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A filosofia inclusiva: um estudo qualitativo sobre as perspectivas de alunos com e sem necessidades educativas especiais que frequentam escolas regulares

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Uma peça fundamental da filosofia que é a inclusão são os alunos e, como tal, é essencial que estes possam perspectivar os seus sentimentos acerca deste tema e, fundamentalmente, sobre as decisões educativos às quais estão sujeitos. Assim, este estudo teve por finalidade contribuir para a sistematização e o aprofundamento do conhecimento das perspectivas dos alunos com e sem necessidades educativas especiais (NEE) sobre o tema da filosofia da inclusão. Pretendi compreender o tema em estudo através dos olhos dos próprios alunos. No contexto da paradigma naturalista e utilizando a entrevista semi-estruturada como instrumento de recolha dos dados, recolhi as perspectivas de 13 alunos com idades compreendidas entre os nove e treze anos, sete dos quais sem NEE e seis com NEE. Os dados obtidos foram analisados através da técnica de análise de conteúdo e são apresentados sob a forma de dois estudos de caso. Posteriormente, realizo o cruzamento dos dados, com o objectivo de analisar diferenças e similaridades entre os participantes, recorrendo, sempre que possível, à literatura estudada como forma de complementar a informação. Por fim, apresento o conhecimento adquirido com este estudo sob a forma de conclusões e recomendações. Analisando as perspectivas dos alunos com e sem NEE, conclui-se que: os alunos com e sem têm um percurso diário semelhante; os alunos contactam com meios inclusivos desde o início do seu percurso escolar; os alunos com NEE têm a noção das suas dificuldades académicas; os alunos percepcionam as diferentes funções do professor de educação especial e do professor de turma; os alunos sem NEE percepcionam o termo NEE como ligado a dificuldades de nível académico e de aprendizagem; os alunos com NEE não têm conhecimento do significado do termo NEE; os alunos do 1º Ciclo percepcionam o professor de educação especial como um apoio para todos; os alunos desenvolvem relações de entreajuda nas salas de aula; e os alunos com e sem NEE desenvolvem relações de amizade no recinto escolar. Devo sublinhar que é necessário que sejam feitas investigações que possibilitem explorar as perspectivas dos alunos no sentido de as incorporarmos nas decisões que são tomadas relativamente à sua educação de todos os alunos. A análise das suas perspectivas permitirá que os professores e os restantes profissionais que fazem parte das equipas multidisciplinares criem um ambiente verdadeiramente inclusivo para todos os alunos (Clark, 2008).
Autores principais:Lopes, Ana Margarida Gomes
Assunto:Inclusão Perspectivas de alunos com e sem NEE Investigação qualitativa Inclusion Perspectives of students with and without SEM Qualitative investigation
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Uma peça fundamental da filosofia que é a inclusão são os alunos e, como tal, é essencial que estes possam perspectivar os seus sentimentos acerca deste tema e, fundamentalmente, sobre as decisões educativos às quais estão sujeitos. Assim, este estudo teve por finalidade contribuir para a sistematização e o aprofundamento do conhecimento das perspectivas dos alunos com e sem necessidades educativas especiais (NEE) sobre o tema da filosofia da inclusão. Pretendi compreender o tema em estudo através dos olhos dos próprios alunos. No contexto da paradigma naturalista e utilizando a entrevista semi-estruturada como instrumento de recolha dos dados, recolhi as perspectivas de 13 alunos com idades compreendidas entre os nove e treze anos, sete dos quais sem NEE e seis com NEE. Os dados obtidos foram analisados através da técnica de análise de conteúdo e são apresentados sob a forma de dois estudos de caso. Posteriormente, realizo o cruzamento dos dados, com o objectivo de analisar diferenças e similaridades entre os participantes, recorrendo, sempre que possível, à literatura estudada como forma de complementar a informação. Por fim, apresento o conhecimento adquirido com este estudo sob a forma de conclusões e recomendações. Analisando as perspectivas dos alunos com e sem NEE, conclui-se que: os alunos com e sem têm um percurso diário semelhante; os alunos contactam com meios inclusivos desde o início do seu percurso escolar; os alunos com NEE têm a noção das suas dificuldades académicas; os alunos percepcionam as diferentes funções do professor de educação especial e do professor de turma; os alunos sem NEE percepcionam o termo NEE como ligado a dificuldades de nível académico e de aprendizagem; os alunos com NEE não têm conhecimento do significado do termo NEE; os alunos do 1º Ciclo percepcionam o professor de educação especial como um apoio para todos; os alunos desenvolvem relações de entreajuda nas salas de aula; e os alunos com e sem NEE desenvolvem relações de amizade no recinto escolar. Devo sublinhar que é necessário que sejam feitas investigações que possibilitem explorar as perspectivas dos alunos no sentido de as incorporarmos nas decisões que são tomadas relativamente à sua educação de todos os alunos. A análise das suas perspectivas permitirá que os professores e os restantes profissionais que fazem parte das equipas multidisciplinares criem um ambiente verdadeiramente inclusivo para todos os alunos (Clark, 2008).