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A crise da indústria da cultura: visões de Adorno e de Attali sobre a música contemporânea

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A presente dissertação procura oferecer um contributo para a análise da indústria da cultura apresentando a crítica elaborada por Theodor Adorno e complementando os aspetos menos sólidos de um trabalho que continua a ter uma imensa pertinência. A exposição deste aspeto do seu pensamento é enquadrada no plano mais geral da sua teoria estética, salientando assim, na sua análise, a primazia do artista e da sua criação e a historicidade do material musical. As relações de distribuição e de consumo da música são depois exploradas através da análise musical e económica efetuada por Jacques Attali em Bruits. As análises de Adorno e de Attali enriquecem-se mutuamente e o intervalo temporal entre a produção académica dos dois autores foi marcado por mudanças na sociedade que ajudaram, desde logo, a compreender os elementos do pensamento do primeiro autor que teriam o potencial para resistir à passagem do tempo. No que diz respeito ao segundo, facultaram à sua obra um tom mais esperançoso que, embora por vezes excessivamente utópico, teve um enorme impacte na musicologia. Pretendeu-se, portanto, valorizar esse trabalho, que continuou a "missão" de Adorno de pensar a sociedade através da música. Por fim, o último capítulo estabelece vários elos de ligação entre as duas perspetivas e procura demonstrar a atualidade de ambas. São abordadas as mudanças sociais desde os anos sessenta, a origem de alguns géneros musicais, e os modos como as esferas da arte e da sociedade continuam a relacionar-se de tal modo que se tornam indissociáveis.
Autores principais:Sampaio, Daniel Morgado
Assunto:Adorno Attali Indústria da cultura Sociologia da música Culture industry Sociology of music
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A presente dissertação procura oferecer um contributo para a análise da indústria da cultura apresentando a crítica elaborada por Theodor Adorno e complementando os aspetos menos sólidos de um trabalho que continua a ter uma imensa pertinência. A exposição deste aspeto do seu pensamento é enquadrada no plano mais geral da sua teoria estética, salientando assim, na sua análise, a primazia do artista e da sua criação e a historicidade do material musical. As relações de distribuição e de consumo da música são depois exploradas através da análise musical e económica efetuada por Jacques Attali em Bruits. As análises de Adorno e de Attali enriquecem-se mutuamente e o intervalo temporal entre a produção académica dos dois autores foi marcado por mudanças na sociedade que ajudaram, desde logo, a compreender os elementos do pensamento do primeiro autor que teriam o potencial para resistir à passagem do tempo. No que diz respeito ao segundo, facultaram à sua obra um tom mais esperançoso que, embora por vezes excessivamente utópico, teve um enorme impacte na musicologia. Pretendeu-se, portanto, valorizar esse trabalho, que continuou a "missão" de Adorno de pensar a sociedade através da música. Por fim, o último capítulo estabelece vários elos de ligação entre as duas perspetivas e procura demonstrar a atualidade de ambas. São abordadas as mudanças sociais desde os anos sessenta, a origem de alguns géneros musicais, e os modos como as esferas da arte e da sociedade continuam a relacionar-se de tal modo que se tornam indissociáveis.