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Três em linha: um espaço intermodal para o metro, os comboios regionais e a alta velocidade no Algarve

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Resumo:O presente trabalho reflete sobre o sistema de mobilidade coletiva do Algarve, caracterizando o atual serviço ferroviário, a introdução da linha de alta velocidade e de uma linha de ferrovia ligeira destinada a acolher o metro de superfície. Num primeiro momento procede-se à caracterização da ferrovia nacional e mais especificamente da linha do Algarve, nomeadamente as transformações de que tem sido alvo ao longo dos anos e da forma como foi interangindo com os tecidos urbanos atravessados. Num segundo momento, procede-se à caracterização do sistema de mobilidade regional e intermunicipal e propõe-se a introdução de uma linha ferroviária ligeira. Num terceiro momento, procede-se ao desenvolvimento de um equipamento intermodal, que possa acolher e articular as três linhas, articulando-as com o sistema rodoviário. Propõe-se um edifício valorizador da mobilidade coletiva, implantado num ponto estratégico do território e complementado por novas valências funcionais. Projetado num espaço abandonado, um equipamento intermodal capaz de acolher as soluções atuais e futuras de mobilidade suave que se articula com espaços comerciais e desportivos que lhes são próximos. A partir da arquitetura, a presente investigação cruza questões territoriais e urbanas com as questões da mobilidade e dos seus espaços. A investigação desenvolvida procura testar e aprofundar a possibilidade de uma opção ferroviária ligeira, alternativa ao autocarro, designada metro de superfície. Uma opção que se propõe articulada com o atual serviço regional e com a futura linha de alta velocidade. Uma opção que se possa expandir no eixo este-oeste como para norte, em direção a Loulé. O trabalho apresenta um conjunto de experiências relativas à inserção territorial e urbana traçado deste novo sistema, e desenvolve, no antigo matadouro regional, entre a Via do Infante (A22) e o ponto mais a norte da linha do Algarve, antes de Almancil e Loulé, um interface de transportes públicos. A nova estação intermodal apresenta-se como espaço de articulação do território algarvio com o norte do país. Trata-se de um dispositivo arquitetónico relevante e revelador do território através do qual se acede ao sistema ferroviário regional e urbano e às principais cidades algarvias. O novo equipamento implanta-se num espaço abandonado, uma ruína e interstício entre o sistema rodoviário e o ferroviário. Simultaneamente, trata-se de um espaço próximo a grandes superfícies comerciais e de eventos desportivos, nomeadamente o Mar Shopping Algarve e o Estádio do Algarve, localizado no Parque das Cidades.
Autores principais:Mendes, Vasco Filipe da Cruz
Assunto:Mobilidade Transportes coletivos Território Ferrovia Equipamento Intermodal Mobility Colective Transportation Territory Railway Intermodal Equipment Humanidades::Artes
Ano:2026
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O presente trabalho reflete sobre o sistema de mobilidade coletiva do Algarve, caracterizando o atual serviço ferroviário, a introdução da linha de alta velocidade e de uma linha de ferrovia ligeira destinada a acolher o metro de superfície. Num primeiro momento procede-se à caracterização da ferrovia nacional e mais especificamente da linha do Algarve, nomeadamente as transformações de que tem sido alvo ao longo dos anos e da forma como foi interangindo com os tecidos urbanos atravessados. Num segundo momento, procede-se à caracterização do sistema de mobilidade regional e intermunicipal e propõe-se a introdução de uma linha ferroviária ligeira. Num terceiro momento, procede-se ao desenvolvimento de um equipamento intermodal, que possa acolher e articular as três linhas, articulando-as com o sistema rodoviário. Propõe-se um edifício valorizador da mobilidade coletiva, implantado num ponto estratégico do território e complementado por novas valências funcionais. Projetado num espaço abandonado, um equipamento intermodal capaz de acolher as soluções atuais e futuras de mobilidade suave que se articula com espaços comerciais e desportivos que lhes são próximos. A partir da arquitetura, a presente investigação cruza questões territoriais e urbanas com as questões da mobilidade e dos seus espaços. A investigação desenvolvida procura testar e aprofundar a possibilidade de uma opção ferroviária ligeira, alternativa ao autocarro, designada metro de superfície. Uma opção que se propõe articulada com o atual serviço regional e com a futura linha de alta velocidade. Uma opção que se possa expandir no eixo este-oeste como para norte, em direção a Loulé. O trabalho apresenta um conjunto de experiências relativas à inserção territorial e urbana traçado deste novo sistema, e desenvolve, no antigo matadouro regional, entre a Via do Infante (A22) e o ponto mais a norte da linha do Algarve, antes de Almancil e Loulé, um interface de transportes públicos. A nova estação intermodal apresenta-se como espaço de articulação do território algarvio com o norte do país. Trata-se de um dispositivo arquitetónico relevante e revelador do território através do qual se acede ao sistema ferroviário regional e urbano e às principais cidades algarvias. O novo equipamento implanta-se num espaço abandonado, uma ruína e interstício entre o sistema rodoviário e o ferroviário. Simultaneamente, trata-se de um espaço próximo a grandes superfícies comerciais e de eventos desportivos, nomeadamente o Mar Shopping Algarve e o Estádio do Algarve, localizado no Parque das Cidades.