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Formação em comunicação aumentativa e alternativa dos profissionais de intervenção precoce: um estudo qualitativo na região norte de Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A capacidade de comunicar permite criar oportunidades de interação, influenciar o comportamento de outros e através disso exercer controlo sobre o meio ambiente da pessoa. Este facto, requere da parte dos profissionais de Intervenção Precoce (IP) um conjunto de competências para intervir junto de crianças com perturbações da comunicação. Este estudo tem por finalidade conhecer as perspetivas dos profissionais de Intervenção Precoce (IP) sobre a sua formação no âmbito da Comunicação Aumentativa e/ou Alternativa (CAA). Neste estudo foi utilizada a metodologia qualitativa através da entrevista semiestruturada para a recolha dos dados. Nesta investigação participaram seis profissionais da educação e da saúde que exercem funções em contextos públicos e particulares com crianças entre os 0-6 anos. Analisadas as perspetivas dos profissionais, as conclusões obtidas neste estudo são as seguintes: a) os participantes são unânimes em considerar a formação em CAA como fundamental para uma adequada intervenção junto de crianças utilizadoras de Sistemas Aumentativos e/ou Alternativos de Comunicação (SAAC); b) consideram a formação que possuem insuficiente para intervir adequadamente junto de crianças com perturbações da comunicação graves; c) consideram que todos os profissionais que intervêm com as crianças devem participar na implementação dos SAAC; d) os participantes atribuem um papel fundamental ao trabalho em equipa, que inclui a família; e) consideram que a falta de tempo para formação e o trabalho em equipa impede que a sua intervenção seja adequada; f) a implementação de CAA com crianças com perturbações da comunicação graves proporciona um conjunto de benefícios para aquelas e suas famílias. Em suma, este estudo contribui para uma análise da formação dos profissionais de IP ao nível da CAA e das dificuldades que estes mencionam na intervenção com crianças com Necessidade Educativas Especiais (NEE) que apresentam perturbações da comunicação graves.
Autores principais:Fernandes, Hugo André da Silva Martins
Assunto:Comunicação aumentativa e/ou alternativa Intervenção precoce Formação Estudo qualitativo Augmentative and alternative communication Early intervention Training Qualitative study
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A capacidade de comunicar permite criar oportunidades de interação, influenciar o comportamento de outros e através disso exercer controlo sobre o meio ambiente da pessoa. Este facto, requere da parte dos profissionais de Intervenção Precoce (IP) um conjunto de competências para intervir junto de crianças com perturbações da comunicação. Este estudo tem por finalidade conhecer as perspetivas dos profissionais de Intervenção Precoce (IP) sobre a sua formação no âmbito da Comunicação Aumentativa e/ou Alternativa (CAA). Neste estudo foi utilizada a metodologia qualitativa através da entrevista semiestruturada para a recolha dos dados. Nesta investigação participaram seis profissionais da educação e da saúde que exercem funções em contextos públicos e particulares com crianças entre os 0-6 anos. Analisadas as perspetivas dos profissionais, as conclusões obtidas neste estudo são as seguintes: a) os participantes são unânimes em considerar a formação em CAA como fundamental para uma adequada intervenção junto de crianças utilizadoras de Sistemas Aumentativos e/ou Alternativos de Comunicação (SAAC); b) consideram a formação que possuem insuficiente para intervir adequadamente junto de crianças com perturbações da comunicação graves; c) consideram que todos os profissionais que intervêm com as crianças devem participar na implementação dos SAAC; d) os participantes atribuem um papel fundamental ao trabalho em equipa, que inclui a família; e) consideram que a falta de tempo para formação e o trabalho em equipa impede que a sua intervenção seja adequada; f) a implementação de CAA com crianças com perturbações da comunicação graves proporciona um conjunto de benefícios para aquelas e suas famílias. Em suma, este estudo contribui para uma análise da formação dos profissionais de IP ao nível da CAA e das dificuldades que estes mencionam na intervenção com crianças com Necessidade Educativas Especiais (NEE) que apresentam perturbações da comunicação graves.