Publicação
Percepções do ensino pelos alunos : proposta de instrumento de avaliação para o ensino superior
| Resumo: | A necessidade de maior responsabilidade pela melhoria da qualidade do ensino tem sido um tópico conciliador de interesse crescente no contexto do ensino superior. Em muitos casos, a avaliação da docência tomando as percepções dos alunos tem sido uma fonte importante da qualidade do ensino. Além disso, constitui uma medida directa de satisfação dos alunos, fornecendo informação útil ao docente sobre as suas práticas e feedback à instituição para uma gestão mais adequada dos seus recursos. Este trabalho procurou validar o questionário Percepções do Ensino pelos Alunos (PEA) inspirado no questionário Student´s Evaluation of Educational Quality (SEEQ; Marsh, 1987, 1991, 2001), com base numa amostra de 41 962 questionários recolhidos no 2ºsemestre de 2003-04 na Universidade do Minho. No estudo de validação, optou-se por trabalhar aspectos psicométricos dos itens do questionário de de modo a aferir a sua adequabilidade no contexto Ensino Superior em Portugal. No que concerne à análise de consistência interna do PEA, os resultados mostraram níveis elevados de consistência de .97. A par destes resultados, uma análise dos coeficientes de correlação, conjugada com uma análise de conteúdo dos itens, sugere a redução do número de itens por dimensão do PEA. A estrutura factorial não replica os 9 factores/dimensões de Marsh (2001), embora, os resultados se organizem de forma consistente em 5 factores/dimensões: valor das aprendizagens; valor sócio-relacional do processo ensino/aprendizagem; valor do ensino e de outros aspectos do currículo; valor da avaliação e confronto pessoal do aluno com as características (exigências) da disciplina. Os resultados na análise de variância (MANOVA) confirmaram a existência de efeitos principais do ano e da tipologia de aula em 2 dimensões, cuja diferença é favorável aos alunos dos anos curriculares mais avançados e quando as percepções dos alunos se reportam ao desempenho docente no contexto das aulas práticas. Os efeitos de interacção do ano da disciplina e tipologia de aula foram encontrados em 6 dimensões do PEA. Mais uma vez, as percepções mais positivas verificam-se junto dos anos intermédios e finais dos cursos e no contexto das aulas práticas. Por sua vez, a análise de variância (ANOVA) tomando 4 áreas de curso aponta para percepções mais positivas junto dos alunos frequentando cursos da área das Ciências da Educação, na generalidade das dimensões do PEA. Os resultados obtidos com a validação do questionário Percepções do Ensino pelos Alunos abrem caminhos para a sua utilização na investigação e intervenção a propósito da avaliação da qualidade do Ensino Superior. |
|---|---|
| Autores principais: | Morais, Natércia |
| Ano: | 2005 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A necessidade de maior responsabilidade pela melhoria da qualidade do ensino tem sido um tópico conciliador de interesse crescente no contexto do ensino superior. Em muitos casos, a avaliação da docência tomando as percepções dos alunos tem sido uma fonte importante da qualidade do ensino. Além disso, constitui uma medida directa de satisfação dos alunos, fornecendo informação útil ao docente sobre as suas práticas e feedback à instituição para uma gestão mais adequada dos seus recursos. Este trabalho procurou validar o questionário Percepções do Ensino pelos Alunos (PEA) inspirado no questionário Student´s Evaluation of Educational Quality (SEEQ; Marsh, 1987, 1991, 2001), com base numa amostra de 41 962 questionários recolhidos no 2ºsemestre de 2003-04 na Universidade do Minho. No estudo de validação, optou-se por trabalhar aspectos psicométricos dos itens do questionário de de modo a aferir a sua adequabilidade no contexto Ensino Superior em Portugal. No que concerne à análise de consistência interna do PEA, os resultados mostraram níveis elevados de consistência de .97. A par destes resultados, uma análise dos coeficientes de correlação, conjugada com uma análise de conteúdo dos itens, sugere a redução do número de itens por dimensão do PEA. A estrutura factorial não replica os 9 factores/dimensões de Marsh (2001), embora, os resultados se organizem de forma consistente em 5 factores/dimensões: valor das aprendizagens; valor sócio-relacional do processo ensino/aprendizagem; valor do ensino e de outros aspectos do currículo; valor da avaliação e confronto pessoal do aluno com as características (exigências) da disciplina. Os resultados na análise de variância (MANOVA) confirmaram a existência de efeitos principais do ano e da tipologia de aula em 2 dimensões, cuja diferença é favorável aos alunos dos anos curriculares mais avançados e quando as percepções dos alunos se reportam ao desempenho docente no contexto das aulas práticas. Os efeitos de interacção do ano da disciplina e tipologia de aula foram encontrados em 6 dimensões do PEA. Mais uma vez, as percepções mais positivas verificam-se junto dos anos intermédios e finais dos cursos e no contexto das aulas práticas. Por sua vez, a análise de variância (ANOVA) tomando 4 áreas de curso aponta para percepções mais positivas junto dos alunos frequentando cursos da área das Ciências da Educação, na generalidade das dimensões do PEA. Os resultados obtidos com a validação do questionário Percepções do Ensino pelos Alunos abrem caminhos para a sua utilização na investigação e intervenção a propósito da avaliação da qualidade do Ensino Superior. |
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