Publicação
«Contigo, sei escutar a música mágica do mundo»: a influência neo-realista na obra para a infância de Matilde Rosa Araújo
| Resumo: | Reveste-se de particular significado a presença de Matilde Rosa Araújo (1921-2010) na História da Literatura Portuguesa para a Infância. Figura tutelar, a autora dos versos de O Livro da Tila (1957) ou dos contos de O Chão e a Estrela (1994) sempre se ergueu pela criança e pelas suas mais misteriosas, encantadas, mas também dolorosas vivências. A centralidade da infância ou, mais genericamente, do humano, na escrita desta poetisa, novelista e contista, é reveladora da atenção que concede ao mundo no qual habita, da sua preocupação em entender os sinais do tempo, da vontade de tocar e transformar consciências. Pretende-se, pois, a partir de uma revisitação da produção literária que Matilde especialmente destinou à criança, dilucidar traços relevantes da sua escrita, elencando as particularidades ideológico-temáticas, bem como os procedimentos semântico-estilísticos que a singularizam e que a permitem filiar no contexto de renovação coincidente com as décadas de 50 e 60 do século XX. Nunca dissociando literatura e vida, Matilde Rosa Araújo sobressai como uma das herdeiras do legado estético do movimento neo-realista. É fundamentalmente essa influência que intentamos dar a ler. |
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| Autores principais: | Silva, Sara Raquel Reis da |
| Assunto: | Matilde Rosa Araújo Neo-realismo Infância Literatura portuguesa para a infância |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Reveste-se de particular significado a presença de Matilde Rosa Araújo (1921-2010) na História da Literatura Portuguesa para a Infância. Figura tutelar, a autora dos versos de O Livro da Tila (1957) ou dos contos de O Chão e a Estrela (1994) sempre se ergueu pela criança e pelas suas mais misteriosas, encantadas, mas também dolorosas vivências. A centralidade da infância ou, mais genericamente, do humano, na escrita desta poetisa, novelista e contista, é reveladora da atenção que concede ao mundo no qual habita, da sua preocupação em entender os sinais do tempo, da vontade de tocar e transformar consciências. Pretende-se, pois, a partir de uma revisitação da produção literária que Matilde especialmente destinou à criança, dilucidar traços relevantes da sua escrita, elencando as particularidades ideológico-temáticas, bem como os procedimentos semântico-estilísticos que a singularizam e que a permitem filiar no contexto de renovação coincidente com as décadas de 50 e 60 do século XX. Nunca dissociando literatura e vida, Matilde Rosa Araújo sobressai como uma das herdeiras do legado estético do movimento neo-realista. É fundamentalmente essa influência que intentamos dar a ler. |
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