Publicação

Quem cuida de quem cuida? Estudo sobre o regime jurídico dos cuidadores informais e pessoas dependentes em Portugal

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta dissertação pretende identificar e analisar de forma crítica o cenário português dos cuidadores informais e respetivas pessoas dependentes, bem como escrutinar as normas que regem o cuidado informal, previstas no Estatuto do Cuidador Informal, aprovado pela Lei n.º 100/2019, de 6 de setembro. O primeiro capítulo incide, num primeiro momento, sobre a realidade dos cuidados não remunerados no contexto global, a partir de uma breve análise histórica e sociológica, e, num segundo momento, o estudo dedica-se especificamente ao caso dos cuidadores informais em Portugal. No segundo capítulo são analisadas as tendências demográficas atuais, bem como a forma como se relacionam com a necessidade de i) regulamentar os cuidados não remunerados, e de ii) investir nos cuidados de longa duração, sendo ainda abordado o impacto do cuidado na saúde mental dos cuidadores informais. O terceiro capítulo incide sobre o amplo debate relativo ao domínio do cuidado versus deficiência, e, nesta senda, são exploradas as questões que o novo paradigma de direitos e terminologias despoletou, tanto em termos jurídicos como práticos. O último capítulo está reservado à análise do Estatuto do Cuidador Informal em Portugal, sendo avaliada a adequação da legislação nacional vigente. Importa avaliar se o Estatuto promove a dignidade humana dos agentes envolvidos, e se a tipificação do cuidador informal principal e não principal atualmente prevista é, ou não, suficientemente abrangente, tendo em conta a população que compõe o grupo dos cuidadores informais. São ainda equacionadas as possíveis políticas a implementar, a partir de propostas aventadas na literatura consultada, por forma a que os cuidados não remunerados nem profissionalizados adquiram o reconhecimento e apoio necessários, à luz da proteção dos direitos humanos das pessoas que compõem as díades do cuidado informal (o cuidador informal e a pessoa dependente).
Autores principais:Costa, Maria Inês Andrade e
Assunto:Cuidador informal Dignidade da pessoa humana Envelhecimento Pessoa dependente Informal caregiver Human dignity Ageing Dependent person
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Esta dissertação pretende identificar e analisar de forma crítica o cenário português dos cuidadores informais e respetivas pessoas dependentes, bem como escrutinar as normas que regem o cuidado informal, previstas no Estatuto do Cuidador Informal, aprovado pela Lei n.º 100/2019, de 6 de setembro. O primeiro capítulo incide, num primeiro momento, sobre a realidade dos cuidados não remunerados no contexto global, a partir de uma breve análise histórica e sociológica, e, num segundo momento, o estudo dedica-se especificamente ao caso dos cuidadores informais em Portugal. No segundo capítulo são analisadas as tendências demográficas atuais, bem como a forma como se relacionam com a necessidade de i) regulamentar os cuidados não remunerados, e de ii) investir nos cuidados de longa duração, sendo ainda abordado o impacto do cuidado na saúde mental dos cuidadores informais. O terceiro capítulo incide sobre o amplo debate relativo ao domínio do cuidado versus deficiência, e, nesta senda, são exploradas as questões que o novo paradigma de direitos e terminologias despoletou, tanto em termos jurídicos como práticos. O último capítulo está reservado à análise do Estatuto do Cuidador Informal em Portugal, sendo avaliada a adequação da legislação nacional vigente. Importa avaliar se o Estatuto promove a dignidade humana dos agentes envolvidos, e se a tipificação do cuidador informal principal e não principal atualmente prevista é, ou não, suficientemente abrangente, tendo em conta a população que compõe o grupo dos cuidadores informais. São ainda equacionadas as possíveis políticas a implementar, a partir de propostas aventadas na literatura consultada, por forma a que os cuidados não remunerados nem profissionalizados adquiram o reconhecimento e apoio necessários, à luz da proteção dos direitos humanos das pessoas que compõem as díades do cuidado informal (o cuidador informal e a pessoa dependente).