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A etnopaisagem no cinema português: consolidação e desconstrução de um conceito

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A ideia de paisagem é permeada por sentidos ambíguos que estão relacionados com a utilização do termo a partir de diferentes disciplinas, seja a geografia, a arquitetura, a filosofia ou as práticas artísticas, e também dos critérios utilizados por cada sociedade na produção das espacialidades emergentes. A partir de uma reflexão da paisagem enquanto elemento primeiramente captado pelo olhar, materializado posteriormente pela pintura, que a condicionou tendo em conta uma função figurativa e narrativa, e, finalmente, emancipando-se como um género autóctone, a paisagem vai conquistar simbolismos muito diferentes na sua metamorfose através das artes, ciência e tecnologia, bem como na vida quotidiana dos sujeitos. Na atualidade, a paisagem tem sido também analisada pelo seu papel central nos circuitos de comunicação, tendo em conta o contributo dos estudos fílmicos. A partir da ideia de paisagem consolidada pela cultura ocidental, esta investigação tem como foco de estudo o conceito de etnopaisagem no cinema português: desde o cinema da Primeira República, passando pelo cinema do Estado Novo, que consolidou uma ideia de etnopaisagem – isto é, uma ideia de paisagem tendo em vista as suas peculiaridades étnicas – conceito fortemente enraizado numa perspetiva imperialista e nacionalista, e, mais tarde, com as vanguardas e a revolução de 1974, a eclosão de novas experiências de paisagem que se pretendiam libertar das convenções estéticas e ideológicas convencionais. A ideia de paisagem ramifica-se a partir de novos olhares cinematográficos, quebrando padrões e distanciando-se dos espaços ideologicamente saturados, proporcionando novas experiências que vêm desafiar a sua moderna aceção.
Autores principais:Silva, Tiago Jorge Campos Vieira Carvalho da
Assunto:Paisagem Etnopaisagem Cinema Nacionalismo Contemporaneidade Landscape Ethnoscape Cinema Nationalism Contemporaneity Ciências Sociais::Ciências da Comunicação
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A ideia de paisagem é permeada por sentidos ambíguos que estão relacionados com a utilização do termo a partir de diferentes disciplinas, seja a geografia, a arquitetura, a filosofia ou as práticas artísticas, e também dos critérios utilizados por cada sociedade na produção das espacialidades emergentes. A partir de uma reflexão da paisagem enquanto elemento primeiramente captado pelo olhar, materializado posteriormente pela pintura, que a condicionou tendo em conta uma função figurativa e narrativa, e, finalmente, emancipando-se como um género autóctone, a paisagem vai conquistar simbolismos muito diferentes na sua metamorfose através das artes, ciência e tecnologia, bem como na vida quotidiana dos sujeitos. Na atualidade, a paisagem tem sido também analisada pelo seu papel central nos circuitos de comunicação, tendo em conta o contributo dos estudos fílmicos. A partir da ideia de paisagem consolidada pela cultura ocidental, esta investigação tem como foco de estudo o conceito de etnopaisagem no cinema português: desde o cinema da Primeira República, passando pelo cinema do Estado Novo, que consolidou uma ideia de etnopaisagem – isto é, uma ideia de paisagem tendo em vista as suas peculiaridades étnicas – conceito fortemente enraizado numa perspetiva imperialista e nacionalista, e, mais tarde, com as vanguardas e a revolução de 1974, a eclosão de novas experiências de paisagem que se pretendiam libertar das convenções estéticas e ideológicas convencionais. A ideia de paisagem ramifica-se a partir de novos olhares cinematográficos, quebrando padrões e distanciando-se dos espaços ideologicamente saturados, proporcionando novas experiências que vêm desafiar a sua moderna aceção.