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Avaliação da migração a partir de biberões infantis alternativos ao policarbonato

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O contacto entre o alimento e a embalagem em que é transportado e acondicionado pode levar a que muitas substâncias, como aditivos alimentares, resíduos de pesticidas, contaminantes ambientais e micronutrientes, possam ser adicionados involuntariamente à nossa alimentação. A exposição a esses migrantes tem sido monitorizada e tornou-se parte integrante do processo de garantia da segurança dos alimentos. O policarbonato (PC) é um material polimérico muito utilizado em embalagens devido à combinação das suas propriedades mecânicas, versatilidade, alta transparência, resistência ao impacto e a altas temperaturas e o seu baixo peso molecular. No entanto, tem vindo a ser substituído em alguns utensílios, como no caso dos biberões. Sabe-se agora que o principal constituinte do PC, o Bisfenol-A (BPA), tem um comportamento estrogénico prejudicial ao normal desenvolvimento dos bebés, tendo mesmo sido proibida a comercialização de biberões de PC desde 2011. Este trabalho consistiu em averiguar que tipo de material está a ser utilizado em substituição do PC através de uma recolha sumária de biberões do mercado. A caracterização dos biberões foi realizada através de calorimetria diferencial de varrimento (DSC) e espectroscopia de infravermelho com transformada de Fourier (FTIR) que permitiu concluir que para substituir o PC estão a ser utilizados materiais como o polipropileno (PP) e a poliéter sulfona (PES). No entanto, ainda existem biberões de PC a serem comercializados. Após a caracterização dos materiais foram realizadas análises de screening, através de cromatografia gasosa acoplada à espetrometria de massa (GC-MS). Nesta análise foi detetado BPA nos biberões de PC e Irgafos 168 (aditivo antioxidante) nos biberões de PP. Estas substâncias foram quantificadas pelo método da curva de calibração, através de cromatografia gasosa com detetor de ionização de chama (GC-FID). Na amostra de PES foram detetadas algumas substâncias que não foram quantificadas. A análise dos resultados da quantificação mostrou que não era necessário proceder a ensaios de migração para a análise efetiva da migração das substâncias. Permitiu também aferir que, apesar da proibição da utilização de PC em biberões, o limite de migração específica (LME) anteriormente legislado não é ultrapassado e que as amostras analisadas dos materiais alternativos, PP e PES, permitem inferir que estes não contêm substâncias que ultrapassem os LME legislados sendo seguros para a saúde pública.O contacto entre o alimento e a embalagem em que é transportado e acondicionado pode levar a que muitas substâncias, como aditivos alimentares, resíduos de pesticidas, contaminantes ambientais e micronutrientes, possam ser adicionados involuntariamente à nossa alimentação. A exposição a esses migrantes tem sido monitorizada e tornou-se parte integrante do processo de garantia da segurança dos alimentos. O policarbonato (PC) é um material polimérico muito utilizado em embalagens devido à combinação das suas propriedades mecânicas, versatilidade, alta transparência, resistência ao impacto e a altas temperaturas e o seu baixo peso molecular. No entanto, tem vindo a ser substituído em alguns utensílios, como no caso dos biberões. Sabe-se agora que o principal constituinte do PC, o Bisfenol-A (BPA), tem um comportamento estrogénico prejudicial ao normal desenvolvimento dos bebés, tendo mesmo sido proibida a comercialização de biberões de PC desde 2011. Este trabalho consistiu em averiguar que tipo de material está a ser utilizado em substituição do PC através de uma recolha sumária de biberões do mercado. A caracterização dos biberões foi realizada através de calorimetria diferencial de varrimento (DSC) e espectroscopia de infravermelho com transformada de Fourier (FTIR) que permitiu concluir que para substituir o PC estão a ser utilizados materiais como o polipropileno (PP) e a poliéter sulfona (PES). No entanto, ainda existem biberões de PC a serem comercializados. Após a caracterização dos materiais foram realizadas análises de screening, através de cromatografia gasosa acoplada à espetrometria de massa (GC-MS). Nesta análise foi detetado BPA nos biberões de PC e Irgafos 168 (aditivo antioxidante) nos biberões de PP. Estas substâncias foram quantificadas pelo método da curva de calibração, através de cromatografia gasosa com detetor de ionização de chama (GC-FID). Na amostra de PES foram detetadas algumas substâncias que não foram quantificadas. A análise dos resultados da quantificação mostrou que não era necessário proceder a ensaios de migração para a análise efetiva da migração das substâncias. Permitiu também aferir que, apesar da proibição da utilização de PC em biberões, o limite de migração específica (LME) anteriormente legislado não é ultrapassado e que as amostras analisadas dos materiais alternativos, PP e PES, permitem inferir que estes não contêm substâncias que ultrapassem os LME legislados sendo seguros para a saúde pública.
