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O empréstimo do eu: a autorrepresentação como construção de uma identidade social

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O tema desta dissertação é o autorretrato. Mas, ao conceituar o sujeito que está inserido em uma sociedade imagética, efêmera e narcísica, encontra-se um subgênero do autorretrato, que nesta pesquisa é classificada como o “empréstimo do eu”. Portanto, o objetivo geral desta investigação é analisar a transferência da imagem que está relacionada ao desígnio do artista em ceder o seu corpo à persona ou objetos e locais sociais, por meio de encenações identitárias ou apropriação do outro. A problemática ancora-se nas seguintes questões: por meio da própria imagem é possível contar a história social? Qualquer imagem que reflita o intelecto do seu autor pode ser considerada um autorretrato? o termo autorretrato é o ideal para a denominação destas obras? Deste modo, decidiu-se ir à origem do ícone e fazer o apanhado histórico e cognitivo das imagens na sociedade humana, por meio da autorrepresentação, desde a pré-história até a atual virtualização da realidade, trazendo considerações bastante significativas para o entendimento da imagem de alteridade no mundo contemporâneo. Metodologicamente, esta investigação caracteriza-se como documental e bibliográfica, de caráter interpretativo e descritivo. Os subsídios da análise estão pautados no referencial teórico da Análise do Discurso, em especial, apoiada no historiador de arte, Erwin Panofsky (1991) e sua contribuição em Síntese Recriativa. Seu método de iconologia realiza a interpretação das obras de arte, recorrendo à decomposição das imagens e reconstrução de seus percursos no tempo e no espaço. Além disso, acredita-se em um diálogo entre Panofsky e Michel Foucault (2000) que, a partir das experiências subjetivas e disposições do corpo, da vida e do homem que visa compreender a construção do sujeito e subjetividade arquitetados sócios-historicamente, enquanto apresenta a discursividade por meio do outro. Portanto, conclui-se que esta prática imagética acaba por refletir muito mais sobre um contexto social do que a individualidade narcísica do artista.
Autores principais:Panciarelli, Morena
Assunto:Autorretrato Identidade social Imagem Persona Sujeito Bloke Image Persona Self-portrait Social identity
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O tema desta dissertação é o autorretrato. Mas, ao conceituar o sujeito que está inserido em uma sociedade imagética, efêmera e narcísica, encontra-se um subgênero do autorretrato, que nesta pesquisa é classificada como o “empréstimo do eu”. Portanto, o objetivo geral desta investigação é analisar a transferência da imagem que está relacionada ao desígnio do artista em ceder o seu corpo à persona ou objetos e locais sociais, por meio de encenações identitárias ou apropriação do outro. A problemática ancora-se nas seguintes questões: por meio da própria imagem é possível contar a história social? Qualquer imagem que reflita o intelecto do seu autor pode ser considerada um autorretrato? o termo autorretrato é o ideal para a denominação destas obras? Deste modo, decidiu-se ir à origem do ícone e fazer o apanhado histórico e cognitivo das imagens na sociedade humana, por meio da autorrepresentação, desde a pré-história até a atual virtualização da realidade, trazendo considerações bastante significativas para o entendimento da imagem de alteridade no mundo contemporâneo. Metodologicamente, esta investigação caracteriza-se como documental e bibliográfica, de caráter interpretativo e descritivo. Os subsídios da análise estão pautados no referencial teórico da Análise do Discurso, em especial, apoiada no historiador de arte, Erwin Panofsky (1991) e sua contribuição em Síntese Recriativa. Seu método de iconologia realiza a interpretação das obras de arte, recorrendo à decomposição das imagens e reconstrução de seus percursos no tempo e no espaço. Além disso, acredita-se em um diálogo entre Panofsky e Michel Foucault (2000) que, a partir das experiências subjetivas e disposições do corpo, da vida e do homem que visa compreender a construção do sujeito e subjetividade arquitetados sócios-historicamente, enquanto apresenta a discursividade por meio do outro. Portanto, conclui-se que esta prática imagética acaba por refletir muito mais sobre um contexto social do que a individualidade narcísica do artista.