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Vestígios de Mingling e Bubbling na distribuição espacial de pegmatitos intragraníticos variscos - modelo genético conceptual

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Tem-se assistido nos últimos tempos a um esforço de investigação teórica e experimental por parte dos geoquímicos sobre a génese, a mobilização e a mineralização dos corpos de aplito-pegmatitos graníticos. As fontes magmáticas que originam estes corpos são ainda um assunto de intenso debate, nomeadamente as dos pegmatitos intragraníticos, os quais estão geralmente relacionados com os magmas híbridos em corredores de mistura. Estes corredores estão alinhados com os limites dos granitos e com as zonas de cisalhamento, as quais, por vezes, estão incluídas nas principais zonas de sutura em episódios Variscos e/ou em estruturas mega-escalares de carreamento. Nesses corredores podem ocorrer fenómenos magmáticos de mixing, mingling e unmixing. Enquanto no mingling, o grau de mistura magmática é incipiente, no mixing há uma miscigenação dos magmas mais apurada, podendo eventualmente ser completa. Por sua vez, a imiscibilidade (unmixing) de fluidos, nas porções magmáticas mais descomprimidas, pode originar bolhas de fluidos (bubbling). Os líquidos, fluidos, geles e mushes gerados nesses fenómenos podem interagir e evoluír até produzirem volumes significativos de líquidos e/ou fluidos de viscosidades baixas, os quais se poderão diferenciar posteriormente nas fraturas e cavidades das cúpulas graníticas, gerando pegmatitos. O objetivo principal desta dissertação é avaliar se a mistura de dois magmas, com composições químicas contrastantes, acompanhada de cristalização fracionada, pode produzir um magma pegmatítico. Para tal, usou-se um simulador computacional termodinâmico para estudar a evolução geoquímica do líquido da mistura. Avaliou-se também a influência na tendência pegmatóide do carácter máfico ou félsico da recarga magmática, o efeito do momento térmico a que esta ocorre, e a evolução das concentrações no líquido de dois voláteis considerados importantes para a génese dos pegmatitos. Aplicando uma metodologia analítica original, baseada em cromogramas, métricas e classificações específicas, os resultados revelam indícios discretos que sugerem que a hipótese em avaliação pode ser válida e, por conseguinte, merecedora de estudos mais aprofundados. À luz dos resultados obtidos, propõe-se um modelo genético que aponta o mixing e o unmixing como processos precursores dos corpos pegmatíticos resultantes da fracionação in situ.
Autores principais:Gama, Óscar Sílvio Marques de Almeida
Assunto:Bubbling Mingling Mixing Pegmatito Simulação Pegmatite Simulation
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Tem-se assistido nos últimos tempos a um esforço de investigação teórica e experimental por parte dos geoquímicos sobre a génese, a mobilização e a mineralização dos corpos de aplito-pegmatitos graníticos. As fontes magmáticas que originam estes corpos são ainda um assunto de intenso debate, nomeadamente as dos pegmatitos intragraníticos, os quais estão geralmente relacionados com os magmas híbridos em corredores de mistura. Estes corredores estão alinhados com os limites dos granitos e com as zonas de cisalhamento, as quais, por vezes, estão incluídas nas principais zonas de sutura em episódios Variscos e/ou em estruturas mega-escalares de carreamento. Nesses corredores podem ocorrer fenómenos magmáticos de mixing, mingling e unmixing. Enquanto no mingling, o grau de mistura magmática é incipiente, no mixing há uma miscigenação dos magmas mais apurada, podendo eventualmente ser completa. Por sua vez, a imiscibilidade (unmixing) de fluidos, nas porções magmáticas mais descomprimidas, pode originar bolhas de fluidos (bubbling). Os líquidos, fluidos, geles e mushes gerados nesses fenómenos podem interagir e evoluír até produzirem volumes significativos de líquidos e/ou fluidos de viscosidades baixas, os quais se poderão diferenciar posteriormente nas fraturas e cavidades das cúpulas graníticas, gerando pegmatitos. O objetivo principal desta dissertação é avaliar se a mistura de dois magmas, com composições químicas contrastantes, acompanhada de cristalização fracionada, pode produzir um magma pegmatítico. Para tal, usou-se um simulador computacional termodinâmico para estudar a evolução geoquímica do líquido da mistura. Avaliou-se também a influência na tendência pegmatóide do carácter máfico ou félsico da recarga magmática, o efeito do momento térmico a que esta ocorre, e a evolução das concentrações no líquido de dois voláteis considerados importantes para a génese dos pegmatitos. Aplicando uma metodologia analítica original, baseada em cromogramas, métricas e classificações específicas, os resultados revelam indícios discretos que sugerem que a hipótese em avaliação pode ser válida e, por conseguinte, merecedora de estudos mais aprofundados. À luz dos resultados obtidos, propõe-se um modelo genético que aponta o mixing e o unmixing como processos precursores dos corpos pegmatíticos resultantes da fracionação in situ.