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Abordagens ao estudo em alunos de alto rendimento

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A literatura tem referenciado que os alunos academicamente mais competentes organizam de uma forma mais proficiente o seu trabalho apresentando abordagens profundas na sua aprendizagem (Biggs, 1993, 1996; Kember & Gow, 1994; Ramsden, 1997). Situando-nos num marco teórico organizador do discurso da sobredotação que inclua a motivação e a criatividade, a par da inteligência centraremos esta investigação na compreensão das abordagens à aprendizagem dos alunos academicamente mais competentes. A amostra tomada é de 866 alunos do 5° ao 9° ano do Ensino Básico, divididos em cinco grupos tendo com referência o seu desempenho académico. Os resultados revelaram uma associação estatisticamente significativa entre a competência académica e as motivações e estratégias superficiais e profundas. Coerentemente este impacto também se verifica face às abordagens superficiais e profundas exibidas por estes alunos. Os alunos mais competentes academicamente optam no seu trabalho por motivações e estratégias mais profundas que são as mais adequadas à realização dos seus objectivos. Esta coerência metacognitiva pode também justificar que os alunos de alto-rendimento não optem por motivações e estratégias superficiais para enfrentar o seu aprender. Este trabalho, na linha recorrentemente evidenciada na literatura, reforça a evidência de que conhecer o por que é que os alunos estudam e como o fazem realmente é determinante para o seu sucesso escolar.
Autores principais:Rosário, Pedro
Outros Autores:Ferreira, Isabel; Guimarães, Carina
Assunto:Abordagem à aprendizagem Motivação e estratégias Concepções de aprendizagem Competência académica Alto-rendimento Approaches to learning Motivation of strategies Conceptions of learning High achievers
Ano:2001
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A literatura tem referenciado que os alunos academicamente mais competentes organizam de uma forma mais proficiente o seu trabalho apresentando abordagens profundas na sua aprendizagem (Biggs, 1993, 1996; Kember & Gow, 1994; Ramsden, 1997). Situando-nos num marco teórico organizador do discurso da sobredotação que inclua a motivação e a criatividade, a par da inteligência centraremos esta investigação na compreensão das abordagens à aprendizagem dos alunos academicamente mais competentes. A amostra tomada é de 866 alunos do 5° ao 9° ano do Ensino Básico, divididos em cinco grupos tendo com referência o seu desempenho académico. Os resultados revelaram uma associação estatisticamente significativa entre a competência académica e as motivações e estratégias superficiais e profundas. Coerentemente este impacto também se verifica face às abordagens superficiais e profundas exibidas por estes alunos. Os alunos mais competentes academicamente optam no seu trabalho por motivações e estratégias mais profundas que são as mais adequadas à realização dos seus objectivos. Esta coerência metacognitiva pode também justificar que os alunos de alto-rendimento não optem por motivações e estratégias superficiais para enfrentar o seu aprender. Este trabalho, na linha recorrentemente evidenciada na literatura, reforça a evidência de que conhecer o por que é que os alunos estudam e como o fazem realmente é determinante para o seu sucesso escolar.