Publicação
Avaliação das propriedades óticas de diferentes tipos de lentes de contacto
| Resumo: | Este trabalho reúne os resultados de um estudo laboratorial realizado ao longo de 1 ano. Um dos objetivos desta tese foi medir as propriedades óticas (transmitância, refletância e índice de refração) e propriedades físicas (espessura central e periférica) de lentes de contacto novas de diferentes materiais e com diferentes potências. O principal objectivo desta tese é perceber em que medida a variação da potência das lentes pode alterar outras propriedades que afetam a performance ótica das mesmas e comprometem a fisiologia ocular. Foram selecionadas 9 marcas de lentes, nas quais foram medidas várias caraterísticas com a ajuda de instrumentos de investigação específicos. Foram estudadas 4 marcas de lentes diárias sendo as Soflens Daily™, Acuvue® One Day Moist™ e Focus Dailies™ Aqua Comfort de hidrogel convencional e a Acuvue® One Day Trueye™ de Silicone-Hidrogel. As restantes 5 lentes avaliadas pertencem ao grupo de lentes de Silicone-Hidrogel e destas a Acuvue® Oasys™ e a Menicon PremiO™ eram de substituição quinzenal e as outras três eram de substituição mensal (Air Optix™ Aqua, Purevision™ 2 e Biofinity™). As potências analisadas foram a, neutra, -3D, -6D, a máxima potência negativa de cada marca (entre -9D e -12D), +3D e +6D. No total foram avaliadas 54 lentes de contacto. Os resultados apresentados nesta tese mostram que o índice de refração não altera com a potência ou espessura da lente, mas sim com os tipos de polímeros que a constituem e com o processo de polimerização aplicado. Esta propriedade ótica depende sobretudo da densidade do material da lente de contacto e do seu conteúdo em água. Com este estudo mostramos também, que a transmissibilidade aos gases de qualquer lente de contacto depende da sua espessura central e periférica e que a alteração destas propriedades pode ter manifestações no seu comportamento clínico. Por fim, mostramos que os valores de transmitância na zona da Radiação Ultravioleta alteram consoante o tipo de lente de contacto analisada. |
|---|---|
| Autores principais: | Pereira, Clara Maria Santos |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Este trabalho reúne os resultados de um estudo laboratorial realizado ao longo de 1 ano. Um dos objetivos desta tese foi medir as propriedades óticas (transmitância, refletância e índice de refração) e propriedades físicas (espessura central e periférica) de lentes de contacto novas de diferentes materiais e com diferentes potências. O principal objectivo desta tese é perceber em que medida a variação da potência das lentes pode alterar outras propriedades que afetam a performance ótica das mesmas e comprometem a fisiologia ocular. Foram selecionadas 9 marcas de lentes, nas quais foram medidas várias caraterísticas com a ajuda de instrumentos de investigação específicos. Foram estudadas 4 marcas de lentes diárias sendo as Soflens Daily™, Acuvue® One Day Moist™ e Focus Dailies™ Aqua Comfort de hidrogel convencional e a Acuvue® One Day Trueye™ de Silicone-Hidrogel. As restantes 5 lentes avaliadas pertencem ao grupo de lentes de Silicone-Hidrogel e destas a Acuvue® Oasys™ e a Menicon PremiO™ eram de substituição quinzenal e as outras três eram de substituição mensal (Air Optix™ Aqua, Purevision™ 2 e Biofinity™). As potências analisadas foram a, neutra, -3D, -6D, a máxima potência negativa de cada marca (entre -9D e -12D), +3D e +6D. No total foram avaliadas 54 lentes de contacto. Os resultados apresentados nesta tese mostram que o índice de refração não altera com a potência ou espessura da lente, mas sim com os tipos de polímeros que a constituem e com o processo de polimerização aplicado. Esta propriedade ótica depende sobretudo da densidade do material da lente de contacto e do seu conteúdo em água. Com este estudo mostramos também, que a transmissibilidade aos gases de qualquer lente de contacto depende da sua espessura central e periférica e que a alteração destas propriedades pode ter manifestações no seu comportamento clínico. Por fim, mostramos que os valores de transmitância na zona da Radiação Ultravioleta alteram consoante o tipo de lente de contacto analisada. |
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