Publicação

O Homem e o lugar: apropriação do espaço na Marginal de Vila do Conde

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A presente dissertação propõe-se a analisar os diferentes modos de apropriação de um determinado espaço pelo ser humano. Cada pessoa possui a sua própria cognição espacial, estando esta relacionada com a memória, a cultura, o tempo e o contexto, entre outros fatores. Esta perceção, e a consequente relação do Homem com o espaço, está também dependente das características do ambiente construído. Neste sentido, a versatilidade de usos do espaço público parece ser um fator essencial. Para permitir essa versatilidade, o arquiteto deverá criar ambientes que possam ser adaptados às diferentes necessidades do seu ocupante, desde a escala do lugar até à escala da cidade. Escolheu-se como caso de estudo um espaço público - mais precisamente a Marginal de Vila do Conde da autoria do arquiteto Álvaro Siza Vieira - que funcionou como plano de fundo da análise, procurando perceber na prática o modo como hoje as pessoas interagem no seu quotidiano, face a determinadas condições. Este trabalho estrutura-se em duas fases. Na primeira, abordam-se quatro conceitos essenciais para enquadrar o tema - espaço, função, perceção e apropriação - analisando-os de um ponto de vista teórico. Na segunda, apresenta-se a análise do caso de estudo, contextualizando-o em função da história da cidade onde se insere, do estado pré-existente do sítio, da proposta do arquiteto e, por fim, analisando o seu estado atual. Após este trabalho de reflexão teórica e contextualização, foi possível analisar o modo como a comunidade usufrui dos espaços em causa, identificando os diferentes comportamentos e refletindo sobre as suas motivações.
Autores principais:Moreira, Catarina Garcia
Assunto:Álvaro Siza Apropriação espacial Flexibilidade Marginal de Vila do Conde Flexibility Spatial appropriation Vila do Conde waterfront
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A presente dissertação propõe-se a analisar os diferentes modos de apropriação de um determinado espaço pelo ser humano. Cada pessoa possui a sua própria cognição espacial, estando esta relacionada com a memória, a cultura, o tempo e o contexto, entre outros fatores. Esta perceção, e a consequente relação do Homem com o espaço, está também dependente das características do ambiente construído. Neste sentido, a versatilidade de usos do espaço público parece ser um fator essencial. Para permitir essa versatilidade, o arquiteto deverá criar ambientes que possam ser adaptados às diferentes necessidades do seu ocupante, desde a escala do lugar até à escala da cidade. Escolheu-se como caso de estudo um espaço público - mais precisamente a Marginal de Vila do Conde da autoria do arquiteto Álvaro Siza Vieira - que funcionou como plano de fundo da análise, procurando perceber na prática o modo como hoje as pessoas interagem no seu quotidiano, face a determinadas condições. Este trabalho estrutura-se em duas fases. Na primeira, abordam-se quatro conceitos essenciais para enquadrar o tema - espaço, função, perceção e apropriação - analisando-os de um ponto de vista teórico. Na segunda, apresenta-se a análise do caso de estudo, contextualizando-o em função da história da cidade onde se insere, do estado pré-existente do sítio, da proposta do arquiteto e, por fim, analisando o seu estado atual. Após este trabalho de reflexão teórica e contextualização, foi possível analisar o modo como a comunidade usufrui dos espaços em causa, identificando os diferentes comportamentos e refletindo sobre as suas motivações.