Publicação
Comportamento de argamassas com incorporação de material de mudança de fase não encapsulado submetidas a condições extremas
| Resumo: | A utilização de materiais de mudança de fase em argamassas tem sido uma estratégia bastante estudada para a regulação da temperatura no interior dos edifícios, devido à capacidade de absorção e libertação de energia destes materiais o que permite uma melhoria da eficiência energética dos edifícios. Muitos estudos, têm vindo a ser publicados utilizando Materiais de Mudança de Fase (PCM) macroencapsulado e microencapsulado. Contudo, a utilização de PCM nesta forma traduzse em custos muito elevados e restringe a sua incorporação em determinados momentos de construção. Assim, a utilização de um PCM não encapsulado, através da sua incorporação direta em argamassas torna-se uma solução bastante interessante e competitiva, pois permite desenvolver argamassas com capacidade de regulação térmica a um custo significativamente mais baixo. O principal objetivo deste trabalho consistiu no estudo do comportamento a temperaturas extremas de argamassas de cimento com incorporação de PCM não-encapsulado. Foi realizada a avaliação do comportamento destas argamassas a baixas temperaturas com recurso a ensaios de gelo-degelo enquanto que a avaliação do comportamento das argamassas a elevadas temperaturas foi efetuada com base em ensaios de determinação da resistência à flexão, compressão e aderência. Neste trabalho foram desenvolvidas quatro composições distintas, aditivadas com diferentes teores de PCM, segundo a massa de agregado utilizado (0%, 5%, 10% e 20% de PCM). Os principais resultados obtidos durante a realização deste trabalho foram uma melhoria significativa, da resistência ao gelo-degelo com a adição do PCM livre na composição das argamassas e a diminuição da resistência a temperaturas elevadas tanto à flexão, compressão e aderência. Concluiu-se que a incorporação direta de PCM líquido em argamassas poderá ser vista como uma solução económica e funcional para a melhoria do comportamento face ao gelo-degelo mantendo as suas características quando submetidas a altas temperaturas. |
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| Autores principais: | Silva, Marisa Daniela Martins da |
| Assunto: | Argamassa Cimento Cinzas volantes Material de mudança de fase Temperaturas extremas Mortar Cement Fly ash Phase change material Temperature extremes |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A utilização de materiais de mudança de fase em argamassas tem sido uma estratégia bastante estudada para a regulação da temperatura no interior dos edifícios, devido à capacidade de absorção e libertação de energia destes materiais o que permite uma melhoria da eficiência energética dos edifícios. Muitos estudos, têm vindo a ser publicados utilizando Materiais de Mudança de Fase (PCM) macroencapsulado e microencapsulado. Contudo, a utilização de PCM nesta forma traduzse em custos muito elevados e restringe a sua incorporação em determinados momentos de construção. Assim, a utilização de um PCM não encapsulado, através da sua incorporação direta em argamassas torna-se uma solução bastante interessante e competitiva, pois permite desenvolver argamassas com capacidade de regulação térmica a um custo significativamente mais baixo. O principal objetivo deste trabalho consistiu no estudo do comportamento a temperaturas extremas de argamassas de cimento com incorporação de PCM não-encapsulado. Foi realizada a avaliação do comportamento destas argamassas a baixas temperaturas com recurso a ensaios de gelo-degelo enquanto que a avaliação do comportamento das argamassas a elevadas temperaturas foi efetuada com base em ensaios de determinação da resistência à flexão, compressão e aderência. Neste trabalho foram desenvolvidas quatro composições distintas, aditivadas com diferentes teores de PCM, segundo a massa de agregado utilizado (0%, 5%, 10% e 20% de PCM). Os principais resultados obtidos durante a realização deste trabalho foram uma melhoria significativa, da resistência ao gelo-degelo com a adição do PCM livre na composição das argamassas e a diminuição da resistência a temperaturas elevadas tanto à flexão, compressão e aderência. Concluiu-se que a incorporação direta de PCM líquido em argamassas poderá ser vista como uma solução económica e funcional para a melhoria do comportamento face ao gelo-degelo mantendo as suas características quando submetidas a altas temperaturas. |
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