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Gestão temporal da execução de processos suportados por sistemas workflow

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Resumo:Com o início dos anos 90, e em virtude da popularidade atingida pelos programas de mudança organizacional, como a Reengenharia de Processos de Negócio, o conceito processo organi-zacional (também designado processo de negócio) ganhou particular relevância. Em termos genéricos, um processo organizacional é um conjunto de actividades executadas numa dada sequência, cuja finalidade é a obtenção de um “resultado” único e claramente de-finido, que representa (ou deve representar) valor acrescentado para os clientes da organiza-ção. Designando-se por workflow a representação computacional dos processos de negócio, um sistema de gestão de workflow surge como um sistema que permite definir, gerir e executar workflows através da gestão da sequência das actividades e pela invocação apropriada dos re-cursos humanos e/ou tecnológicos associados às actividades. Os sistemas de gestão de workflow aparecem, pois neste contexto, como uma plataforma apropriada para a coordenação automática dos processos de negócio. A execução dos processos de negócio está normalmente, condicionada em termos temporais. De facto, actualmente, de modo a sobreviverem nos mercados actuais, a maior parte das orga-nizações têm de cumprir restrições temporais, incluindo durações limitadas de execução e prazos associados às actividades e processos. Normalmente, quando estas restrições temporais não são cumpridas, o processo perde a sua validade, com os custos daí decorrentes em termos de trabalho já realizado, a eventual necessidade de desfazer esse trabalho com reiniciação do processo, etc. Infelizmente, a generalidade dos sistemas de gestão de workflow actualmente disponíveis não permitem gerir adequadamente a dimensão temporal da execução das instâncias workflow, dispondo apenas de mecanismos rudimentares de notificação de prazos. A presente dissertação tem por finalidade identificar diversos tipos de restrições temporais, bem como definir as regras para a validação das mesmas num determinado modelo workflow, de forma a ser possível identificar um plano de execução que satisfaça todas as restrições temporais definidas. Outro objectivo prende-se com a descrição das diversas fases da gestão temporal dos processos de negócio suportados por sistemas workflow. Com uma gestão tem-poral adequada, é pois possível optimizar a execução dos processos de negócio, reagir quando se verificarem falhas temporais e disponibilizar aos diversos utilizadores a informação neces-sária acerca dos processos, das suas restrições temporais e dos seus requisitos temporais actu-ais. Por fim, nesta dissertação é apresentado o estudo de um caso, onde são demonstrados os principais passos necessários em cada uma das fases da gestão temporal de um processo do negócio – “Gestão de Compras de Equipamento Informático”.
Autores principais:Silva, Susana Maria Almeida
Ano:2001
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Com o início dos anos 90, e em virtude da popularidade atingida pelos programas de mudança organizacional, como a Reengenharia de Processos de Negócio, o conceito processo organi-zacional (também designado processo de negócio) ganhou particular relevância. Em termos genéricos, um processo organizacional é um conjunto de actividades executadas numa dada sequência, cuja finalidade é a obtenção de um “resultado” único e claramente de-finido, que representa (ou deve representar) valor acrescentado para os clientes da organiza-ção. Designando-se por workflow a representação computacional dos processos de negócio, um sistema de gestão de workflow surge como um sistema que permite definir, gerir e executar workflows através da gestão da sequência das actividades e pela invocação apropriada dos re-cursos humanos e/ou tecnológicos associados às actividades. Os sistemas de gestão de workflow aparecem, pois neste contexto, como uma plataforma apropriada para a coordenação automática dos processos de negócio. A execução dos processos de negócio está normalmente, condicionada em termos temporais. De facto, actualmente, de modo a sobreviverem nos mercados actuais, a maior parte das orga-nizações têm de cumprir restrições temporais, incluindo durações limitadas de execução e prazos associados às actividades e processos. Normalmente, quando estas restrições temporais não são cumpridas, o processo perde a sua validade, com os custos daí decorrentes em termos de trabalho já realizado, a eventual necessidade de desfazer esse trabalho com reiniciação do processo, etc. Infelizmente, a generalidade dos sistemas de gestão de workflow actualmente disponíveis não permitem gerir adequadamente a dimensão temporal da execução das instâncias workflow, dispondo apenas de mecanismos rudimentares de notificação de prazos. A presente dissertação tem por finalidade identificar diversos tipos de restrições temporais, bem como definir as regras para a validação das mesmas num determinado modelo workflow, de forma a ser possível identificar um plano de execução que satisfaça todas as restrições temporais definidas. Outro objectivo prende-se com a descrição das diversas fases da gestão temporal dos processos de negócio suportados por sistemas workflow. Com uma gestão tem-poral adequada, é pois possível optimizar a execução dos processos de negócio, reagir quando se verificarem falhas temporais e disponibilizar aos diversos utilizadores a informação neces-sária acerca dos processos, das suas restrições temporais e dos seus requisitos temporais actu-ais. Por fim, nesta dissertação é apresentado o estudo de um caso, onde são demonstrados os principais passos necessários em cada uma das fases da gestão temporal de um processo do negócio – “Gestão de Compras de Equipamento Informático”.