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Autoavaliação de escolas: contribuições para o desenvolvimento de uma gestão democrática

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A participação dos educadores que fazem parte da gestão da escola envolve, também, questões sobre autoavaliação, temática discutida por Helena Maria dos Santos Felício e Carlos Manuel Ribeiro da Silva no capítulo “Autoavaliação de escolas: contribuições para o desenvolvimento de uma gestão democrática”. Partindo da concepção de avaliação na perspectiva emancipatória e construtiva, os autores trazem reflexões sobre a relação entre a gestão escolar e a autoavaliação, das quais são decorrentes os indicativos para a prática da autoavaliação. Assim, no processo de autoavaliação proposto, os sujeitos são envolvidos diretamente na ação educacional e, portanto, protagonizam o processo. Em sua análise sobre a autoavaliação, compreendida como um processo de reflexão-ação-reflexão que possibilita o conhecimento da realidade educacional e envolve os sujeitos no processo, os autores sublinham que se trata de um modelo de avaliação que não é meramente burocrático ou quantitativo ou que privilegia unicamente os resultados. A autoavaliação é considerada por eles na estreita relação com o acompanhamento do projeto político pedagógico e com a cultura institucional. A participação dos atores educacionais nesse processo, no dizer dos autores, contribui para identificação dos problemas institucionais e para a proposição de soluções que possam adequar-se aos objetivos expressos no projeto político pedagógico. No entanto, advertem que a autoavaliação gera, também, tensões com as quais é preciso lidar e, nessa perspectiva, é fundamental o papel do coordenador pedagógico como orientador da equipe e organizador das ações. A autoavaliação, portanto, é um processo complexo que envolve diálogo e no qual a participação do coletivo configura-se como decisiva para uma efetiva gestão democrática. Nessa perspectiva, os autores apontam as diferentes fases do processo de autoavaliação que vai além da divulgação dos resultados à comunidade e que envolve reflexões da equipe sobre os dados da avaliação para a compreensão da realidade educacional e o redimensionamento das questões postas, tendo em vista o projeto político pedagógico e o plano de desenvolvimento institucional.
Autores principais:Felício, Helena Maria dos Santos
Outros Autores:Silva, Carlos Manuel Ribeiro da
Assunto:Autoavaliação de escolas Gestão democrática Autoavaliação emancipatória, construtiva e sociocrítica Saberes da autoavaliação de escolas Autorregulação das práticas educativas Intervenção preventiva Promoção do sucesso educativo Gestão escolar e autoavaliação
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A participação dos educadores que fazem parte da gestão da escola envolve, também, questões sobre autoavaliação, temática discutida por Helena Maria dos Santos Felício e Carlos Manuel Ribeiro da Silva no capítulo “Autoavaliação de escolas: contribuições para o desenvolvimento de uma gestão democrática”. Partindo da concepção de avaliação na perspectiva emancipatória e construtiva, os autores trazem reflexões sobre a relação entre a gestão escolar e a autoavaliação, das quais são decorrentes os indicativos para a prática da autoavaliação. Assim, no processo de autoavaliação proposto, os sujeitos são envolvidos diretamente na ação educacional e, portanto, protagonizam o processo. Em sua análise sobre a autoavaliação, compreendida como um processo de reflexão-ação-reflexão que possibilita o conhecimento da realidade educacional e envolve os sujeitos no processo, os autores sublinham que se trata de um modelo de avaliação que não é meramente burocrático ou quantitativo ou que privilegia unicamente os resultados. A autoavaliação é considerada por eles na estreita relação com o acompanhamento do projeto político pedagógico e com a cultura institucional. A participação dos atores educacionais nesse processo, no dizer dos autores, contribui para identificação dos problemas institucionais e para a proposição de soluções que possam adequar-se aos objetivos expressos no projeto político pedagógico. No entanto, advertem que a autoavaliação gera, também, tensões com as quais é preciso lidar e, nessa perspectiva, é fundamental o papel do coordenador pedagógico como orientador da equipe e organizador das ações. A autoavaliação, portanto, é um processo complexo que envolve diálogo e no qual a participação do coletivo configura-se como decisiva para uma efetiva gestão democrática. Nessa perspectiva, os autores apontam as diferentes fases do processo de autoavaliação que vai além da divulgação dos resultados à comunidade e que envolve reflexões da equipe sobre os dados da avaliação para a compreensão da realidade educacional e o redimensionamento das questões postas, tendo em vista o projeto político pedagógico e o plano de desenvolvimento institucional.