Publicação
Visão dos profissionais sobre as relações de vinculação no contexto institucional
| Resumo: | Crianças e jovens são retirados de famílias por abuso sexual, maus tratos e negligência de pais ou familiares, além de morte dos progenitores. Por esses motivos, são referenciadas em situação de risco/perigo por instâncias como as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) e colocadas, nomeadamente, em Lares de Infância e Juventude (LIJs). Na região Norte de Portugal - Distrito de Braga, de acordo com tipologia de situações de perigo, fornecida pela CPCJ-Braga, foram registados 241 circunstâncias adversas para separação obrigatória de pais, somente em 2012. A investigação qualitativa, inicial e exploratória, com o Método de Estudo de Casos (Yin, 2005), com onze entrevistas semiestruturadas, por questões abertas-fechadas e uniformizadas, teve o objetivo global de conhecer as perceções de profissionais de três residências de acolhimento (LIJ), designadas instituição C (mista), instituição D (meninos), e instituição E (meninas). As questões foram colocadas sobre o atendimento psicossocial, para domínios como os procedimentos de atendimento inicial e prolongado, as intervenções e os significados atribuídos aos cuidados prestados: afetos partilhados, direitos de crianças e futuros destas. Através de Análise de Conteúdo (Bardin, 2008; Cohen et al., 2007) obtivemos respostas em relação a vínculos entre profissionais e jovens (Bowlby, 1988), sobre a problemática individualização de jovens, educados em grandes grupos, o funcionamento institucional com normas e o acompanhamento por adultos, enquadrando os relacionamentos de eleição e as mudanças educativas junto de jovens vulneráveis. |
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| Autores principais: | Lopes, Alice |
| Outros Autores: | Cruz, Judite Zamith |
| Assunto: | Vinculação Crianças/jovens Residências de acolhimento Técnicos/educadores Attachment Children/youth Foster care homes Technicians and educators |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Crianças e jovens são retirados de famílias por abuso sexual, maus tratos e negligência de pais ou familiares, além de morte dos progenitores. Por esses motivos, são referenciadas em situação de risco/perigo por instâncias como as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) e colocadas, nomeadamente, em Lares de Infância e Juventude (LIJs). Na região Norte de Portugal - Distrito de Braga, de acordo com tipologia de situações de perigo, fornecida pela CPCJ-Braga, foram registados 241 circunstâncias adversas para separação obrigatória de pais, somente em 2012. A investigação qualitativa, inicial e exploratória, com o Método de Estudo de Casos (Yin, 2005), com onze entrevistas semiestruturadas, por questões abertas-fechadas e uniformizadas, teve o objetivo global de conhecer as perceções de profissionais de três residências de acolhimento (LIJ), designadas instituição C (mista), instituição D (meninos), e instituição E (meninas). As questões foram colocadas sobre o atendimento psicossocial, para domínios como os procedimentos de atendimento inicial e prolongado, as intervenções e os significados atribuídos aos cuidados prestados: afetos partilhados, direitos de crianças e futuros destas. Através de Análise de Conteúdo (Bardin, 2008; Cohen et al., 2007) obtivemos respostas em relação a vínculos entre profissionais e jovens (Bowlby, 1988), sobre a problemática individualização de jovens, educados em grandes grupos, o funcionamento institucional com normas e o acompanhamento por adultos, enquadrando os relacionamentos de eleição e as mudanças educativas junto de jovens vulneráveis. |
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