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A esperança e o risco como atitudes metodológicas face aos desafios do Antropoceno
| Resumo: | A proposta desta dissertação é de identificar atitudes metodológicas na Filosofia da Esperança e no conceito de Risco de Ulrich Beck que possibilitem uma nova orientação intelectual no Antropoceno. Este é visto como uma época onde a espécie humana tem criado mecanismos de desenvolvimento que podem conduzir à sua própria destruição. É também uma época marcada por crises: política, econômica e humanitária. Com isso, o discurso de perspectivas derrotistas se tornou comum na sociedade contemporânea, discurso este carregado de dimensões escatológicas. A partir da análise da Filosofia da Esperança de Ernst Bloch e do conceito de Risco de Urich Beck foi constatado que, em ambos, existem atitudes metodológicas que podem ajudar a transformar a perspectiva escatológica em dimensões dotadas de outras possibilidades. Nos dois autores, encontram-se igualmente perspectivas que desafiam a percepção de que tudo parece estar definindo ou tido como encerrado no Antropoceno (como, por exemplo, o suposto fim da espécie humana) e que precisam ser encaradas de outra maneira pela sociedade contemporânea. Tanto a filosofia de Bloch, quanto o conceito de risco de Beck, mostram que existem horizontes diante do caos da atual época, horizontes esses repletos de possibilidades, indicando que o futuro está em aberto. |
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| Autores principais: | Cerqueira, Murillo Mendes |
| Assunto: | Antropoceno Crise ambiental Esperança Futuros possíveis Risco Anthropocene Environmental crisis Hope Possible futures Risk |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A proposta desta dissertação é de identificar atitudes metodológicas na Filosofia da Esperança e no conceito de Risco de Ulrich Beck que possibilitem uma nova orientação intelectual no Antropoceno. Este é visto como uma época onde a espécie humana tem criado mecanismos de desenvolvimento que podem conduzir à sua própria destruição. É também uma época marcada por crises: política, econômica e humanitária. Com isso, o discurso de perspectivas derrotistas se tornou comum na sociedade contemporânea, discurso este carregado de dimensões escatológicas. A partir da análise da Filosofia da Esperança de Ernst Bloch e do conceito de Risco de Urich Beck foi constatado que, em ambos, existem atitudes metodológicas que podem ajudar a transformar a perspectiva escatológica em dimensões dotadas de outras possibilidades. Nos dois autores, encontram-se igualmente perspectivas que desafiam a percepção de que tudo parece estar definindo ou tido como encerrado no Antropoceno (como, por exemplo, o suposto fim da espécie humana) e que precisam ser encaradas de outra maneira pela sociedade contemporânea. Tanto a filosofia de Bloch, quanto o conceito de risco de Beck, mostram que existem horizontes diante do caos da atual época, horizontes esses repletos de possibilidades, indicando que o futuro está em aberto. |
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