Publicação
(Re)qualificar um território: um novo olhar sobre o Promontório de Santa Marta, Braga
| Resumo: | A presente tese propõe uma reflexão sobre o Monte de Santa Marta das Cortiças, em Braga. Partindo da perceção de uma ausência de relação entre os espaços florestais existentes e o sistema urbano, a investigação procura retirar ilações sobre como a (re)integração deste território poderá promover novas leituras sobre esta zona periférica da cidade, adicionando uma nova camada à “urbe” bracarense. Como inverter o processo de abandono atual? Qual é o papel/função da floresta em complementaridade ao sistema urbano? Como articular sistemas com características marcadamente contrastantes? Tendo como base a análise in situ, são procuradas respostas para estas questões basilares conducentes à construção de um olhar específico sobre este território que ladeia os concelhos de Braga e Guimarães. O trabalho visa valorizar aquele que é o seu estado natural e ainda pouco urbanizado, de forma a (re)aproximar as pessoas, a incitar usos ou rotinas coletivas, superando os limites (do espaço urbanizado e das reservas florestais) e oferecendo oportunidades de atravessamento transversal, restituindo o carácter de lugar perdido, nesta zona outrora habitada desde a idade do ferro. Neste sentido, pretende-se questionar o conceito de espaço público na contemporaneidade, conceção essa que diverge para além da intervenção no património urbanizado, e se estende simultaneamente sobre um (re)aproveitamento dos espaços naturais, ainda pouco “domesticados”, para a promoção de atividades que se desvinculem das rotinas caóticas dos centros urbanos. Assim sendo, é procurado que ao longo da investigação se colecionem temas que, num processo aberto, permita definir estratégias de intervenção para a (re)qualificação deste território, sem causar dano no equilíbrio natural da zona e tendo como estimulo o alargado arco cronológico verificado pelas sucessivas ocupações primitivas do lugar. |
|---|---|
| Autores principais: | Ribeiro, João Paulo da Silva |
| Assunto: | Humanidades::Artes |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A presente tese propõe uma reflexão sobre o Monte de Santa Marta das Cortiças, em Braga. Partindo da perceção de uma ausência de relação entre os espaços florestais existentes e o sistema urbano, a investigação procura retirar ilações sobre como a (re)integração deste território poderá promover novas leituras sobre esta zona periférica da cidade, adicionando uma nova camada à “urbe” bracarense. Como inverter o processo de abandono atual? Qual é o papel/função da floresta em complementaridade ao sistema urbano? Como articular sistemas com características marcadamente contrastantes? Tendo como base a análise in situ, são procuradas respostas para estas questões basilares conducentes à construção de um olhar específico sobre este território que ladeia os concelhos de Braga e Guimarães. O trabalho visa valorizar aquele que é o seu estado natural e ainda pouco urbanizado, de forma a (re)aproximar as pessoas, a incitar usos ou rotinas coletivas, superando os limites (do espaço urbanizado e das reservas florestais) e oferecendo oportunidades de atravessamento transversal, restituindo o carácter de lugar perdido, nesta zona outrora habitada desde a idade do ferro. Neste sentido, pretende-se questionar o conceito de espaço público na contemporaneidade, conceção essa que diverge para além da intervenção no património urbanizado, e se estende simultaneamente sobre um (re)aproveitamento dos espaços naturais, ainda pouco “domesticados”, para a promoção de atividades que se desvinculem das rotinas caóticas dos centros urbanos. Assim sendo, é procurado que ao longo da investigação se colecionem temas que, num processo aberto, permita definir estratégias de intervenção para a (re)qualificação deste território, sem causar dano no equilíbrio natural da zona e tendo como estimulo o alargado arco cronológico verificado pelas sucessivas ocupações primitivas do lugar. |
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