuição dos habitats. Desde as montanhas do extremo norte (pluviosidade superior a 1200 mm ; clima muito húmido) até ao vale do rio Douro (pluviosidade inferior a 400 mm; clima seco) registam-se assinaláveis variantes nos contextos ecológicos, nos solos e na paisagem (para uma análise mais profunda podem consultar-se diversas obras de conjunto sobre Portugal, designadamente a Geografia de Portugal de H. Lautensach e Orlando Ribeiro, artigos de Suzanne Daveau (Daveau et alii 1983; 1990), ou regionais, como a monografia de Vergílio Taborda, as Memórias de introdução à Carta dos Solos, editada pela UTAD, a par de diversos textos de J. Alves Ribeiro (ver bibliografia).