Publicação
Contributo do Benchmarking para a gestão da qualidade dos cuidados de saúde no serviço de urgência
| Resumo: | O atual contexto tem colocado o Serviço Nacional de Saúde sob forte pressão. Por um lado, existe a necessidade cada vez maior de prestação de cuidados, incluindo cuidados em Serviços de Urgência e, por outro lado, a necessidade de controlar a despesa em saúde. Assim, a necessidade de tornar o sistema progressivamente mais eficiente e eficaz é premente. Os Serviços de Urgência são unidades altamente especializadas, onde se prestam cuidados de saúde urgentes e emergentes, ou seja, a pessoas em risco de vida ou perda de função. Estas unidades apresentam-se como fundamentais na prestação de cuidados no contexto do Serviço Nacional de Saúde, tentando colmatar algumas insuficiências existentes. Assim, torna-se pertinente identificar e descrever os indicadores que devem fazer parte de um processo de Benchmarking visando a gestão da qualidade, a promoção da melhoria do desempenho clínico dos cuidados de saúde prestados no Serviço de Urgência Por conseguinte, para obtermos a legitimação dos indicadores optámos por recorrer à metodologia de Delphi. Assim, submetemos à apreciação de um grupo de 15 peritos em gestão de Serviços de Urgência uma lista de indicadores identificados na literatura internacional e nacional, no sentido de obter a legitimação ou não destes. Esta metodologia levou a um consenso acerca da legitimação de uma lista de 54 indicadores, nas dimensões: segurança dos doentes (9), satisfação (1), indicadores de produção (10), eficiência (2), intervalos de tempo (15), indicadores relativos a serviços dos quais o Serviço de Urgência pode depender (4) e indicadores relativos às vias verde obrigatórias (13). O consenso foi também atingido no que respeita a considerar como não legitimados 9 indicadores nas dimensões: segurança dos doentes (2), indicadores de produção (1), intervalos de tempo (4), indicadores relativos a serviços dos quais o Serviço de Urgência pode depender (1) e indicadores relativos às vias verde obrigatórias (2). Assim, o nosso estudo chegou a uma lista consensual de indicadores de desempenho dos Serviços de Urgência que poderão fazer parte de um processo de Benchmarking. Neste contexto, o Benchmarking pode ser um poderoso aliado na melhoria da qualidade e eficiência dos Serviços de Urgência em Portugal. |
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| Autores principais: | Rodrigues, Pedro Alexandre Oliveira |
| Assunto: | Benchmarking Gestão da qualidade Serviço de urgência Método de Delphi Indicadores Quality management ER Delphi method Indicators Ciências Sociais::Economia e Gestão |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O atual contexto tem colocado o Serviço Nacional de Saúde sob forte pressão. Por um lado, existe a necessidade cada vez maior de prestação de cuidados, incluindo cuidados em Serviços de Urgência e, por outro lado, a necessidade de controlar a despesa em saúde. Assim, a necessidade de tornar o sistema progressivamente mais eficiente e eficaz é premente. Os Serviços de Urgência são unidades altamente especializadas, onde se prestam cuidados de saúde urgentes e emergentes, ou seja, a pessoas em risco de vida ou perda de função. Estas unidades apresentam-se como fundamentais na prestação de cuidados no contexto do Serviço Nacional de Saúde, tentando colmatar algumas insuficiências existentes. Assim, torna-se pertinente identificar e descrever os indicadores que devem fazer parte de um processo de Benchmarking visando a gestão da qualidade, a promoção da melhoria do desempenho clínico dos cuidados de saúde prestados no Serviço de Urgência Por conseguinte, para obtermos a legitimação dos indicadores optámos por recorrer à metodologia de Delphi. Assim, submetemos à apreciação de um grupo de 15 peritos em gestão de Serviços de Urgência uma lista de indicadores identificados na literatura internacional e nacional, no sentido de obter a legitimação ou não destes. Esta metodologia levou a um consenso acerca da legitimação de uma lista de 54 indicadores, nas dimensões: segurança dos doentes (9), satisfação (1), indicadores de produção (10), eficiência (2), intervalos de tempo (15), indicadores relativos a serviços dos quais o Serviço de Urgência pode depender (4) e indicadores relativos às vias verde obrigatórias (13). O consenso foi também atingido no que respeita a considerar como não legitimados 9 indicadores nas dimensões: segurança dos doentes (2), indicadores de produção (1), intervalos de tempo (4), indicadores relativos a serviços dos quais o Serviço de Urgência pode depender (1) e indicadores relativos às vias verde obrigatórias (2). Assim, o nosso estudo chegou a uma lista consensual de indicadores de desempenho dos Serviços de Urgência que poderão fazer parte de um processo de Benchmarking. Neste contexto, o Benchmarking pode ser um poderoso aliado na melhoria da qualidade e eficiência dos Serviços de Urgência em Portugal. |
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