Publicação
Entre empregabilidade e conscientização: o debate a respeito da educação não formal nos contextos latino-americano e europeu
| Resumo: | Este trabalho teve como objetivo principal compreender quais são as funções que a educação não formal apresenta na atualidade, sobretudo no que se refere às ações educativas desenvolvidas com e para as juventudes. A partir do século XX, a educação não formal descreve desde políticas governamentais destinadas a grupos excluídos socialmente, a processos emancipatórios que concebem a educação como um importante instrumento para formação de consciências críticas com o intuito de transformar a realidade social. Assim, a educação não formal, como os outros tipos de educação, é um campo de disputa entre interesses opostos, podendo servir à regulação ou à emancipação dos sujeitos que vivenciam tais práticas educativas. No século XXI, organizações internacionais e governos nacionais concebem a educação não formal como uma importante ferramenta para a formação de mão de obra qualificada em uma perspectiva do capital humano, tendo as juventudes como foco. Contudo, grupos sociais, resultantes da organização da sociedade civil, realizam práticas de educação não formal com o objetivo de formar cidadãos conscientes e capazes de refletir e agir para transformar as realidades sociais nas quais estão inseridos. Assim, para compreender as orientações que a educação não formal pode ter nos diferentes processos em que ocorre e os efeitos que produz nos distintos contextos nos quais acontece, foi conduzida uma pesquisa qualitativa, mediante análise de políticas governamentais e estudos de caso. Em decorrência deste último, foram realizadas 23 entrevistas, sendo 21 com atores sociais de dois cursinhos pré universitários desenvolvidos no Brasil: o Conexões de Saberes, do Programa de Educação Tutorial (PET) e o Rede Emancipa – Movimento Social de Cursinhos Populares, e 2 secretários de juventude de estados onde as experiências de educação não formal citadas ocorrem. A pesquisa desenvolvida possibilitou compreender diferentes aspectos políticos que se configuram enquanto tendências das práticas de educação não formal nos contextos da América Latina e Europa, que têm a juventude como grupo etário de interesse, e como espaços de formação acadêmica e profissional, tais como os cursinhos pré-universitários podem ser críticos e emancipadores, contrariando a lógica de regulação vigente. |
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| Autores principais: | Lucena, Hadassa Monteiro de Albuquerque |
| Assunto: | Educação não formal Juventude Política Non-formal education Youth Policy |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Este trabalho teve como objetivo principal compreender quais são as funções que a educação não formal apresenta na atualidade, sobretudo no que se refere às ações educativas desenvolvidas com e para as juventudes. A partir do século XX, a educação não formal descreve desde políticas governamentais destinadas a grupos excluídos socialmente, a processos emancipatórios que concebem a educação como um importante instrumento para formação de consciências críticas com o intuito de transformar a realidade social. Assim, a educação não formal, como os outros tipos de educação, é um campo de disputa entre interesses opostos, podendo servir à regulação ou à emancipação dos sujeitos que vivenciam tais práticas educativas. No século XXI, organizações internacionais e governos nacionais concebem a educação não formal como uma importante ferramenta para a formação de mão de obra qualificada em uma perspectiva do capital humano, tendo as juventudes como foco. Contudo, grupos sociais, resultantes da organização da sociedade civil, realizam práticas de educação não formal com o objetivo de formar cidadãos conscientes e capazes de refletir e agir para transformar as realidades sociais nas quais estão inseridos. Assim, para compreender as orientações que a educação não formal pode ter nos diferentes processos em que ocorre e os efeitos que produz nos distintos contextos nos quais acontece, foi conduzida uma pesquisa qualitativa, mediante análise de políticas governamentais e estudos de caso. Em decorrência deste último, foram realizadas 23 entrevistas, sendo 21 com atores sociais de dois cursinhos pré universitários desenvolvidos no Brasil: o Conexões de Saberes, do Programa de Educação Tutorial (PET) e o Rede Emancipa – Movimento Social de Cursinhos Populares, e 2 secretários de juventude de estados onde as experiências de educação não formal citadas ocorrem. A pesquisa desenvolvida possibilitou compreender diferentes aspectos políticos que se configuram enquanto tendências das práticas de educação não formal nos contextos da América Latina e Europa, que têm a juventude como grupo etário de interesse, e como espaços de formação acadêmica e profissional, tais como os cursinhos pré-universitários podem ser críticos e emancipadores, contrariando a lógica de regulação vigente. |
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