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A "máquina do empreendedorismo": Teatro do oprimido e educação crítica em tempo de crise

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O empreendedorismo tem vindo a instalar-se como discurso dominante, através da produção e difusão de uma série de narrativas que se interligam - “o emprego é coisa do passado”, “não podemos estar amarrados ao Estado”, “o que conta é a atitude”, “o desemprego é uma oportunidade” - e da sua transposição para as políticas públicas, para as escolas, para as organizações não-governamentais, para as universidades. Este artigo, inserido numa investigação ativista e enquadrada numa perspetiva de sociologia pública e educação crítica, procura, através de uma iniciativa com o Teatro do Oprimido, contribuir para desconstruir a “máquina do empreendedorismo”, em particular em contexto de crise: as suas estratégias e objetivos, mas também as suas contradições. Argumenta-se que esta ideologia do empreendedorismo tem contribuído para uma reconfiguração das formas de exploração, dominação e controlo, na sociedade e, em particular, nos mundos do trabalho e da escola.
Autores principais:Barbosa, Inês
Outros Autores:Ferreira, Fernando Ilídio
Assunto:educação, ideologia do empreendedorismo Teatro do Oprimido sociologia pública educação crítica investigação ativista
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O empreendedorismo tem vindo a instalar-se como discurso dominante, através da produção e difusão de uma série de narrativas que se interligam - “o emprego é coisa do passado”, “não podemos estar amarrados ao Estado”, “o que conta é a atitude”, “o desemprego é uma oportunidade” - e da sua transposição para as políticas públicas, para as escolas, para as organizações não-governamentais, para as universidades. Este artigo, inserido numa investigação ativista e enquadrada numa perspetiva de sociologia pública e educação crítica, procura, através de uma iniciativa com o Teatro do Oprimido, contribuir para desconstruir a “máquina do empreendedorismo”, em particular em contexto de crise: as suas estratégias e objetivos, mas também as suas contradições. Argumenta-se que esta ideologia do empreendedorismo tem contribuído para uma reconfiguração das formas de exploração, dominação e controlo, na sociedade e, em particular, nos mundos do trabalho e da escola.

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