Publicação
Development of sustainable technologies for the preparation of nanoemulsions based on carotenoids with interest in the food and cosmetic areas
| Resumo: | O tomate é um produto muito rico em licopeno, um pigmento que tem vindo a chamar cada vez mais a atenção dos consumidores, devido ao seu papel na prevenção de várias doenças. Para aumentar a sua aplicabilidade nas indústrias alimentar e cosmética é necessário encontrar tecnologias sustentáveis que visem não só aumentar a eficiência dos processos de extração, como também melhorar a estabilidade e biodisponibilidade deste pigmento. Os principais objetivos desta tese foram desenvolver métodos mais sustentáveis para isolar o licopeno de fontes vegetais acessíveis e sustentáveis, caracterizar os extratos obtidos, proceder à sua incorporação em nanoemulsões e avaliar a sua estabilidade e atividade antioxidante. As extrações foram realizadas com solventes orgânicos e óleo de girassol, usando extração tradicional e assistida por ultrassom (EAU). Na extração com óleo de girassol e EAU durante 10 min, obteve-se maior quantidade de licopeno quando se usou 0,05 – 0,15 % (m/m) de polpa de tomate liofilizada. Para concentrações de 0,2 – 0,25 % (m/m) de polpa de tomate liofilizada, verificou-se que é suficiente usar apenas 5 min de EAU. No caso da extração por solventes orgânicos, concluiu-se que o melhor método para extração do licopeno envolve o uso de 0,05 % (m/m) de polpa de tomate liofilizada numa mistura de hexano, etanol e acetona (com as proporções de 2:1:1) com EAU por 5 min. Verificou-se também que o uso de acetona na presença de agentes desidratantes facilita a extração do licopeno quando se parte de polpa não-liofilizada. Foi ainda otimizada a cristalização do licopeno a partir de polpa liofilizada. Estes cristais e os extratos obtidos com óleo de girassol e 5 min de EAU foram caracterizados como trans-licopeno. O licopeno obtido com óleo de girassol e acetona foi emulsificado e caracterizado. Ambas as nanoemulsões conseguiram manter boas características por 14 dias e foram mais estáveis quando armazenadas em refrigeração e protegidas da luz. Os testes antioxidantes DPPH e ABTS mostraram que as nanoemulsões carregadas com licopeno extraído com óleo de girassol obtiveram valores superiores às nanoemulsões carregadas com licopeno extraído com solventes orgânicos. Este trabalho permitiu explorar metodologias para a extração e emulsificação de licopeno, com um elevado potencial para ser usado no desenvolvimento de novos produtos na indústria alimentar e cosmética. |
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| Autores principais: | Silva, Andreia Trilho |
| Assunto: | Atividade antioxidante Extração Licopeno Nanoemulsões Ultrassons Antioxidant activity Extraction Lycopene Nanoemulsions Ultrasounds |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O tomate é um produto muito rico em licopeno, um pigmento que tem vindo a chamar cada vez mais a atenção dos consumidores, devido ao seu papel na prevenção de várias doenças. Para aumentar a sua aplicabilidade nas indústrias alimentar e cosmética é necessário encontrar tecnologias sustentáveis que visem não só aumentar a eficiência dos processos de extração, como também melhorar a estabilidade e biodisponibilidade deste pigmento. Os principais objetivos desta tese foram desenvolver métodos mais sustentáveis para isolar o licopeno de fontes vegetais acessíveis e sustentáveis, caracterizar os extratos obtidos, proceder à sua incorporação em nanoemulsões e avaliar a sua estabilidade e atividade antioxidante. As extrações foram realizadas com solventes orgânicos e óleo de girassol, usando extração tradicional e assistida por ultrassom (EAU). Na extração com óleo de girassol e EAU durante 10 min, obteve-se maior quantidade de licopeno quando se usou 0,05 – 0,15 % (m/m) de polpa de tomate liofilizada. Para concentrações de 0,2 – 0,25 % (m/m) de polpa de tomate liofilizada, verificou-se que é suficiente usar apenas 5 min de EAU. No caso da extração por solventes orgânicos, concluiu-se que o melhor método para extração do licopeno envolve o uso de 0,05 % (m/m) de polpa de tomate liofilizada numa mistura de hexano, etanol e acetona (com as proporções de 2:1:1) com EAU por 5 min. Verificou-se também que o uso de acetona na presença de agentes desidratantes facilita a extração do licopeno quando se parte de polpa não-liofilizada. Foi ainda otimizada a cristalização do licopeno a partir de polpa liofilizada. Estes cristais e os extratos obtidos com óleo de girassol e 5 min de EAU foram caracterizados como trans-licopeno. O licopeno obtido com óleo de girassol e acetona foi emulsificado e caracterizado. Ambas as nanoemulsões conseguiram manter boas características por 14 dias e foram mais estáveis quando armazenadas em refrigeração e protegidas da luz. Os testes antioxidantes DPPH e ABTS mostraram que as nanoemulsões carregadas com licopeno extraído com óleo de girassol obtiveram valores superiores às nanoemulsões carregadas com licopeno extraído com solventes orgânicos. Este trabalho permitiu explorar metodologias para a extração e emulsificação de licopeno, com um elevado potencial para ser usado no desenvolvimento de novos produtos na indústria alimentar e cosmética. |
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