Publicação
Evolução hidrogeoquímica no maciço granítico de implantação do circuito hidráulico para o reforço de potência do aproveitamento hidroelétrico de Venda Nova III (Vieira do Minho, N Portugal)
| Resumo: | O estudo apresentado incide sobre a evolução hidrogeoquímica no maciço granítico onde se insere o novo circuito hidráulico subterrâneo entre as albufeiras de Venda Nova (Montalegre) e de Salamonde (Vieira do Minho), e que está próximo e a circundar um outro circuito já existente e em exploração (Venda Nova II). O acompanhamento geológico das escavações permitiu confirmar que o novo circuito hidráulico está integrado globalmente num maciço com predomínio de granitos porfiroides sintéctónicos, de grão médio a grosseiro, de duas micas, mas essencialmente biotítico. A afluência de água nas escavações era localizada, pouco abundante, e emergente de descontinuidades. Em paralelo ao acompanhamento geológico-geotécnico das escavações do novo circuito foi possível selecionar 9 pontos de água distribuídos dentro dos túneis, assim como 5 pontos à superfície e outro na própria albufeira de Venda Nova para efeitos comparativos. Nestes pontos foi desenvolvida a monitorização quinzenal de parâmetros fisico-químicos entre dezembro de 2012 e julho de 2013 e foram efetuadas 2 campanhas de amostragem para análises de laboratório (em abril e julho de 2013). Com os resultados obtidos foram realizadas análises estatísticas univariadas e multivariadas, assim como a caracterização das fácies hidroquímicas e análise dos índices de saturação. Distinguiram-se três grupos de águas com características fisico-químicas distintas, e definiu-se um modelo conceptual da evolução hidrogeoquímica. As águas do Grupo 1, pouco mineralizadas, cloretadas/bicarbonatadas-sódicas, superficiais, ao percolarem as rochas graníticas dissolvem os minerais e enriquecem os seus teores nos elementos maiores, como o bicarbonato, o sódio, o cálcio e a sílica, assumindo as características do Grupo 2 e 3 (bicarbonatadas-sódico-cálcicas/calco-sódicas). As águas do Grupo 3 diferem das águas do Grupo 2, apresentando uma maior evolução em relação às águas superficiais, nomeadamente em termos de maiores teores de várias substâncias, aspeto que é destacado pela análise multivariada. Este grupo 3 reflete águas subterrâneas inseridas num enquadramento geo-estrutural que parece favorecer a evolução por interação água-rocha e condicionar eventuais recargas que provenham do circuito existente (água da albufeira de Venda Nova), ao contrário das amostras do Grupo 2, inseridas num contexto estrutural onde as principais falhas podem favorecer o fluxo de águas entre circuitos. As medições ao longo do tempo dos parâmetros fisíco-químicos suportam a distinção entre as águas do Grupo 1 em relação às águas dos Grupos 2 e 3, e a condutividade e temperatura parecem corroborar a distinção entre estes 2 grupos de águas subterrâneas. |
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| Autores principais: | Matos, Ana Patrícia Dionísio de Sousa |
| Assunto: | Ciências Naturais::Ciências da Terra e do Ambiente |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O estudo apresentado incide sobre a evolução hidrogeoquímica no maciço granítico onde se insere o novo circuito hidráulico subterrâneo entre as albufeiras de Venda Nova (Montalegre) e de Salamonde (Vieira do Minho), e que está próximo e a circundar um outro circuito já existente e em exploração (Venda Nova II). O acompanhamento geológico das escavações permitiu confirmar que o novo circuito hidráulico está integrado globalmente num maciço com predomínio de granitos porfiroides sintéctónicos, de grão médio a grosseiro, de duas micas, mas essencialmente biotítico. A afluência de água nas escavações era localizada, pouco abundante, e emergente de descontinuidades. Em paralelo ao acompanhamento geológico-geotécnico das escavações do novo circuito foi possível selecionar 9 pontos de água distribuídos dentro dos túneis, assim como 5 pontos à superfície e outro na própria albufeira de Venda Nova para efeitos comparativos. Nestes pontos foi desenvolvida a monitorização quinzenal de parâmetros fisico-químicos entre dezembro de 2012 e julho de 2013 e foram efetuadas 2 campanhas de amostragem para análises de laboratório (em abril e julho de 2013). Com os resultados obtidos foram realizadas análises estatísticas univariadas e multivariadas, assim como a caracterização das fácies hidroquímicas e análise dos índices de saturação. Distinguiram-se três grupos de águas com características fisico-químicas distintas, e definiu-se um modelo conceptual da evolução hidrogeoquímica. As águas do Grupo 1, pouco mineralizadas, cloretadas/bicarbonatadas-sódicas, superficiais, ao percolarem as rochas graníticas dissolvem os minerais e enriquecem os seus teores nos elementos maiores, como o bicarbonato, o sódio, o cálcio e a sílica, assumindo as características do Grupo 2 e 3 (bicarbonatadas-sódico-cálcicas/calco-sódicas). As águas do Grupo 3 diferem das águas do Grupo 2, apresentando uma maior evolução em relação às águas superficiais, nomeadamente em termos de maiores teores de várias substâncias, aspeto que é destacado pela análise multivariada. Este grupo 3 reflete águas subterrâneas inseridas num enquadramento geo-estrutural que parece favorecer a evolução por interação água-rocha e condicionar eventuais recargas que provenham do circuito existente (água da albufeira de Venda Nova), ao contrário das amostras do Grupo 2, inseridas num contexto estrutural onde as principais falhas podem favorecer o fluxo de águas entre circuitos. As medições ao longo do tempo dos parâmetros fisíco-químicos suportam a distinção entre as águas do Grupo 1 em relação às águas dos Grupos 2 e 3, e a condutividade e temperatura parecem corroborar a distinção entre estes 2 grupos de águas subterrâneas. |
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