Publicação
Promoção da autonomia em jovens em acolhimento
| Resumo: | De acordo com o Relatório Casa 2020, no ano de 2020 estavam em acolhimento 6706 crianças e jovens, na sua grande maioria (71%) maiores de 12 anos. No mesmo ano, saíram da situação de acolhimento 2359 crianças e jovens. 78% destes jovens regressaram ao seio familiar, com família nuclear, alargada, adotante ou à responsabilidade de pessoa idónea, 5% ingressaram em centros educativos, lares residenciais ou outras respostas residenciais e 15% realizaram a transição para a vida independente. Em 37% dos jovens acolhidos, o Projeto de Vida passa pela autonomização, principalmente na faixa etária entre os 18 e os 20 anos, com uma prevalência de 72% e na faixa dos 21 anos e mais anos, com 73%. A autonomização consiste numa fase de transição em que se procura que o jovem seja capaz de gerir a sua vida, em todas as suas dimensões, de uma forma autónoma, praticamente sem intervenção da Casa de Acolhimento. O foco da nossa investigação incidiu na necessidade de disseminar nas Casas de Acolhimento estratégias que permitam a promoção da autonomia nos jovens em acolhimento, nomeadamente incentivando a adoção de um modo de vida saudável e dotando os jovens de ferramentas no âmbito da gestão doméstica, procura ativa de emprego e da gestão orçamental, permitindo-lhes afirmar-se enquanto indivíduos, expressando as suas vontades, opiniões e interesses, tornando-os cidadãos de pleno direito, participativos e proativos. No nosso caso, esta intervenção centrou-se em dois públicos-alvo distintos: um grupo entre os 5 e os 17 anos de idade, acolhidos na chamada Unidade Azul, que integra as crianças mais jovens e os jovens acolhidos há menos tempo e os jovens em Apartamentos de Autonomização, composto por jovens entre os 17 e os 23 anos de idade, já em vias de abandonar o sistema, por imposição legal ou vontade própria, ambos na Casa dos Rapazes de Viana do Castelo. |
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| Autores principais: | Montes, Cristiana Abreu e Lima |
| Assunto: | Acolhimento residencial Autonomia Educação de adultos Intervenção comunitária Adult education Autonomy Community intervention Residential care |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | De acordo com o Relatório Casa 2020, no ano de 2020 estavam em acolhimento 6706 crianças e jovens, na sua grande maioria (71%) maiores de 12 anos. No mesmo ano, saíram da situação de acolhimento 2359 crianças e jovens. 78% destes jovens regressaram ao seio familiar, com família nuclear, alargada, adotante ou à responsabilidade de pessoa idónea, 5% ingressaram em centros educativos, lares residenciais ou outras respostas residenciais e 15% realizaram a transição para a vida independente. Em 37% dos jovens acolhidos, o Projeto de Vida passa pela autonomização, principalmente na faixa etária entre os 18 e os 20 anos, com uma prevalência de 72% e na faixa dos 21 anos e mais anos, com 73%. A autonomização consiste numa fase de transição em que se procura que o jovem seja capaz de gerir a sua vida, em todas as suas dimensões, de uma forma autónoma, praticamente sem intervenção da Casa de Acolhimento. O foco da nossa investigação incidiu na necessidade de disseminar nas Casas de Acolhimento estratégias que permitam a promoção da autonomia nos jovens em acolhimento, nomeadamente incentivando a adoção de um modo de vida saudável e dotando os jovens de ferramentas no âmbito da gestão doméstica, procura ativa de emprego e da gestão orçamental, permitindo-lhes afirmar-se enquanto indivíduos, expressando as suas vontades, opiniões e interesses, tornando-os cidadãos de pleno direito, participativos e proativos. No nosso caso, esta intervenção centrou-se em dois públicos-alvo distintos: um grupo entre os 5 e os 17 anos de idade, acolhidos na chamada Unidade Azul, que integra as crianças mais jovens e os jovens acolhidos há menos tempo e os jovens em Apartamentos de Autonomização, composto por jovens entre os 17 e os 23 anos de idade, já em vias de abandonar o sistema, por imposição legal ou vontade própria, ambos na Casa dos Rapazes de Viana do Castelo. |
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