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Avaliação Externa das Escolas e as práticas de Autoavaliação, em Portugal

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Resumo:Alinhadas com as orientações transnacionais de referência, as políticas nacionais de educação, em Portugal, têm realçado a necessidade de reconfiguração da escola num cenário global protagonizado por políticas de accountability, baseadas em ideais neoliberais, que valorizam os resultados numéricos, legitimados por princípios de qualidade. Neste sentido, têm ocorrido diversas transformações nos vários quadrantes da sociedade, espelhando-se, igualmente, no campo educacional, desde a definição das políticas públicas até à concretização das práticas educativas. Assim, este estudo incide na temática da avaliação das escolas do ensino não superior, com ênfase nas práticas de autoavaliação, no sistema educativo português. Atualmente, o 3.º ciclo de Avaliação Externa das Escolas, apresenta como um dos objetivos a promoção da qualidade do ensino e das aprendizagens, bem como a inclusão de todas as crianças e de todos os alunos. O seu quadro de referência encontra-se dividido em quatro domínios de avaliação (Autoavaliação; Liderança e Gestão; Prestação do Serviço Educativo; Resultados), campos de análise, referentes e indicadores. A Autoavaliação apresenta se, pela primeira vez, como um domínio autónomo, revelando a importância que lhe é atribuída, valorizando a complementaridade entre Avaliação Externa das Escolas e Autoavaliação das Escolas e reforçando o caráter formativo destas duas modalidades de avaliação, que visam a melhoria da escola. Os campos de análise deste domínio são o Desenvolvimento e a Consistência e Impacto, que estão associados aos respetivos referentes e indicadores. O objetivo deste trabalho consiste em analisar como o domínio da Autoavaliação é caracterizado nos relatórios do 3.º ciclo de Avaliação Externa das Escolas. A metodologia deste estudo é de natureza qualitativa, sendo realizada uma análise documental do referencial do 3.º ciclo de Avaliação Externa das Escolas e dos relatórios de Avaliação Externa das Escolas. O corpus documental é constituído pelos relatórios das escolas avaliadas no 3.º ciclo de Avaliação Externa das Escolas, até ao momento, na área territorial Norte da IGEC (n=21). Pela análise dos dados, conclui-se que o Desenvolvimento das práticas de autoavaliação se apresenta mais consolidado do que a sua Consistência e Impacto. No atual contexto, em que o conhecimento quantitativo prevalece, as políticas de accountability implementam sistemas de avaliação, priorizando a responsabilização e a prestação de contas. Assim, os processos e as práticas de avaliação externa associam-se a um conceito de avaliação fundamentado na qualidade, em que a autoavaliação se configura num instrumento imprescindível para a melhoria da qualidade da escola.
Autores principais:Rodrigues, Sofia
Outros Autores:Maia, I. B.
Assunto:Ciências Sociais::Ciências da Educação
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Alinhadas com as orientações transnacionais de referência, as políticas nacionais de educação, em Portugal, têm realçado a necessidade de reconfiguração da escola num cenário global protagonizado por políticas de accountability, baseadas em ideais neoliberais, que valorizam os resultados numéricos, legitimados por princípios de qualidade. Neste sentido, têm ocorrido diversas transformações nos vários quadrantes da sociedade, espelhando-se, igualmente, no campo educacional, desde a definição das políticas públicas até à concretização das práticas educativas. Assim, este estudo incide na temática da avaliação das escolas do ensino não superior, com ênfase nas práticas de autoavaliação, no sistema educativo português. Atualmente, o 3.º ciclo de Avaliação Externa das Escolas, apresenta como um dos objetivos a promoção da qualidade do ensino e das aprendizagens, bem como a inclusão de todas as crianças e de todos os alunos. O seu quadro de referência encontra-se dividido em quatro domínios de avaliação (Autoavaliação; Liderança e Gestão; Prestação do Serviço Educativo; Resultados), campos de análise, referentes e indicadores. A Autoavaliação apresenta se, pela primeira vez, como um domínio autónomo, revelando a importância que lhe é atribuída, valorizando a complementaridade entre Avaliação Externa das Escolas e Autoavaliação das Escolas e reforçando o caráter formativo destas duas modalidades de avaliação, que visam a melhoria da escola. Os campos de análise deste domínio são o Desenvolvimento e a Consistência e Impacto, que estão associados aos respetivos referentes e indicadores. O objetivo deste trabalho consiste em analisar como o domínio da Autoavaliação é caracterizado nos relatórios do 3.º ciclo de Avaliação Externa das Escolas. A metodologia deste estudo é de natureza qualitativa, sendo realizada uma análise documental do referencial do 3.º ciclo de Avaliação Externa das Escolas e dos relatórios de Avaliação Externa das Escolas. O corpus documental é constituído pelos relatórios das escolas avaliadas no 3.º ciclo de Avaliação Externa das Escolas, até ao momento, na área territorial Norte da IGEC (n=21). Pela análise dos dados, conclui-se que o Desenvolvimento das práticas de autoavaliação se apresenta mais consolidado do que a sua Consistência e Impacto. No atual contexto, em que o conhecimento quantitativo prevalece, as políticas de accountability implementam sistemas de avaliação, priorizando a responsabilização e a prestação de contas. Assim, os processos e as práticas de avaliação externa associam-se a um conceito de avaliação fundamentado na qualidade, em que a autoavaliação se configura num instrumento imprescindível para a melhoria da qualidade da escola.