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Empatia no desenvolvimento típico: relação entre autorrelatos e comportamentos empáticos

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Resumo:A empatia é um atributo de expressa importância nas interações sociais, pois permite-nos estar em sintonia com os estados emocionais e as necessidades do outro. O construto compreende uma dimensão cognitiva (compreensão e identificação dos pensamentos e sentimentos de outra pessoa) e uma dimensão afetiva (responder de forma vicária ao estado emocional do outro). A maioria dos estudos na área da empatia tem concentrado a sua avaliação apenas numa única tarefa - questionários de autorrelato. No presente trabalho de investigação pretendeu-se avaliar a relação entre uma medida de autorrelato e o desempenho numa bateria de avaliação comportamental, destinada a capturar as habilidades empáticas em diferentes níveis de complexidade. A amostra foi composta por 53 sujeitos (69.8% do sexo feminino), com idades entre os 18 e os 53 anos (M = 22.13; DP = 6.57). Os participantes preencheram as seguintes avaliações: o Índice de Reatividade Interpessoal – destinado a avaliar a empatia nas suas componentes cognitiva e afetiva (Tomada de Perspetiva; Preocupação Empática; Desconforto Pessoal; Fantasia); uma tarefa computadorizada de identificação emocional a partir expressões faciais; um paradigma de avaliação do impacto subjetivo de vídeos com interações sociais; e um paradigma de deteção de subtilezas sociais em pequenas histórias narradas (Faux Pas). A subescala Tomada de Perspetiva correlacionou-se significativamente com o reconhecimento emocional em faces (rs = .43, p = .002), enquanto as subescalas restantes se mostraram significativamente associadas ao impacto subjetivo dos vídeos (Preocupação Empática, r = .34, p = .014, Desconforto Pessoal, r = .40, p = .003, e Fantasia, r = .59, p < .001). A identificação de Faux Pas mostrou-se associada à subescala Fantasia, r s = .28, p = .048. Os resultados sugerem que as tarefas de autorrelato, juntamente com avaliações comportamentais, podem fornecer uma avaliação mais precisa das diferenças individuais nas habilidades empáticas.
Autores principais:Lopes, Domingos Tiago Dias
Assunto:Empatia Autorrelato Avaliações comportamentais Habilidades empáticas Empathy Self-report Behavioral assessments Empathic abilities
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A empatia é um atributo de expressa importância nas interações sociais, pois permite-nos estar em sintonia com os estados emocionais e as necessidades do outro. O construto compreende uma dimensão cognitiva (compreensão e identificação dos pensamentos e sentimentos de outra pessoa) e uma dimensão afetiva (responder de forma vicária ao estado emocional do outro). A maioria dos estudos na área da empatia tem concentrado a sua avaliação apenas numa única tarefa - questionários de autorrelato. No presente trabalho de investigação pretendeu-se avaliar a relação entre uma medida de autorrelato e o desempenho numa bateria de avaliação comportamental, destinada a capturar as habilidades empáticas em diferentes níveis de complexidade. A amostra foi composta por 53 sujeitos (69.8% do sexo feminino), com idades entre os 18 e os 53 anos (M = 22.13; DP = 6.57). Os participantes preencheram as seguintes avaliações: o Índice de Reatividade Interpessoal – destinado a avaliar a empatia nas suas componentes cognitiva e afetiva (Tomada de Perspetiva; Preocupação Empática; Desconforto Pessoal; Fantasia); uma tarefa computadorizada de identificação emocional a partir expressões faciais; um paradigma de avaliação do impacto subjetivo de vídeos com interações sociais; e um paradigma de deteção de subtilezas sociais em pequenas histórias narradas (Faux Pas). A subescala Tomada de Perspetiva correlacionou-se significativamente com o reconhecimento emocional em faces (rs = .43, p = .002), enquanto as subescalas restantes se mostraram significativamente associadas ao impacto subjetivo dos vídeos (Preocupação Empática, r = .34, p = .014, Desconforto Pessoal, r = .40, p = .003, e Fantasia, r = .59, p < .001). A identificação de Faux Pas mostrou-se associada à subescala Fantasia, r s = .28, p = .048. Os resultados sugerem que as tarefas de autorrelato, juntamente com avaliações comportamentais, podem fornecer uma avaliação mais precisa das diferenças individuais nas habilidades empáticas.