Autores principais:Salgado, Marta Alexandra Mendes
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O contacto entre o alimento e a embalagem em que é transportado e acondicionado pode levar a que muitas substâncias, como aditivos alimentares, resíduos de pesticidas, contaminantes ambientais e micronutrientes, possam ser adicionados involuntariamente à nossa alimentação. A exposição a esses migrantes tem sido monitorizada e tornou-se parte integrante do processo de garantia da segurança dos alimentos. O policarbonato (PC) é um material polimérico muito utilizado em embalagens devido à combinação das suas propriedades mecânicas, versatilidade, alta transparência, resistência ao impacto e a altas temperaturas e o seu baixo peso molecular. No entanto, tem vindo a ser substituído em alguns utensílios, como no caso dos biberões. Sabe-se agora que o principal constituinte do PC, o Bisfenol-A (BPA), tem um comportamento estrogénico prejudicial ao normal desenvolvimento dos bebés, tendo mesmo sido proibida a comercialização de biberões de PC desde 2011. Este trabalho consistiu em averiguar que tipo de material está a ser utilizado em substituição do PC através de uma recolha sumária de biberões do mercado. A caracterização dos biberões foi realizada através de calorimetria diferencial de varrimento (DSC) e espectroscopia de infravermelho com transformada de Fourier (FTIR) que permitiu concluir que para substituir o PC estão a ser utilizados materiais como o polipropileno (PP) e a poliéter sulfona (PES). No entanto, ainda existem biberões de PC a serem comercializados. Após a caracterização dos materiais foram realizadas análises de screening, através de cromatografia gasosa acoplada à espetrometria de massa (GC-MS). Nesta análise foi detetado BPA nos biberões de PC e Irgafos 168 (aditivo antioxidante) nos biberões de PP. Estas substâncias foram quantificadas pelo método da curva de calibração, através de cromatografia gasosa com detetor de ionização de chama (GC-FID). Na amostra de PES foram detetadas algumas substâncias que não foram quantificadas. A análise dos resultados da quantificação mostrou que não era necessário proceder a ensaios de migração para a análise efetiva da migração das substâncias. Permitiu também aferir que, apesar da proibição da utilização de PC em biberões, o limite de migração específica (LME) anteriormente legislado não é ultrapassado e que as amostras analisadas dos materiais alternativos, PP e PES, permitem inferir que estes não contêm substâncias que ultrapassem os LME legislados sendo seguros para a saúde pública.O contacto entre o alimento e a embalagem em que é transportado e acondicionado pode levar a que muitas substâncias, como aditivos alimentares, resíduos de pesticidas, contaminantes ambientais e micronutrientes, possam ser adicionados involuntariamente à nossa alimentação. A exposição a esses migrantes tem sido monitorizada e tornou-se parte integrante do processo de garantia da segurança dos alimentos. O policarbonato (PC) é um material polimérico muito utilizado em embalagens devido à combinação das suas propriedades mecânicas, versatilidade, alta transparência, resistência ao impacto e a altas temperaturas e o seu baixo peso molecular. No entanto, tem vindo a ser substituído em alguns utensílios, como no caso dos biberões. Sabe-se agora que o principal constituinte do PC, o Bisfenol-A (BPA), tem um comportamento estrogénico prejudicial ao normal desenvolvimento dos bebés, tendo mesmo sido proibida a comercialização de biberões de PC desde 2011. Este trabalho consistiu em averiguar que tipo de material está a ser utilizado em substituição do PC através de uma recolha sumária de biberões do mercado. A caracterização dos biberões foi realizada através de calorimetria diferencial de varrimento (DSC) e espectroscopia de infravermelho com transformada de Fourier (FTIR) que permitiu concluir que para substituir o PC estão a ser utilizados materiais como o polipropileno (PP) e a poliéter sulfona (PES). No entanto, ainda existem biberões de PC a serem comercializados. Após a caracterização dos materiais foram realizadas análises de screening, através de cromatografia gasosa acoplada à espetrometria de massa (GC-MS). Nesta análise foi detetado BPA nos biberões de PC e Irgafos 168 (aditivo antioxidante) nos biberões de PP. Estas substâncias foram quantificadas pelo método da curva de calibração, através de cromatografia gasosa com detetor de ionização de chama (GC-FID). Na amostra de PES foram detetadas algumas substâncias que não foram quantificadas. A análise dos resultados da quantificação mostrou que não era necessário proceder a ensaios de migração para a análise efetiva da migração das substâncias. Permitiu também aferir que, apesar da proibição da utilização de PC em biberões, o limite de migração específica (LME) anteriormente legislado não é ultrapassado e que as amostras analisadas dos materiais alternativos, PP e PES, permitem inferir que estes não contêm substâncias que ultrapassem os LME legislados sendo seguros para a saúde pública.