Publicação
Satisfação profissional dos enfermeiros durante o período da pandemia SARS-CoV-2
| Resumo: | O presente estudo pretende avaliar o nível de satisfação profissional dos enfermeiros a exercer funções, em Portugal, durante o período da pandemia por Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus 2 (SARS-CoV-2). A satisfação profissional é um importante indicador na gestão, principalmente na gestão de unidades de saúde, pois profissionais de saúde com bons níveis de satisfação no trabalho contribuem para a melhoria dos cuidados de saúde prestados pelas organizações. Com o aparecimento da pandemia por SARS-CoV-2, as organizações de saúde foram obrigadas a reformular protocolos, equipas de trabalho, unidades e gestão de recursos humanos e materiais. Deste modo, estas mudanças foram sentidas pelos enfermeiros, profissionais que viram a sua vida profissional e pessoal mudar drasticamente, pela necessidade urgente que o vírus exigiu. Portanto, este estudo visa perceber qual foi a mudança a nível da satisfação profissional dos enfermeiros com o aparecimento da pandemia, bem como a influência de diversas variáveis, tal como o engajamento do profissional face ao seu trabalho. Este estudo enquadra-se numa investigação do tipo quantitativo, observacional, descritivo, transversal e correlacional. A investigação contou com a participação de 503 enfermeiros que exerceram funções em Portugal durante a pandemia por SARS-CoV-2. Os participantes responderam a um questionário, constituído por um conjunto de questões relativas a variáveis sociodemográficas, profissionais, laborais e extralaborais. Para além das referidas questões, o nível de satisfação profissional do participante foi avaliado através do Minnesota Satisfaction Questionnaire (MSQ) versão curta, e o nível de engajamento através da Utrecht Work Engagement Scale (UWES). Os resultados do estudo evidenciaram que os enfermeiros durante a pandemia se sentiram moderadamente satisfeitos, apresentando um nível médio de 61,7 pontos de um total de 100. Com este estudo percebemos que os enfermeiros gestores estão mais satisfeitos profissionalmente, bem como os enfermeiros que têm um horário fixo e os enfermeiros que não tiveram um aumento da carga horária durante a pandemia. Um agregado familiar superior a 4 contribui favoravelmente para a satisfação profissional dos enfermeiros. Enfermeiros com uma remuneração mensal inferior a 1199€ apresentam um nível de satisfação profissional baixo. Por último, constatamos que o engajamento no trabalho e a satisfação profissional estabelecem uma relação positiva. |
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| Autores principais: | Roque, Nádia Micaela Machado |
| Assunto: | COVID-19 Enfermeiros Pandemia SARS-CoV-2 Satisfação Profissional Job satisfaction Nurses SARS-CoV-2 pandemic |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O presente estudo pretende avaliar o nível de satisfação profissional dos enfermeiros a exercer funções, em Portugal, durante o período da pandemia por Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus 2 (SARS-CoV-2). A satisfação profissional é um importante indicador na gestão, principalmente na gestão de unidades de saúde, pois profissionais de saúde com bons níveis de satisfação no trabalho contribuem para a melhoria dos cuidados de saúde prestados pelas organizações. Com o aparecimento da pandemia por SARS-CoV-2, as organizações de saúde foram obrigadas a reformular protocolos, equipas de trabalho, unidades e gestão de recursos humanos e materiais. Deste modo, estas mudanças foram sentidas pelos enfermeiros, profissionais que viram a sua vida profissional e pessoal mudar drasticamente, pela necessidade urgente que o vírus exigiu. Portanto, este estudo visa perceber qual foi a mudança a nível da satisfação profissional dos enfermeiros com o aparecimento da pandemia, bem como a influência de diversas variáveis, tal como o engajamento do profissional face ao seu trabalho. Este estudo enquadra-se numa investigação do tipo quantitativo, observacional, descritivo, transversal e correlacional. A investigação contou com a participação de 503 enfermeiros que exerceram funções em Portugal durante a pandemia por SARS-CoV-2. Os participantes responderam a um questionário, constituído por um conjunto de questões relativas a variáveis sociodemográficas, profissionais, laborais e extralaborais. Para além das referidas questões, o nível de satisfação profissional do participante foi avaliado através do Minnesota Satisfaction Questionnaire (MSQ) versão curta, e o nível de engajamento através da Utrecht Work Engagement Scale (UWES). Os resultados do estudo evidenciaram que os enfermeiros durante a pandemia se sentiram moderadamente satisfeitos, apresentando um nível médio de 61,7 pontos de um total de 100. Com este estudo percebemos que os enfermeiros gestores estão mais satisfeitos profissionalmente, bem como os enfermeiros que têm um horário fixo e os enfermeiros que não tiveram um aumento da carga horária durante a pandemia. Um agregado familiar superior a 4 contribui favoravelmente para a satisfação profissional dos enfermeiros. Enfermeiros com uma remuneração mensal inferior a 1199€ apresentam um nível de satisfação profissional baixo. Por último, constatamos que o engajamento no trabalho e a satisfação profissional estabelecem uma relação positiva. |
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