Publicação
Cidadania polifónica e a (in)justiça para as mulheres
| Resumo: | Focando a prática judiciária de investigação de paternidade de crianças em Portugal, este texto aponta alguns dos processos pelos quais os tribunais, actualmente coadjuvados pela biologia forense, têm criado e reproduzido distinções de género que se traduzem numa manifesta desigualdade da parte das mulheres no acesso à justiça. O argumento principal aqui desenvolvido é que no contexto dos tribunais a cidadania das mulheres assume distintas polifonias, ancoradas em diferentes posições de classe, situações laborais e económicas e comportamentos sexuais e procriativos. Concluiu-se que esta prática judicial reflecte o carácter discriminatório das políticas sexuais do Estado, projectando uma política de reprodução dirigida às mulheres, que acentua as interrelações entre cidadania e género. |
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| Autores principais: | Machado, Helena |
| Assunto: | Justiça Género Cidadania |
| Ano: | 2004 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Focando a prática judiciária de investigação de paternidade de crianças em Portugal, este texto aponta alguns dos processos pelos quais os tribunais, actualmente coadjuvados pela biologia forense, têm criado e reproduzido distinções de género que se traduzem numa manifesta desigualdade da parte das mulheres no acesso à justiça. O argumento principal aqui desenvolvido é que no contexto dos tribunais a cidadania das mulheres assume distintas polifonias, ancoradas em diferentes posições de classe, situações laborais e económicas e comportamentos sexuais e procriativos. Concluiu-se que esta prática judicial reflecte o carácter discriminatório das políticas sexuais do Estado, projectando uma política de reprodução dirigida às mulheres, que acentua as interrelações entre cidadania e género. |
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