Publicação
A assistência da Misericórdia de Braga aos pobres (século XVII)
| Resumo: | À semelhança de outras cidades portuguesas e europeias, Braga conheceu elevados níveis de pobreza no século XVII, tornando-se importante compreender como esta fazia parte integrante do quotidiano das pessoas e de que forma era minimizada. Igualmente é relevante também contextualizá la, ou seja, inseri-la num contexto mais vasto, como nos esforçamos por demonstrar não somente em termos nacionais, mas também locais, ou seja, na cidade. Temáticas como o sexo do esmolado, o tipo de ajuda prestada e mecanismos de esmola tornam se necessários para possuir uma visão mais alargada do fenómeno e compreender como esta cresceu na cidade. Importante pareceu-nos também conhecer os lugares de maior assistência, possivelmente de maior pobreza na cidade. Com particular atenção nos efeitos nefastos causados pelas políticas tributárias filipinas, para suportar as várias guerras em que o Império castelhano estava envolvido, mas também os reflexos sociais da Restauração, que nos arrastou para uma guerra de 28 anos, a guerra da Restauração, a nossa análise possibilita compreender as necessidades da população pobre de Braga e as esmolas da Santa Casa. Assim, conseguimos compreender como estes marcos fizeram aumentar gradualmente o fluxo de esmolas, o que diz muito sobre a pobreza e as pressões económicas que a sociedade bracarense sentia. As práticas da Santa Casa de Braga devem ser integradas na política de uma instituição vocacionada para a práticas das 14 obras de misericórdia, inserida num contexto de Contrarreforma, período em que estas erram muito valorizadas enquanto mecanismo de salvação, mas também de afirmação perante as outras igrejas. Deste modo, a Misericórdia de Braga procurou conciliar as suas obras de misericórdia corporais e espirituais com a restante ideologia cristã, usando algumas datas de particular relevância religiosa, como eram a Quaresma, nomeadamente a Semana Santa e as Endoenças, Natal, Fiéis Defuntos e dia de Santa Isabel. Eram momentos especiais de distribuição de esmolas aos pobres, prática muito valorizada pela igreja católica. |
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| Autores principais: | Leite, António Sérgio Teixeira |
| Assunto: | Misericórdia de Braga Assistência Pobres e esmolas Assistence Poors and alms |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | À semelhança de outras cidades portuguesas e europeias, Braga conheceu elevados níveis de pobreza no século XVII, tornando-se importante compreender como esta fazia parte integrante do quotidiano das pessoas e de que forma era minimizada. Igualmente é relevante também contextualizá la, ou seja, inseri-la num contexto mais vasto, como nos esforçamos por demonstrar não somente em termos nacionais, mas também locais, ou seja, na cidade. Temáticas como o sexo do esmolado, o tipo de ajuda prestada e mecanismos de esmola tornam se necessários para possuir uma visão mais alargada do fenómeno e compreender como esta cresceu na cidade. Importante pareceu-nos também conhecer os lugares de maior assistência, possivelmente de maior pobreza na cidade. Com particular atenção nos efeitos nefastos causados pelas políticas tributárias filipinas, para suportar as várias guerras em que o Império castelhano estava envolvido, mas também os reflexos sociais da Restauração, que nos arrastou para uma guerra de 28 anos, a guerra da Restauração, a nossa análise possibilita compreender as necessidades da população pobre de Braga e as esmolas da Santa Casa. Assim, conseguimos compreender como estes marcos fizeram aumentar gradualmente o fluxo de esmolas, o que diz muito sobre a pobreza e as pressões económicas que a sociedade bracarense sentia. As práticas da Santa Casa de Braga devem ser integradas na política de uma instituição vocacionada para a práticas das 14 obras de misericórdia, inserida num contexto de Contrarreforma, período em que estas erram muito valorizadas enquanto mecanismo de salvação, mas também de afirmação perante as outras igrejas. Deste modo, a Misericórdia de Braga procurou conciliar as suas obras de misericórdia corporais e espirituais com a restante ideologia cristã, usando algumas datas de particular relevância religiosa, como eram a Quaresma, nomeadamente a Semana Santa e as Endoenças, Natal, Fiéis Defuntos e dia de Santa Isabel. Eram momentos especiais de distribuição de esmolas aos pobres, prática muito valorizada pela igreja católica. |
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