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A palavra como manifestação de Deus em Manoel de Oliveira : O caso de O Princípio da Incerteza

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Em O Princípio da Incerteza (2002), Manoel de Oliveira regressou ao universo de Agustina Bessa-Luís, adaptando o romance Jóia de Família, de 2001, desta autora portuguesa, para encenar o confronto de duas mulheres: Camila e Vanessa, que parecem disputar o amor de dois homens – António Claro, ou Cravo-roxo, o marido de Camila e amante de Vanessa, e Luciano, ou Touro-Azul, amante de Vanessa e apaixonado de Camila. A adaptação literária não é uma novidade na obra de Manoel de Oliveira, que começa desde logo com a sua icónica longa-metragem Aniki-Bobó (1942), uma adaptação do conto “Os Meninos Milionários”, de Rodrigues de Freitas, que Oliveira descreve como “um pouco indeciso entre o cinema e a literatura” (Torres, 2007: 13). Tal estará relacionado com a conhecida preponderância que a palavra falada tem na cinematografia oliveiriana.
Autores principais:Palinhos, Jorge
Assunto:Palavra Deus Manoel de Oliveira
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Em O Princípio da Incerteza (2002), Manoel de Oliveira regressou ao universo de Agustina Bessa-Luís, adaptando o romance Jóia de Família, de 2001, desta autora portuguesa, para encenar o confronto de duas mulheres: Camila e Vanessa, que parecem disputar o amor de dois homens – António Claro, ou Cravo-roxo, o marido de Camila e amante de Vanessa, e Luciano, ou Touro-Azul, amante de Vanessa e apaixonado de Camila. A adaptação literária não é uma novidade na obra de Manoel de Oliveira, que começa desde logo com a sua icónica longa-metragem Aniki-Bobó (1942), uma adaptação do conto “Os Meninos Milionários”, de Rodrigues de Freitas, que Oliveira descreve como “um pouco indeciso entre o cinema e a literatura” (Torres, 2007: 13). Tal estará relacionado com a conhecida preponderância que a palavra falada tem na cinematografia oliveiriana.