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A entrevista de história de vida no centro da investigação: o caso de Edgar Pêra

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Partindo de uma entrevista de história de vida ao realizador português Edgar Pêra, este artigo questiona a relação entre a arte, comunicação e biografia. A entrevista apresenta-se, no contexto desta investigação, como uma opção metodológica central, que estimula a prática da comunicação ritual (ligada ao tempo e à memória) e desafia a auto-reflexão sobre o papel do investigador, num diálogo construído entre entrevistador e entrevistado. Situando-me num enquadramento teórico que tem como referências os Estudos Culturais norte-americanos (James Carey) e o pragmatismo (John Dewey, Richard Shusterman e Nathalie Heinich), procuro, através de um processo em que trabalho de campo e a reflexão teórica se influenciam mutuamente, compreender, mais do que explicar, o que faz e como faz Edgar Pêra, extraindo, daí, ilações sobre as trocas simbólicas que geram novos discursos no todo social, tendo a arte por veículo.
Autores principais:Lima, Teresa
Assunto:Edgar Pêra Entrevista História de vida
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Partindo de uma entrevista de história de vida ao realizador português Edgar Pêra, este artigo questiona a relação entre a arte, comunicação e biografia. A entrevista apresenta-se, no contexto desta investigação, como uma opção metodológica central, que estimula a prática da comunicação ritual (ligada ao tempo e à memória) e desafia a auto-reflexão sobre o papel do investigador, num diálogo construído entre entrevistador e entrevistado. Situando-me num enquadramento teórico que tem como referências os Estudos Culturais norte-americanos (James Carey) e o pragmatismo (John Dewey, Richard Shusterman e Nathalie Heinich), procuro, através de um processo em que trabalho de campo e a reflexão teórica se influenciam mutuamente, compreender, mais do que explicar, o que faz e como faz Edgar Pêra, extraindo, daí, ilações sobre as trocas simbólicas que geram novos discursos no todo social, tendo a arte por veículo.