Publicação
Estigmatização percebida em ex-reclusos: o impacto da experiência prisional
| Resumo: | A prisão tem como finalidades levar os indivíduos a refletir sobre os seus comportamentos desviantes e a adquirir competências necessárias para a sua reintegração na sociedade. No entanto, a reclusão tem consequências negativas para os ex-reclusos em várias dimensões da sua vida (e.g., trabalho e família) devido à estigmatização de que são alvos. Desta forma, esta investigação tem como objetivos estudar o impacto de variáveis (nomeadamente duração da pena de prisão, primários e reincidentes e tipo de crime cometido) e de estigmas múltiplos (situação profissional e consumo de substâncias ilegais e legais) na perceção de estigmatização. Foram recrutados 104 ex-reclusos das Equipas de Reinserção Social da Região Norte, dos quais 97 são do sexo masculino e 7 são do sexo feminino. Os ex-reclusos têm entre 23 e 75 anos e estão há, pelo menos, dois meses em liberdade condicional. Para a recolha dos dados utilizou-se o “Questionário de estigmatização e discriminação sobre exreclusos”. Os resultados, analisados com recurso ao SPSS, mostram que a experiência de prisão assume um papel importante na estigmatização percebida, visto ser a responsável pela atribuição de rótulos, e que a presença de duas condições estigmatizadas aumenta os níveis de estigmatização percebida em alguns contextos analisados. |
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| Autores principais: | Figueiras, Eduarda da Silva |
| Assunto: | Estigma Estigmatização percebida Ex-reclusos Reintegração Stigma Perceived stigmatization Ex-prisoners Reintegration |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A prisão tem como finalidades levar os indivíduos a refletir sobre os seus comportamentos desviantes e a adquirir competências necessárias para a sua reintegração na sociedade. No entanto, a reclusão tem consequências negativas para os ex-reclusos em várias dimensões da sua vida (e.g., trabalho e família) devido à estigmatização de que são alvos. Desta forma, esta investigação tem como objetivos estudar o impacto de variáveis (nomeadamente duração da pena de prisão, primários e reincidentes e tipo de crime cometido) e de estigmas múltiplos (situação profissional e consumo de substâncias ilegais e legais) na perceção de estigmatização. Foram recrutados 104 ex-reclusos das Equipas de Reinserção Social da Região Norte, dos quais 97 são do sexo masculino e 7 são do sexo feminino. Os ex-reclusos têm entre 23 e 75 anos e estão há, pelo menos, dois meses em liberdade condicional. Para a recolha dos dados utilizou-se o “Questionário de estigmatização e discriminação sobre exreclusos”. Os resultados, analisados com recurso ao SPSS, mostram que a experiência de prisão assume um papel importante na estigmatização percebida, visto ser a responsável pela atribuição de rótulos, e que a presença de duas condições estigmatizadas aumenta os níveis de estigmatização percebida em alguns contextos analisados. |
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