Publicação
Problemas metodológicos no estudos dos incêndios florestais em portugal Continental : o caso dos grandes incêndios florestais
| Resumo: | O fogo é um dos elementos presente nas paisagens dos países do Sul da Europa. Todavia, num passado não muito longínquo, os incêndios não eram considerados um problema-chave para a floresta. Em Portugal, foi a partir da década de 70 do século passado, face às profundas alterações verificadas na sociedade portuguesa, no que se refere às estruturas socioeconómica, etária e cultural da população residente nas áreas florestais, assim como daquela que as frequenta, que o número de incêndios florestais, a extensão da área ardida anualmente e a ocorrência de grandes incêndios florestais (GIF) sofreram um acréscimo significativo. Embora os GIF representem apenas 0,5% do total das ocorrências registadas pela Autoridade Florestal Nacional (AFN) foram responsáveis por mais de 75% da área ardida em Portugal Continental nos últimos 15 anos. Os dados da AFN, a entidade responsável pela divulgação dos dados oficiais de incêndios, apenas possibilitam a análise estatística dos incêndios florestais por dimensão a partir de 1996, apresentando desde 1980 apenas os totais anuais a diversos níveis. Para além dos dados estatísticos, a AFN divulga ainda a cartografia nacional de áreas ardidas, desta feita, de 1990 a 2010. Pese embora o esforço feito, pelas entidades responsáveis que se foram sucedendo ao longo dos anos, no sentido de melhorar o rigor e qualidade da informação de incêndios florestais, a verdade é que a confrontação de alguns dos dados divulgados pela AFN revela algumas lacunas, o que certamente acrescenta alguma margem de incerteza às análises de incêndios florestais. |
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| Autores principais: | Leite, Flora Ferreira |
| Outros Autores: | Gonçalves, António Bento; Lourenço, Luciano; Úbeda, Xavier |
| Assunto: | Portugal Continental Grandes incêndios florestais Informação estatística Informação cartográfica Portugal Large forest fires Statistical information Cartographic information |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | comunicação em conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O fogo é um dos elementos presente nas paisagens dos países do Sul da Europa. Todavia, num passado não muito longínquo, os incêndios não eram considerados um problema-chave para a floresta. Em Portugal, foi a partir da década de 70 do século passado, face às profundas alterações verificadas na sociedade portuguesa, no que se refere às estruturas socioeconómica, etária e cultural da população residente nas áreas florestais, assim como daquela que as frequenta, que o número de incêndios florestais, a extensão da área ardida anualmente e a ocorrência de grandes incêndios florestais (GIF) sofreram um acréscimo significativo. Embora os GIF representem apenas 0,5% do total das ocorrências registadas pela Autoridade Florestal Nacional (AFN) foram responsáveis por mais de 75% da área ardida em Portugal Continental nos últimos 15 anos. Os dados da AFN, a entidade responsável pela divulgação dos dados oficiais de incêndios, apenas possibilitam a análise estatística dos incêndios florestais por dimensão a partir de 1996, apresentando desde 1980 apenas os totais anuais a diversos níveis. Para além dos dados estatísticos, a AFN divulga ainda a cartografia nacional de áreas ardidas, desta feita, de 1990 a 2010. Pese embora o esforço feito, pelas entidades responsáveis que se foram sucedendo ao longo dos anos, no sentido de melhorar o rigor e qualidade da informação de incêndios florestais, a verdade é que a confrontação de alguns dos dados divulgados pela AFN revela algumas lacunas, o que certamente acrescenta alguma margem de incerteza às análises de incêndios florestais. |
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